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quarta-feira, 14 de setembro de 2016
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
sexta-feira, 22 de janeiro de 2016
Novidades Quetzal
«Céu geralmente muito nublado, com boas abertas e períodos de chuva» é uma das formulações mais utilizada pelos meteorologistas para descrever o tempo no arquipélago dos Açores. Na prática, a expressão traduz-se em prepararmo-nos tanto para chuva como para sol, no mesmo dia. Do mesmo modo, neste romance, o leitor pode e deve preparar-se para as nuvens de São Miguel, os ares do Caramulo e o clima do bairro lisboeta da Estefânia.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2015
Novidade Quetzal
Há hoje uma superabundância de chefs, aclamados e seguidos como estrelas de cinema. Nunca como hoje se multiplicaram os programas de televisão sobre comida, os regimes de dieta alimentar e a invenção de novos pratos e combinações de ingredientes e culturas gastronómicas. Mas há também quem tenha saudades da antiga tradição da cozinha de família, dos pratos que conservamos na memória desde a infância, dos sabores essenciais da nossa vida – essa cozinha de família ensina-nos, à mesa, o valor real de cada prato, a sua história, a dificuldade em obtê-lo, o tempo necessário para o preparar e contemplar, a felicidade em saboreá-lo. Por isso, neste livro reúnem-se receitas para partilhar com quem se senta à nossa mesa. O que têm em comum é que podem ser cozinhadas por toda a gente – são os elementos de uma cozinha básica, saborosa, tradicional e confortável, onde reconhecemos os ingredientes e a natureza do nosso apetite.
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sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Novidade Quetzal
Katja Petrowskaja cresceu no seio de uma família judia de Kiev, na Ucrânia, nos anos 1970. Da sua infância ficou-lhe um estranho sentimento de falta. O que é que não terá sido dito à mesa das refeições em família? Em que reentrâncias da História terão ficado retidos os seus antepassados, cujos nomes não se pronunciavam? Talvez Esther é o resultado dessa procura das origens. Ficaremos a saber que um tio-bisavô – autor de um atentado contra um embaixador alemão – poderá ter desencadeado a Segunda Guerra Mundial; que um avô prisioneiro de guerra reapareceu 40 anos mais tarde; ou que uma bisavó, que talvez se chamasse Esther, em Kiev, em 1941, se dirigiu sozinha à ravina de Babi Yar, onde os ocupantes nazis eliminaram em massa todos os habitantes judeus da cidade, e não só.
Através da história das suas personagens – que se desenrola entre Kiev, Mauthausen, Varsóvia e Auschwitz –, Petrowskaja traça os contornos de uma Mitteleuropa desaparecida e faz uma história do século XX, em que se alternam o claro e o escuro, a força e a fragilidade, a glória e a derrota.
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sábado, 28 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Novidades Quetzal
Trinta anos depois de ter escrito O Grande Bazar Ferroviário (publicado pela Quetzal na sequência de O Velho Expresso da Patagónia), Paul Theroux revisita os lugares da sua grande viagem pela Ásia – e encontra um mundo em mudança acelerada. A viagem deste livro reconstitui um mapa prodigioso: o da antiga União Soviética, percorrendo a Geórgia ou o Azerbaijão, visitando o escritor e prémio Nobel Orhan Pamuk na Turquia, sobrevivendo ao comboio transiberiano, respirando o pó nas estradas do Paquistão até chegar à índia e, depois, à Tailândia, à Birmânia e ao Laos, antes de cruzar as rotas da China para chegar ao Japão.
Esse trajeto é literário, pessoal e um exemplo superior de reportagem sobre as mudanças que recolocaram a Ásia no nosso mundo. Mais do que isso, é um roteiro devorado pela curiosidade, pela paixão da viagem e do conhecimento – e pela inspiração que atravessa os livros de Paul Theroux como uma ventania de beleza e disponibilidade, dialogando com todos os lugares que vai conhecendo.
Comboio-Fantasma para o Oriente confirma o lugar de Paul Theroux como o mais talentoso e criativo «escritor de viagens» do nosso tempo.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
sábado, 17 de julho de 2010
Novidade Quetzal
Este é o primeiro dos três volumes de diários e apontamentos de Susan Sontag - e um surpreendente registo da formação de uma grande figura intelectual. O livro começa com os anos da faculdade e as primeiras experiências ficcionais e termina em 1963, quando Sontag já se tornara uma figura de destaque na cena cultural e artística nova-iorquina.
Renascer é o auto-retrato de uma das maiores escritoras do nosso tempo, dotada de uma curiosidade voraz e de um intenso apetite pela vida. Ao longo das suas páginas compreendemos a complexidade da sua escrita de juventude, partilhamos encontos com escritores que tiveram um papel de ddestaque na sua formação - e somos arrebatados pelo seu brilho incontestável.
Renascer é o auto-retrato de uma das maiores escritoras do nosso tempo, dotada de uma curiosidade voraz e de um intenso apetite pela vida. Ao longo das suas páginas compreendemos a complexidade da sua escrita de juventude, partilhamos encontos com escritores que tiveram um papel de ddestaque na sua formação - e somos arrebatados pelo seu brilho incontestável.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
Novidade Quetzal
O Francês conseguira marcar o encontro para as 10 da manhã n’A Brasileira. Mas nessa manhã de 25 de Agosto de 1988, o fogo deflagrara no Chiado e o dia estava escuro, cheio de fumo, abrasado pelas chamas, cheio de gritos e sirenes. O Francês saiu do hotel e deixou-se levar na multidão.
Os velhos, os pobres, as pessoas invisíveis que habitam os vãos e as águas-furtadas do bairro estão a ser evacuados em autocarros. De repente alguém resiste, não entrará no transporte, e precipita-se para lá da barreira do fogo. O Francês segue-o. Nesse mundo de escombros e cinzas, cinco desconhecidos vão encontrar-se e revelar as razões profundas desta clandestinidade repentina.O que Dave Eggers encontrou na lama deixada pelo Katrina, e que deu origem a Zeitoun, é a história de uma família que ele conta, acertando em mais alvos e com maior vigos do que os que abordaram os gigantes temáticos e históricos dessa catástofre O resultado é grande narrativa não-ficcional. Zeitoun é o apelido, portanto, da família no meio da tempestade. E Abdulrahman Zeitoun é um sírio-americano de meia-idade, marido de Kathy, oriunda de uma família batista do Sul, pai de quatro filhos e dono de uma empresa de pintura para a construção civil. Zeitoun trabalha e cuida dos seus, na América e na Síria, e é um cidadão exemplar. Quando a tragédia se abate, e Kathy se refugia com os filhos em Baton Rouge, Zeitoun fica para trás, em Nova Orleães, a pretexto de olhar pelo que é seu. A sua permanência terá um desígnio maior e, dia após dia, remará numa canoa pela cidade submersa, salvando dezenas de vidas. No entanto, apesar da sua conduta heróica, Zeitoun será preso pelas autoridades americanas, permanecendo desaparecido durante semanas.
Os velhos, os pobres, as pessoas invisíveis que habitam os vãos e as águas-furtadas do bairro estão a ser evacuados em autocarros. De repente alguém resiste, não entrará no transporte, e precipita-se para lá da barreira do fogo. O Francês segue-o. Nesse mundo de escombros e cinzas, cinco desconhecidos vão encontrar-se e revelar as razões profundas desta clandestinidade repentina.O que Dave Eggers encontrou na lama deixada pelo Katrina, e que deu origem a Zeitoun, é a história de uma família que ele conta, acertando em mais alvos e com maior vigos do que os que abordaram os gigantes temáticos e históricos dessa catástofre O resultado é grande narrativa não-ficcional. Zeitoun é o apelido, portanto, da família no meio da tempestade. E Abdulrahman Zeitoun é um sírio-americano de meia-idade, marido de Kathy, oriunda de uma família batista do Sul, pai de quatro filhos e dono de uma empresa de pintura para a construção civil. Zeitoun trabalha e cuida dos seus, na América e na Síria, e é um cidadão exemplar. Quando a tragédia se abate, e Kathy se refugia com os filhos em Baton Rouge, Zeitoun fica para trás, em Nova Orleães, a pretexto de olhar pelo que é seu. A sua permanência terá um desígnio maior e, dia após dia, remará numa canoa pela cidade submersa, salvando dezenas de vidas. No entanto, apesar da sua conduta heróica, Zeitoun será preso pelas autoridades americanas, permanecendo desaparecido durante semanas.
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sábado, 12 de junho de 2010
Inédito de Vergílio Ferreira na Quetzal
Único romance completo (1947) que Vergílio Ferreira deixou inédito. A sua importância deriva de ser o primeiro romance de ideias, entre Vagão J e Mudança. É um romance de temática hegeliana (a epígrafe é mesmo uma frase de Hegel), como será Mudança, em que é trabalhado o conflito entre o intelectual nãoactivo e não comprometido na transformação social do mundo, Sérgio, e Flávio, filho de um activista político, que deseja mudar a sociedade. Os dois vão-se confrontando ao longo de todo o romance, apesar de Sérgio ter acolhido e possibilitado a educação de Flávio depois de o pai deste ter passado à clandestinidade. É de notar no romance não só o que será o importante tema vergiliano do pai ausente e, aqui, substituído, como também a complexidade da figura de Sérgio que negativizado pelo racionalismo linear de Flávio, e sendo frequentemente inconsequente, é também generoso no afecto quase paternal para com este e antecipa o que virá a ser o "herói" existencialista a partir de Mudança.
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terça-feira, 4 de maio de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Novidades Quetzal
Em 1978, quando convalescia de cancro, Susan Sontag escreveu A Doença como Metáfora, um notável ensaio sobre a utilização alegórica, e frequentemente culpabilizante, da doença na nossa cultura. Tornou-se num clássico que a revista Newsweek considerou "Um dos livros mais libertadores do seu tempo". O objectivo da autora consiste em retirar ao cancro o estigma alegórico que sobre ele pesa e mostrar que é apenas uma doença. Neste livro, Susan Sontag defende que a maneira mais autêntica de enfrentar a doença - e a maneira mais saudável de estar doente - é resistir a esse pensamento metafórico.Depois de abandonar o emprego e o casamento por motivos que guardam uma infeliz coincidência, Júnior pede abrigo ao pai. Sem dinheiro nem perspectivas, divide os dias entre o velho sofá da sala, o bar onde bebe com desocupados e as conversas com a jovem inquilina da casa, Bruna, que o pai espia por um furo no armário.
Num cenário típico de uma classe-média baixa, Júnior entrega-se a um quotidiano feito de objectivos pequenos e imediatos — a próxima refeição, a ida ao bar da esquina, o dinheiro do cigarro. Mas esta pasmaceira é interrompida quando pacotes misteriosos começam a chegar pelo correio. Lentamente, a realidade ganha contornos distorcidos e Júnior vai sendo arrastado para um na própria consciência — que revelará os seus limites e abismos.«O propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro. Durante dois séculos, o Ocidente laborou no equívoco de que o prazer é um assunto caro. Passamos a vida a trabalhar no duro e a fazer coisas de que não gostamos para ganhar dinheiro e com ele fazermos coisas de que gostamos. Pois o que este livro faz é libertar-nos das confusões e desapontamentos dispendiosos.»
Os Prazeres (alguns, entre muitos outros):
* Tomar banho
* Sonhar
* Apanhar folhas das árvores no ar
* Deambular pela cidade
* Fumar
* Dormir uma sesta
* Raios de Sol
* Espetar fósforos em vegetais para fazer vegetais alienígenas
* A contemplação de coisas que voam
* O sexo matinal
* Observar nuvens.Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade.
Num cenário típico de uma classe-média baixa, Júnior entrega-se a um quotidiano feito de objectivos pequenos e imediatos — a próxima refeição, a ida ao bar da esquina, o dinheiro do cigarro. Mas esta pasmaceira é interrompida quando pacotes misteriosos começam a chegar pelo correio. Lentamente, a realidade ganha contornos distorcidos e Júnior vai sendo arrastado para um na própria consciência — que revelará os seus limites e abismos.«O propósito deste livro é mostrar que as melhores coisas da vida não custam dinheiro. Durante dois séculos, o Ocidente laborou no equívoco de que o prazer é um assunto caro. Passamos a vida a trabalhar no duro e a fazer coisas de que não gostamos para ganhar dinheiro e com ele fazermos coisas de que gostamos. Pois o que este livro faz é libertar-nos das confusões e desapontamentos dispendiosos.»
Os Prazeres (alguns, entre muitos outros):
* Tomar banho
* Sonhar
* Apanhar folhas das árvores no ar
* Deambular pela cidade
* Fumar
* Dormir uma sesta
* Raios de Sol
* Espetar fósforos em vegetais para fazer vegetais alienígenas
* A contemplação de coisas que voam
* O sexo matinal
* Observar nuvens.Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade.
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Novidades Quetzal
O Que Sabemos do Amor (Begginers, na edição em inglês) é um extraordinário conjunto de histórias passadas no Midwest americano, cujas personagens são homens e mulheres que bebem, pescam e jogam às cartas para suavizar a solidão e a passagem do tempo. Destes dezassete contos, considerados obras-primas da ficção americana contemporânea, alguns foram adaptados ao cinema por Robert Altman no filme Short Cuts.
Esta é também a versão integral do livro que consagrou Carver, publicado com o título De Que Falamos Quando Falamos de Amor e que resultou de uma severa edição, que reduziu a cerca da metade o original inicialmente entregue pelo autor. Se nas suas obras posteriores Carver partiu do minimalismo adstringente de De Que Falamos Quando Falamos de Amor, não deixou porém de desenvolver a empatia expansiva e cheia de nuances que começara a emergir em O Que Sabemos do Amor. Eis, portanto, a escrita de Carver no seu estado mais puro.Gabriel está a deixar de ser criança. Cresce no seu bairro, El Viaducto, entre Villa Mariel, as linhas ferroviárias Roca e a ribeira do Sarandí. Gabriel tem um amigo adulto que dorme no cemitério. Aprende imensas coisas com ele e com os túmulos. No bairro de Gabriel, a água pútrida do Sarandí incendeia-se. Brinca com um bando de miúdos, embora brincar, quando se vive em El Viaducto, também signifique brincar com a morte.
Um país está prestes a deixar de existir. A década de oitenta arrancou e a infância vai ficando para trás entre garrafões de vinho, colectas para sexo pago, amizades validadas pelo perigo e pelo medo. Há morte e há perda no fim da infância. Contudo, o que nunca se perde é o desejo, e A origem da tristeza não renuncia à alegria.Neste romance, que tem muito de autobiografia, Pablo Ramos exibe os seus extraordinários dotes de narrador através de uma escrita luminosa e precisa de ritmo apaixonante, que sabe que o humor é mais poderoso que a autocompaixão e que a vida, se a deixarmos vibrar, abre caminhos mesmo onde estes não se vislumbram.Hidrografia Doméstica é um romance introspectivo, subtilmente impressionista, que parte de um universo quotidiano e o transforma em paisagens diferentes e numa série de desconcertante e graciosos micro-mundos. Chloé tem onze anos e vive só numa casinha no fundo do jardim de casa dos pais. O seu diálogo interior – povoado de animais, amizades, viagens, árvores e banheiras – caracteriza-se por uma rara inteligência e define-se através de qualidades opostas: a ternura e o sarcasmo, a perspicácia e a ingenuidade. Mais do que um romance de iniciação, Hidrografia Doméstica flui para um futuro, traçando um mapa de cursos de água.Uma série de "receitas" em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos "males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina", que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, etc., etc., através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o "feminino" em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas "gostava de ser (...) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia." Experimente, para ver se resulta.
Esta é também a versão integral do livro que consagrou Carver, publicado com o título De Que Falamos Quando Falamos de Amor e que resultou de uma severa edição, que reduziu a cerca da metade o original inicialmente entregue pelo autor. Se nas suas obras posteriores Carver partiu do minimalismo adstringente de De Que Falamos Quando Falamos de Amor, não deixou porém de desenvolver a empatia expansiva e cheia de nuances que começara a emergir em O Que Sabemos do Amor. Eis, portanto, a escrita de Carver no seu estado mais puro.Gabriel está a deixar de ser criança. Cresce no seu bairro, El Viaducto, entre Villa Mariel, as linhas ferroviárias Roca e a ribeira do Sarandí. Gabriel tem um amigo adulto que dorme no cemitério. Aprende imensas coisas com ele e com os túmulos. No bairro de Gabriel, a água pútrida do Sarandí incendeia-se. Brinca com um bando de miúdos, embora brincar, quando se vive em El Viaducto, também signifique brincar com a morte.
Um país está prestes a deixar de existir. A década de oitenta arrancou e a infância vai ficando para trás entre garrafões de vinho, colectas para sexo pago, amizades validadas pelo perigo e pelo medo. Há morte e há perda no fim da infância. Contudo, o que nunca se perde é o desejo, e A origem da tristeza não renuncia à alegria.Neste romance, que tem muito de autobiografia, Pablo Ramos exibe os seus extraordinários dotes de narrador através de uma escrita luminosa e precisa de ritmo apaixonante, que sabe que o humor é mais poderoso que a autocompaixão e que a vida, se a deixarmos vibrar, abre caminhos mesmo onde estes não se vislumbram.Hidrografia Doméstica é um romance introspectivo, subtilmente impressionista, que parte de um universo quotidiano e o transforma em paisagens diferentes e numa série de desconcertante e graciosos micro-mundos. Chloé tem onze anos e vive só numa casinha no fundo do jardim de casa dos pais. O seu diálogo interior – povoado de animais, amizades, viagens, árvores e banheiras – caracteriza-se por uma rara inteligência e define-se através de qualidades opostas: a ternura e o sarcasmo, a perspicácia e a ingenuidade. Mais do que um romance de iniciação, Hidrografia Doméstica flui para um futuro, traçando um mapa de cursos de água.Uma série de "receitas" em belíssimos textos, traduzidos pelo poeta Pedro Tamen, para ajudar à cura dos "males de que padecem as mulheres, ou a identidade feminina", que vão da infelicidade à traição, à frigidez, ao receio de ficar velha, ao nervosismo, ao medo das sogras, ao mau hálito, etc., etc., através duma sabedoria que vem de trás e que conhece o "feminino" em profundidade. Isto apesar de o autor ser um homem. Mas que teve cinco irmãs, ou seis mães, como ele diz, e a quem dedica esta obra. Ele, Hector Abad Faciolince, apenas "gostava de ser (...) um bom boticário, um farmacêutico, o senhor das receitas que te perfumem (mulher triste) a fantasia." Experimente, para ver se resulta.
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sábado, 30 de janeiro de 2010
Novidades Quetzal
Sócrates, o mais célebre dos filósofos não temia a morte, mas temia a sua mulher, a determinada Xantipa. E não há dúvida que tinha razões para isso: quando encontraram um homem assassinado na rua onde moravam, Xantipa decidiu descobrir o responsável, comprometendo a ilustre sociedade ateniense.
Estará Alcibíades, o extravagante aventureiro e favorito de Sócrates, implicado no crime? Por que terá Péricles trocado a sua mulher por Aspásia, a alcoviteira mais famosa da Antiguidade? E quem são os convivas das festas de Aspásia, em que o vício e o génio se sentam lado a lado? Sófocles, Fídias, Aristóteles e Anaxágoras.
No momento em que Xantipa descobrir o autor moral do crime, a mão da História abater-se-á sobre ele, fechando um dos mais célebres capítulos da antiguidade.Um dos livros mais emblemáticos e mais lidos de Vergílio Ferreira, com uma capa especial comemorativa dos 50 anos da sua primeira edição. Munido de um enorme humor satírico e dos melhores recursos herdados do romance negro, Milton Fornaro criou uma personagem muito aprazível capaz de deixar em maus lençóis qualquer investigador privado havido e por haver. Para mal ganhar a vida como detective, Mendoza tem de recorrer ao roubo, à chantagem e à usurpação, estando, no entanto, consciente de que, por mais artimanhas que magique, dificilmente conseguirá vencer a sua má sorte. Porém, às vezes a roda da fortuna detém-se em meandros inesperados e brinda-nos com satisfações e prazeres, mesmo aos mais azarado.A autobiografia imaginada de uma apaixonante figura histórica: o geógrafo Hasan as-Wazzan, que ficou conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o Africano. Em 1518, no regrasso de uma peregrinação a Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas sicilianos que o oferecem de presente a Leão X, o grande papa da Renascença. A sua vida, feita de aventuras, paixões e perigos, é marcada pelos grandes acontecimentos do seu tempo: durante a Reconquista, encontrava-se em Granada, de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela família; esava no Egipto aquando da sua tomada pelo Otomanos; na África negra, durante o apogeu de Askia Mohamed Touré; e em Roma no período áureo do Renascimento e no momento do saque da cidade pelo soldados de Carlos V. Figura do Oriente e do Ocidente, homem de África e da Europa, Leão, o Africano viveu em pleno o fascinante século XVI.Pedro Passos Coelho, candidato a líder do maior partido da oposição, traça neste livro as linhas essenciais da sua autobiografia política e dá conta do seu projecto para o país.Este romance (adaptado ao cinema em 1987) narra a história de dois irmãos gémeos, Lewis e Benjamin Jones, que vivem isolados numa quinta chamada «a Visão», nas terras altas do País de Gales.Liga-os um laço especialmente forte. Apesar da compleição identical, Lewis torna-se o mais forte, o gémeo-dominante, com uma personalidade mais masculina. Enquanto Benjamin é mais feminino, intuitivo e mais ligado à mãe, enquanto esta é viva. E possivelmente ama o irmão gémeo com um amor mais do que fraterno. Os Gémeos de Black Hill é também um romance sobre o amor não correspondido, a confusão sexual, e a repressão social, cultural e religiosa.Crónicas sobre, entre outros:
Eugénio de Andrade * Adília Lopes * Amilo Pessanha * Judith Teixeira * Jorge de Sena * Manuel Gusmão * Joaquim Manuel de Magalhães * Carlos Drummond de Andrade * Manuel de Freitas * Carlos de Oliveira * Gonçalo M. Tavares * Rui Knopfli * Fernando assis Pacheco * Mário Cesariny * Sophia de Mello Breyner * Herberto Helder * VGM * António Botto * Cesário Verde
Estará Alcibíades, o extravagante aventureiro e favorito de Sócrates, implicado no crime? Por que terá Péricles trocado a sua mulher por Aspásia, a alcoviteira mais famosa da Antiguidade? E quem são os convivas das festas de Aspásia, em que o vício e o génio se sentam lado a lado? Sófocles, Fídias, Aristóteles e Anaxágoras.
No momento em que Xantipa descobrir o autor moral do crime, a mão da História abater-se-á sobre ele, fechando um dos mais célebres capítulos da antiguidade.Um dos livros mais emblemáticos e mais lidos de Vergílio Ferreira, com uma capa especial comemorativa dos 50 anos da sua primeira edição. Munido de um enorme humor satírico e dos melhores recursos herdados do romance negro, Milton Fornaro criou uma personagem muito aprazível capaz de deixar em maus lençóis qualquer investigador privado havido e por haver. Para mal ganhar a vida como detective, Mendoza tem de recorrer ao roubo, à chantagem e à usurpação, estando, no entanto, consciente de que, por mais artimanhas que magique, dificilmente conseguirá vencer a sua má sorte. Porém, às vezes a roda da fortuna detém-se em meandros inesperados e brinda-nos com satisfações e prazeres, mesmo aos mais azarado.A autobiografia imaginada de uma apaixonante figura histórica: o geógrafo Hasan as-Wazzan, que ficou conhecido como Jean-Léon de Médicis, ou Leão, o Africano. Em 1518, no regrasso de uma peregrinação a Meca, o embaixador magrebino é capturado por piratas sicilianos que o oferecem de presente a Leão X, o grande papa da Renascença. A sua vida, feita de aventuras, paixões e perigos, é marcada pelos grandes acontecimentos do seu tempo: durante a Reconquista, encontrava-se em Granada, de onde teve de fugir à Inquisição, acompanhado pela família; esava no Egipto aquando da sua tomada pelo Otomanos; na África negra, durante o apogeu de Askia Mohamed Touré; e em Roma no período áureo do Renascimento e no momento do saque da cidade pelo soldados de Carlos V. Figura do Oriente e do Ocidente, homem de África e da Europa, Leão, o Africano viveu em pleno o fascinante século XVI.Pedro Passos Coelho, candidato a líder do maior partido da oposição, traça neste livro as linhas essenciais da sua autobiografia política e dá conta do seu projecto para o país.Este romance (adaptado ao cinema em 1987) narra a história de dois irmãos gémeos, Lewis e Benjamin Jones, que vivem isolados numa quinta chamada «a Visão», nas terras altas do País de Gales.Liga-os um laço especialmente forte. Apesar da compleição identical, Lewis torna-se o mais forte, o gémeo-dominante, com uma personalidade mais masculina. Enquanto Benjamin é mais feminino, intuitivo e mais ligado à mãe, enquanto esta é viva. E possivelmente ama o irmão gémeo com um amor mais do que fraterno. Os Gémeos de Black Hill é também um romance sobre o amor não correspondido, a confusão sexual, e a repressão social, cultural e religiosa.Crónicas sobre, entre outros:
Eugénio de Andrade * Adília Lopes * Amilo Pessanha * Judith Teixeira * Jorge de Sena * Manuel Gusmão * Joaquim Manuel de Magalhães * Carlos Drummond de Andrade * Manuel de Freitas * Carlos de Oliveira * Gonçalo M. Tavares * Rui Knopfli * Fernando assis Pacheco * Mário Cesariny * Sophia de Mello Breyner * Herberto Helder * VGM * António Botto * Cesário Verde
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domingo, 22 de novembro de 2009
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