A Maria é portuense de gema, tem 31 anos e adora escrever. Estreou-se como autora de "Anástasis", uma obra que se viu impressa pela força de vontade da sua criadora.
Depois da leitura do livro, é com grande prazer que temos para apresentar uma breve entrevista que a autora teve a amabilidade de conceder ao Páginas Desfolhadas!
Páginas Desfolhadas: Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Maria Araújo Lima: A ideia surgiu do nada, como tantas outras que tenho. Neste caso porque adoro escrever, criar, pesquisar, inovar... sou jornalista de formação, e desde sempre procurei passar para o papel aquilo que me passa pela mente. O livro foi resultado disso mesmo. Comecei a escrevê-lo numa altura em que me encontrava mais desocupada, em finais do ano de 2007, e passado 9 meses tinha a criança nas mãos (sorriso).
PD: O tipo de livro que escreveu, um thriller, foi o eleito desde o início? Porquê?
MAL: É a minha primeira escolha de género literário e cinematográfico. Sempre gostei de ler sobre suspense, crimes, mistério, bem como desde cedo devorei filmes desse estilo também. A minha inspiração prende-se com a minha bagagem cultural, que é definitivamente ficção, romances históricos, thrillers policiais, e terror...
PD: O elenco e a história já existiam antes de os escrever, ou foram surgindo?
MAL:
Tudo foi surgindo à medida que a caneta avançava nas linhas. Tinha apenas uma ideia chave, que remontava à história verídica das origens do manicómio em questão, a partir daí o enredo foi surgindo naturalmente. Não imaginava o que ia escrever à frente ou qual seria o final para a história que criava, sabia apenas que sentia um enorme gozo enquanto as personagens ganhavam vida e que todos os dias me apetecia escrever mais e mais. Tive sempre um objectivo em mente... terminar com um final surpreendente, foi esse o meu grande desafio! Uma experiência apaixonante.
PD: De onde lhe veio a inspiração para o Anástasis?
MAL: Como referi atrás, de livros e filmes. Talvez o cinema me tenha dado um maior contributo, uma vez que escrevi todo o enredo como se o visualizasse num ecrã, daí a não apostar tanto nas descrições, mas antes nos diálogos como principal destaque.
PD: Publicar um livro não é fácil. Como foi o percurso? Tentou algumas editoras? Porquê a escolha de uma Edição de Autor?
MAL: O livro foi finalizado em 2008. Quando terminado foi apresentado a algumas editoras do mercado nacional, mas sem sucesso, pois não foi seleccionado. Nesse mesmo ano permiti desmotivar-me e duvidar do meu projecto, tendo-o guardado. Já em finais de 2009, talvez a braços com uma maior confiança, decidi eu própria ir buscá-lo à gaveta e dar-lhe vida. Decidi testar a sua viabilidade, a sua aceitação junto dos leitores. Posteriormente, contactei gráficas, revisor, paginador, designer, tratei das questões legais, do processo, da divulgação, do registo e a 01 de Julho de 2010 o Anástasis estava a ser oficialmente apresentado na Fnac do Norteshopping, perante mais de 100 pessoas.
Foi um período muito complicado, pois à partida eu não sabia fazer mais nada além de escrever. O apoio dos que me rodeiam foi fundamental na concretização deste objectivo, sem eles teria sido bem mais difícil…
PD: Como é ler opiniões de completos estranhos sobre o que escreveu?
MAL: É definitivamente compensador. Os leitores anónimos têm um papel fundamental para futuras criações, pois não estando de forma alguma próximos da autora ou da sua obra, apresentam opiniões claramente isentas e frontais. Neste momento só me posso sentir orgulhosa, pois a verdade é que recebi muitas críticas construtivas, e nenhuma "classificação" negativa.
PD: Como encara o papel da blogosfera na promoção de livros? Acha que é um meio importante de divulgação também para autores que publiquem os seus próprios livros?
MAL: Não só acho como tenho a certeza. Aliás informo desde já que faço votos em receber a crítica do vosso vencedor do passatempo Anástasis.
Acredito que a blogosfera chega mais rapidamente aos leitores e cria um grau de proximidade entre as várias entidades e pessoas que outros canais não conseguem proporcionar ou atingir.
PD: Terá sido "Anástasis" o livro da sua vida, ou será apenas o princípio de uma carreira?
MAL: Eu não me obrigo a nada. Não tenho, ainda, como principal objectivo de vida escrever livros. (sorrisos) Adorei fazê-lo e espero conseguir lançar outros mais. Acredito que o Anástasis tenha sido um óptimo arranque e experiência para uma possível futura carreira literária...
Muito obrigado Maria Araújo Lima! Esperamos que este livro tenha o merecido reconhecimento, desejando-lhe muitas felicidades.
Depois da leitura do livro, é com grande prazer que temos para apresentar uma breve entrevista que a autora teve a amabilidade de conceder ao Páginas Desfolhadas!
Páginas Desfolhadas: Como surgiu a ideia de escrever um livro?
Maria Araújo Lima: A ideia surgiu do nada, como tantas outras que tenho. Neste caso porque adoro escrever, criar, pesquisar, inovar... sou jornalista de formação, e desde sempre procurei passar para o papel aquilo que me passa pela mente. O livro foi resultado disso mesmo. Comecei a escrevê-lo numa altura em que me encontrava mais desocupada, em finais do ano de 2007, e passado 9 meses tinha a criança nas mãos (sorriso).
PD: O tipo de livro que escreveu, um thriller, foi o eleito desde o início? Porquê?
MAL: É a minha primeira escolha de género literário e cinematográfico. Sempre gostei de ler sobre suspense, crimes, mistério, bem como desde cedo devorei filmes desse estilo também. A minha inspiração prende-se com a minha bagagem cultural, que é definitivamente ficção, romances históricos, thrillers policiais, e terror...
PD: O elenco e a história já existiam antes de os escrever, ou foram surgindo?
MAL:
PD: De onde lhe veio a inspiração para o Anástasis?
MAL: Como referi atrás, de livros e filmes. Talvez o cinema me tenha dado um maior contributo, uma vez que escrevi todo o enredo como se o visualizasse num ecrã, daí a não apostar tanto nas descrições, mas antes nos diálogos como principal destaque.
PD: Publicar um livro não é fácil. Como foi o percurso? Tentou algumas editoras? Porquê a escolha de uma Edição de Autor?
MAL: O livro foi finalizado em 2008. Quando terminado foi apresentado a algumas editoras do mercado nacional, mas sem sucesso, pois não foi seleccionado. Nesse mesmo ano permiti desmotivar-me e duvidar do meu projecto, tendo-o guardado. Já em finais de 2009, talvez a braços com uma maior confiança, decidi eu própria ir buscá-lo à gaveta e dar-lhe vida. Decidi testar a sua viabilidade, a sua aceitação junto dos leitores. Posteriormente, contactei gráficas, revisor, paginador, designer, tratei das questões legais, do processo, da divulgação, do registo e a 01 de Julho de 2010 o Anástasis estava a ser oficialmente apresentado na Fnac do Norteshopping, perante mais de 100 pessoas.
Foi um período muito complicado, pois à partida eu não sabia fazer mais nada além de escrever. O apoio dos que me rodeiam foi fundamental na concretização deste objectivo, sem eles teria sido bem mais difícil…
PD: Como é ler opiniões de completos estranhos sobre o que escreveu?
MAL: É definitivamente compensador. Os leitores anónimos têm um papel fundamental para futuras criações, pois não estando de forma alguma próximos da autora ou da sua obra, apresentam opiniões claramente isentas e frontais. Neste momento só me posso sentir orgulhosa, pois a verdade é que recebi muitas críticas construtivas, e nenhuma "classificação" negativa.
PD: Como encara o papel da blogosfera na promoção de livros? Acha que é um meio importante de divulgação também para autores que publiquem os seus próprios livros?
MAL: Não só acho como tenho a certeza. Aliás informo desde já que faço votos em receber a crítica do vosso vencedor do passatempo Anástasis.
Acredito que a blogosfera chega mais rapidamente aos leitores e cria um grau de proximidade entre as várias entidades e pessoas que outros canais não conseguem proporcionar ou atingir.
PD: Terá sido "Anástasis" o livro da sua vida, ou será apenas o princípio de uma carreira?
MAL: Eu não me obrigo a nada. Não tenho, ainda, como principal objectivo de vida escrever livros. (sorrisos) Adorei fazê-lo e espero conseguir lançar outros mais. Acredito que o Anástasis tenha sido um óptimo arranque e experiência para uma possível futura carreira literária...
Muito obrigado Maria Araújo Lima! Esperamos que este livro tenha o merecido reconhecimento, desejando-lhe muitas felicidades.




