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quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Opinião do Vencedor: "A Mulher que Amou o Faraó"

Título: A Mulher que Amou o Faraó
Autor: Helena Trindade Lopes
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
Quando Ísis, a velha cantora de Amon, abriu a porta da sua memória à neta Tity, estava longe de imaginar que iria entrar numa emocionante viagem ao encontro de si própria e da história recente do país dos faraós, o Egipto… Amenhotep IV, no ano cinco do seu reinado, decide abandonar Waset, terminar com o culto tradicional e fundar uma nova capital numa zona inóspita e desgastada pelos ventos, na margem leste do rio Nilo. Deu-lhe o nome de Akhetaton. O lugar da primeira vez. Era nesta nova cidade que sonhava escrever uma nova página da História do Egipto. Junto da sua mulher, a tão encantadora quanto perigosa Nefertiti, cuja beleza enfeitiçava os homens, e com o apoio do seu ajudante de campo, o confidente e fiel amigo Ahmés. Mas a intriga, a desconfiança e a traição instalam-se e o sonho cedo cai por terra, graças àqueles que lhe são mais próximos. Só uma pessoa permanece ao seu lado, a jovem Ísis, a cantora de voz doce, que tudo faz em nome de um grande amor. E cuja história de paixão e coragem é digna de ser contada durante muitas e muitas gerações.
 
Opinião da Vencedora:
Como me tinha parecido à primeira vista, A Mulher que Amou o Faraó é um livro pequeno, com pouco espaço para grandes desenvolvimentos, quer a nível de história, quer a nível de personagens.
No entanto, o que Helena Trindade Lopes nos conta nesta sua obra, através dos olhos de Ísis, consegue ser bastante interessante e cativante, apesar de lhe faltar alguma experiência e quiçá qualidade enquanto escritora.
Os diálogos entre as personagens, especialmente no início do livro, são por demais forçados, algo que se torna um pouco aborrecido de observar, mas que, felizmente, melhorou ao longo da narrativa.

Inicialmente este volume parecia-se mais com uma lição de história, contada de uma forma menos aborrecida, mas que também foi evoluindo para uma bonita história de amor com alguns mistérios à mistura.

Este livro foi de leitura leve e agradável e trouxe-me alguns ensinamentos sobre a época narrada, o reinado do Faraó Akhenaton, "o Faraó herético", o primeiro da História a venerar um Deus único, o Deus Sol Aton.

A Mulher que Amou o Faraó é sem dúvida um livro interessante para aqueles que se interessam pela história do Antigo Egipto.
por Rita Verdial

quinta-feira, 30 de junho de 2011

A Mulher que Amou o Faraó

Título: A Mulher que Amou o Faraó
Autor: Helena Trindade Lopes
Editora: Esfera dos Livros

Sinopse:
Quando Ísis, a velha cantora de Amon, abriu a porta da sua memória à neta Tity, estava longe de imaginar que iria entrar numa emocionante viagem ao encontro de si própria e da história recente do país dos faraós, o Egipto… Amenhotep IV, no ano cinco do seu reinado, decide abandonar Waset, terminar com o culto tradicional e fundar uma nova capital numa zona inóspita e desgastada pelos ventos, na margem leste do rio Nilo. Deu-lhe o nome de Akhetaton. O lugar da primeira vez. Era nesta nova cidade que sonhava escrever uma nova página da História do Egipto. Junto da sua mulher, a tão encantadora quanto perigosa Nefertiti, cuja beleza enfeitiçava os homens, e com o apoio do seu ajudante de campo, o confidente e fiel amigo Ahmés. Mas a intriga, a desconfiança e a traição instalam-se e o sonho cedo cai por terra, graças àqueles que lhe são mais próximos. Só uma pessoa permanece ao seu lado, a jovem Ísis, a cantora de voz doce, que tudo faz em nome de um grande amor. E cuja história de paixão e coragem é digna de ser contada durante muitas e muitas gerações.

Opinião:
Amante como sou de romances históricos, não hesitei quando chegou a oportunidade de descobrir mais sobre a apaixonante História egípcia.
Neste livro, a autora conta-nos parte da história da criação de Akhetaton pelo faraó Amenhotep IV, com a companhia da famosa rainha Nefertiti. Este período da cultura egípcia é interessante pela tentativa do faraó em entrar em ruptura com as crenças religiosas prévias, cultivando o culto a um só Deus. Tudo isto é recordado pelas recordações de Ísis, a cantora do faraó.
Apesar de as descrições de toda a cultura serem interessantes, fiquei a precisar de mais! Mais pormenores, maior exploração de todos os conhecimentos que a autora certamente tem. A história do livro concentra-se mais numa (ou duas) improváveis e intensas histórias de amor, entre personagens de estratos sociais distintos.
A autora constrói, também, um novo "fim" para a rainha Nefertiti, já que se desconhece o porquê do seu desaparecimento da História do Egipto a certa altura.

Se eu me posso ter sentido um pouco desiludido, por esperar que a parte histórica do livro fosse um pouco mais desenvolvida, podem contar com um romance intenso, que decorre num período apaixonante.