Autor: Patrick Suskind
Editora: Editorial Presença
Sinopse:
Esta estranha história passa-se no século XVIII e é fruto de um extraordinário trabalho de reconstituição histórica que consegue captar plenamente os ambientes da época tal como as mentalidades. O protagonista é um artesão especializado no ofício de perfumista, e essa arte constitui para ele - nascido no meio dos nauseabundos odores de um mercado de rua - uma alquímica busca do Absoluto. O perfume supremo será para ele uma forma de alcançar o Belo e, nessa demanda nada o detém, nem mesmo os crimes mais hediondos, que fazem dele um ser monstruoso aos nossos olhos. Jean-Baptiste Grenouille possui no entanto uma incorrupta pureza que exerce um forte fascínio sobre o leitor.
O Perfume, publicado em 1985, de um autor então quase desconhecido, foi considerado um dos mais importantes romances da década e nunca mais deixou de ser reeditado desde então, totalizando os 4 milhões de exemplares vendi dos, só na Alemanha, e 15 milhões em países estrangeiros. Foi traduzido em 42 línguas. Este fenómeno transformou-o num dos mais importantes livros de culto de sempre. Em 2006, O Perfume passa a ser uma longa-metragem inspirada no romance de Patrick Süskind.
Opinião:
Lembro-me bem da primeira vez que ouvi falar deste livro. Foi há uns bons anos, na sala de aula de Filosofia (11ºano, salvo erro), e quem nos falou dele foi a Professora. Dizia que era o livro que mais bem explorava um sentido, neste caso, o Olfacto. Fez uma breve descrição da história e sugeriu-nos que o lêssemos, pois seria um bom exercício. Achei a descrição da história esquisita... E, empolgada como estava na altura com romances Harlequim, não dei grande importância à sugestão.
Não passaram muitos anos até que reconsiderasse a opção. Arranjei maneira de mo oferecerem e lá enveredei pelos caminhos tortuosos da vida de Jean-Baptiste Grenouille.
Assim que iniciei a leitura fiquei presa ao livro! A descrição do nascimento da personagem principal, a forma crua como está descrita toda a imundice em que este decorreu, deixou-me perplexa, pois não era o tipo de escrita a que estava habituada... Com o desenrolar da história, e apesar de estranheza que a personagem nos provoca, não pude deixar de sentir que o compreendia em alguns aspectos. Sem sentimentalismos, o autor tem o dom de nos fazer identicar com Jean-Baptiste num ou moutro aspecto, de tal forma que até conseguimos perceber o que o leva a matar... E o final! Foi o final mais inesperado que alguma vez li!
Adorei o livro. Abriu os meus horizontes, em vários aspectos, mas principalmente no que a horizontes literários diz respeito. Mais tarde vi o filme, e sobre este, devo dizer que já não achei tanta piada...
Olá.
ResponderEliminarTambém me ofereceram este livro um pouco antes do filme ter estreado (acho que não é de assim há tanto tempo). O tempo foi passando e nunca cheguei a lê-lo principalmente porque um amigo disse que o filme era violento e o livro muito cru, muito descritivo e inspirador de pesadelos.
Depois de ler a tua opinião vejo-me a tirá-lo da estante e a dar-lhe uma hipótese.
Olá Catarina:
ResponderEliminarO livro não é simpático, mas nas partes mais sombrias achei que o autor as conseguia contar com estilo... Quando vi o filme achei-o muito mais violento que o livro. Então as cenas inicial e final... Digamos que a escrita as favorece:).
Espero que gostes do livro! Vai contando o que achas!
Um beijinho.
Pois aqui está um livro q, tal como a Catarina, tb andei a pensar em ler, mas o tempo foi passando e outros foram aparecendo, e pronto não li!...
ResponderEliminarVi o filme, e sinceramente ñ gostei! E p mim há sempre um problema, se vejo o filme, ao ler o livro imagino sempre pelo q vi, se leio antes de ver em filme, o filme acaba sempre por me desiludir, enfim... =S
Olá Marta:
ResponderEliminarPois é, o chato nos filmes que se baseiam em livros é esse vazio que nos deixam... Ou por não serem suficientemente bons, ou por nos deixarem sem vontade de ler o respectivo livro. Pessoalmente prefiro ler primeiro e ver o filme depois, mesmo que quase invariavelmente resulte em desilusão. No que diz respeito a este livro, continuo a achar o livro muito melhor do que o filme, apesar de ser tão ou mais cru do que este último.
Boas leituras!