sábado, 25 de agosto de 2012

A Última Carta de Amor

Título: A Última Carta de Amor
Autora: Jojo Moyes
Editora: Porto Editora

Sinopse:
Algumas palavras podem terminar uma relação ou fazer renascer um amor perdido

Inglaterra, 1960. Quando Jennifer Stirling, uma mulher de vinte e sete anos, acorda no hospital, após um trágico acidente de automóvel, não tem qualquer lembrança da sua vida passada. Não reconhece o marido, não recorda a sua própria casa e tão-pouco se identifica com a vida que lhe dizem ser a sua. Quando encontra uma carta apaixonada, escrita por um homem que assina apenas «B» e que lhe pede para abandonar o marido, irá a todo o custo tentar descobrir a identidade desse homem, enquanto enfrenta os preconceitos sociais estabelecidos.
Anos volvidos, em 2003, uma outra mulher, Ellie, descobre nos arquivos poeirentos do jornal onde trabalha a mesma carta enigmática. Fica de imediato obcecada pela história, que lhe permitirá escrever um artigo que relance a sua carreira e talvez até a ajude a lidar com a sua própria vida amorosa. Afinal, se aquela história tiver tido um final feliz, quem lhe garantirá que o homem com quem se envolveu não acabe também por deixar a mulher?
Uma história de amor apaixonante e arrebatadora, com um final absolutamente inesperado.

Opinião:
A minha história com Jojo Moyes  é tão antiga quanto o Páginas Desfolhadas. Foi há cerca de 3 anos que li pela primeira vez uma obra sua, "Silver Bay - A Baía do Desejo", um dos vários livros que, na altura, impulsionou o arranque deste projecto. Era um livro engraçado, agradável, de leitura fluída, pelo que o nome Jojo Moyes ficou gravado na memória como uma autora a revisitar. Só ao fim de 3 anos tive essa oportunidade, com este "A Última Carta".
Apesar de ter começado o livro numa altura muito pouco propícia, fui lendo com calma, entrando devagar numa história que me parecia um pouco insípida, não havendo nada que me tivesse preparado para o que se seguiu. A determinado ponto, sem suspeitarmos, o livro atinge um auge tal que se torna impossível larga-lo. Bem, impossível não será verdade, uma vez que todas as tarefas que tinha em mãos na altura me obrigaram a tal, mas não minto quando confesso que tive insónias ao pensar no livro. Os desencontros que Moyes descreve são de tal forma intensos, dolorosos, que não é possível ficar indiferente!
Depois de alguns dias com o coração apertado, lá consegui roubar umas horas ao sono e acabar o livro, em numa busca quase irracional pelo ansiado suspiro de alívio e contentamento que geralmente acompanha os finais felizes. Mas Jojo não deixa as surpresas por mão alheia e não oferece esse contentamento que as histórias de encantar nos trazem. Mantendo-se terra-a-terra termina o livro considerando as asperezas da vida, levando os personagens até uma felicidade possível, muito longe da desejável, o que me deu direito a mais uns dias de reflexão inconsciente sobre toda a história.

Adorei. Muito diferente da obra prévia que conhecia da autora, muitíssimo mais bem conseguida, este "A Última Carta de Amor" merece certamente o investimento nele feito!

3 comentários:

  1. ficou como um dos meus livros preferidos :) adorei mesmo lê-lo :)

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  2. Olá Inês Santos e Isa;

    Concordo plenamente, como se pode perceber pela minha opinião. À distância, que só o tempo proporciona, é que percebemos quais são os livros que realmente nos marcaram. Este será um deles!

    Boas leituras!

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