quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Passatempo "As Raparigas que Sonhavam Ursos"

   Como prometido, vamos dar início a mais um passatempo! É com a gentileza da Guerra e Paz que vamos poder sortear três exemplares de "As Raparigas que Sonhavam Ursos" entre os nossos seguidores!
   Para se habilitarem, basta responderem acertadamente às questões em baixo colocadas!
   O passatempo durará até dia 24 de Agosto e os resultados serão posteriormente publicados no blogue.

   Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

   As respostas poderão ser encontradas aqui no blogue, nomeadamente na sinopse do livro. Boa sorte e boas leituras!

Novidade Objectiva

Vencedor do Passatempo "Um Dia"

   Esta muito badalada novidade da Civilização cativou o interesse de 267 dos nossos seguidores, ávidos de receber um exemplar em sua casa. A vencedora do exemplar que tínhamos para oferecer foi:

   Cláudia Cruz - Rio de Mouro

Muitos parabéns à vencedora e os nossos sinceros agradecimentos a todos os que participaram! Ainda hoje iremos dar início a um novo passatempo!

Boa sorte a todos!

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pssht... Ó Menina! - As Aventuras de uma Empregada de Mesa

Título: Pssht... Ó Menina! - As Aventuras de uma Empregada de Mesa
Autora: Vera Agostinho
Editora: Fonte da Palavra

Sinopse:
O livro é composto por varias estórias verídicas contadas pela autora enquanto empregada de mesa. "Entra o irónico e o confessional, com alguma inspiração na primeira pessoa usada na série "O Sexo e a Cidade" "Pssht… ó Menina! É delicioso.

Opinião:
Delicioso, não diria... Inclino-me mais para surpreendente! "Pssht... Ó Menina!" é um pequeno livro, quase uma amostra, na realidade, do blogue que lhe deu origem. Não tendo conhecimento do mesmo, foi com alguma curiosidade que peguei neste exemplar e, quando dei por ela, ele já estava a acabar... E eu que estava tão divertida fiquei mesmo triste!
A autora, para além de mostrar um sentido de humor apurado, tem o dom de transpor para o papel (para o blogue, inicialmente), as situações mais caricatas que terá vivido na primeira pessoa enquanto empregada de mesa. Para o comum cliente, todas estas revelações são surpreendentes, já que poucos entre nós terão parado para observar realmente aqueles que nos servem. Divertida, aguçada e orgulhosa, Vera Agostinho conquistou-me com pouco mais de 70 páginas! Espero que continue a escrever no seu blogue e que este volte a servir de base a novas edições - soube muito bem gargalhar numa tarde solarenga sem nada para fazer!

Recomendadíssimo sendo um livro que, na minha opinião, se adequa a esta época do ano pelos mais variados motivos!

Editorial Presença - em Agosto, 10 Livros por Semana e Metade do Preço!

Esta semana (16 a 22 de Agosto), aproveitem para comprar...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Passatempo Extra - "Como Falar com um Viúvo"

   Mesmo sendo Agosto, o Páginas não pára e, com o apoio da Objectiva, temos para oferecer 2 exemplares de "Como Falar com um Viúvo"! Interessados? Então basta responderem acertadamente às questões em baixo colocadas para se habilitarem a receber um destes livros em casa!
   O passatempo durará até dia 29 de Agosto (toca a aproveitar) e os resultados serão posteriormente publicados no blogue.

   Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

   As respostas poderão ser encontradas aqui no blogue, nomeadamente na sinopse do livroBoa sorte e boas leituras!

Noites de Sexta-Feira

Título: Noites de Sexta-Feira
Autora: Joanna Trollope
Editora: Porto Editora

Sinopse:
O que une seis mulheres, de idades e vivências tão diferentes, numa amizade improvável?
Eleanor, recém-reformada, é o pilar do grupo, mas o seu semblante sábio e determinado encobre medos e inseguranças profundamente enterrados; Paula é uma mulher ambiciosa que no passado se envolveu com um homem casado; Lindsay, ainda grávida, teve de lidar com a morte do marido; Jules, uma rapariga problemática, tenta encontrar o seu lugar no mundo; Blaise, independente e pragmática, tem apenas uma obsessão: o trabalho; e Karen, casada com um pintor fracassado, sente o peso de ser o único ganha-pão da família.

Todas, de uma maneira ou de outra, estão desiludidas com a vida e com o amor.
Para elas, os serões de sexta-feira representam muito mais do que um momento de descontracção ao fim de uma semana longa e difícil.
É o momento em que podem despir as máscaras do dia-a-dia e partilhar segredos, receios, tristezas e alegrias... e, aparentemente, já não sabem viver de outra forma.
Mas poderá esta amizade tão frágil superar a rivalidade e a inveja que a entrada de um homem no grupo vai provocar?

Opinião:
Não é fácil lidar com mulheres. Desta verdade ninguém foge, e até as directamente envolvidas poderão concordar com esta realidade. A esmagadora maioria concordará, com menos pudor, que não é fácil ser-se mulher. E com mulher quero dizer: feminina, mãe, trabalhadora, sensual, profissional, morena, cordial,sociável e ainda ter tempo para cortar o cabelo e fazer a depilação (de certeza que me estou a esquecer de muita coisa, mas acho que passa a ideia).
Serve esta introdução para tentar mostrar de que fala este desconcertante "Noites de Sexta-Feira". Longe de uma comédia romântica, ou de uma ode às maravilhas da amizade em tempos desumanos, este livro brilha pelo realismo que espelha a cada página. Faz-se um caldo com um grupo de mulheres cujos laços de amizade foram forjados pela força das circunstâncias, junta-se um homem misterioso que se movimenta entre elas como lume brando e voilá! Temos um relato quase cru das acções e reacções desencadeadas por este pequeno abalo!
Como mulher que sou, com a minha justa parte de ciúme, inveja e orgulho à mistura, revi-me em muitas atitudes e em algumas situações a que as personagens se expõem e dei por mim a pensar "Eu teria feito o mesmo!". O desconcertante desta leitura face à vida real é que teria feito o mesmo que muitas das personagens, mesmo quando estas eram antagonistas na mesma situação - fez-me pensar no outro lado das minhas acções, aquele com o qual não tenho que lidar normalmente.
Mas este não é um livro de moralismos nem de lições de vida. É um relato actual, quase um estudo social, despojado de todas as pretensões académicas. Pode comparar-se a um "Sexo e a Cidade" sem as piadas ou situações engraçadas forçadas.

Uma leitura mais pesada do que se adivinha com a capa e a sinopse, mas verdadeiramente enriquecedora. Um retrato social feminino sem qualquer julgamento. Muito, muito bom.

domingo, 15 de agosto de 2010

Novidades Bertrand para Agosto

Vencedor do Passatempo "Dança no Cemitério"

   Dois autores bastante populares só poderiam dar origem a um passatempo muito procurado! 254 participações! A vencedora foi:

   Saudade Gordalina - Olival Basto

   Muitos parabéns à vencedora e muito obrigado a todos os que participaram! Temos 6 passatempos a decorrer, não falta por onde tentar!
   Boas leituras e boa sorte!

sábado, 14 de agosto de 2010

Passatempo "Álbum de Família"

   Depois da opinião, o passatempo! Serão 3 exemplares de "Álbum de Família", gentilmente cedidos pela Contraponto, a sortear por entre os participantes que responderem correctamente às questões colocadas no formulário abaixo.
   Os resultados serão depois publicados no blogue. O passatempo é válido até dia 20 de Agosto!

   Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

   As respostas poderão ser encontradas aqui no blogue e no blogue da editoraBoa sorte e boas leituras!

Imperfeitos

Título: Imperfeitos
Autor: Scott Westerfeld
Editora: Vogais & Companhia

Sinopse:
Num mundo de extrema beleza, a normalidade é sinónimo de imperfeição. 
Num futuro não tão distante quanto isso, não há guerras, nem fome, nem pobreza. O mundo é perfeito. Todos são perfeitos. Pelo menos, depois de completarem 16 anos. Qualquer um pode ter a aparência de um supermodelo… e que mal haveria nisso?

Tally Youngblood mal pode esperar pelo seu décimo sexto aniversário, altura em que será submetida à cirurgia radical que a transformará de uma mera Imperfeita para uma deslumbrante Perfeita. Uns lábios bem delineados, um nariz proporcional, um corpo ideal… é tudo o que sempre quis. Já para não falar que uma vida de diversão num paraíso de alta tecnologia espera por si.
Mas quando a sua melhor amiga decide virar as costas a esta vida perfeita e foge, Tally descobre um lado inteiramente novo do mundo dos Perfeitos - e que, por sinal, nada tem de perfeito. É então forçada a fazer a pior escolha possível: encontrar a amiga e traí-la ou perder para sempre a possibilidade de se tornar Perfeita.
Seja qual for a sua decisão, a sua vida nunca mais será a mesma.

Opinião:
Da trilogia Midnighters ficou-me um conceito inovador e refrescante, numa leitura fluida, podendo até ser viciante, com pouca profundidade em alguns momentos. Tendo lido que a tetralogia "Uglies" a superava, deixei-me levar pela curiosidade e fui procurar a beleza de "Imperfeitos".
A acção decorre num interessante e improvável futuro. Para evitar descriminações por aspecto físico, todos os habitantes são submetidos a uma extensa intervenção cirúrgica, tornando-os a todos perfeitos, proporcionais, simétricos... Aborrecidos... Porém, alguns dos adolescentes fogem das cidades para evitar a remodelação. É neste contexto que vamos conhecendo Tally, Shay e as restantes personagens.
Vou tentar evitar, para já, comparações com "Midnighters", deixando-as para o final da série.
De uma história principalmente dirigida para um público juvenil, retiram-se vários atractivos para qualquer leitor: um conceito com uma certa profundidade, de onde se podem extrapolar algumas controvérsias actuais sobre beleza e aspecto físico; alguns toques de sentido de humor; tudo isto, numa leitura fácil, ligeira, óptima para toalha de praia.
Após um final a roçar o emocionante, temos um pequeno excerto do próximo livro, "Perfeitos", para nos fazer salivar.

Um início promissor de uma série que pode agradar a "jovens" de todas as idades.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Vencedores do Passatempo "O Primeiro Dia"

   Marc Levy, que já teve algum destaque cá pelo blogue, atrai sempre muito interesse dos nossos seguidores! Desta vez, tivemos 297 participações! Os felizes sorteados são:

   Nuno Campos - Lisboa
   Elvira Barros - Cabeceiras de Basto
   Fernando Teixeira - Praia da Vitória

   Muitos parabéns aos vencedores e, mais uma vez, muito obrigado a todos os que participam nos nossos passatempos e que nos visitam assiduamente!
   Boas leituras!

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A Lâmpada de Aladino

Título: "A Lâmpada de Aladino"
Autor: Luís Sepúlveda
Editora: Porto Editora

Sinopse:
A Lâmpada de Aladino constitui o esperado regresso de Luis Sepúlveda ao território da ficção. Ao longo das histórias que compõem este livro reencontramo-nos com esse território de sentimentos que fizeram do autor um dos nomes mais apreciados da literatura da América Latina.

Enquanto os nomearmos e contarmos as suas histórias, os nossos mortos nunca morrem, diz a certa altura um personagem. Foi precisamente para resgatar do esquecimento momentos, lugares e existências irrepetíveis que Luis Sepúlveda escreveu A Lâmpada de Aladino, uma lâmpada de onde surgem, como por arte de magia, treze contos magistrais.

A Alexandria de Kavafis, o Carnaval em Ipanema, uma cidade de Hamburgo fria e chuvosa, a Patagónia, Santiago do Chile nos anos sessenta, a recôndita fronteira do Peru, Colômbia e Brasil, são alguns dos cenários deste livro. Nas suas histórias, cada uma delas um romance em miniatura, Luis Sepúlveda dá vida a personagens inesquecíveis, prendendo o leitor da primeira à última página.

Opinião:
Foi com este livro, apresentada como livro do dia numa das muitas visitas realizadas à Feira do Livro do Porto, que decidi iniciar-me na leitura das obras de um autor tão aclamado - Luís Sepúlveda.
Apesar das imensas críticas positivas, não era um nome que me chamasse a atenção ou que tivesse criado em mim aquela curiosidade que tantos leitores conhecem. Agora, depois de ter terminado o livro, agradeço à Porto Editora a pechincha que me levou a trazer este livro para casa.
É um livro de contos. Pequenos pedaços de histórias, reais ou fictícios, actuais ou intemporais; este é um livro de fragmentos. Em cada história (que pode ir de 2 a 30 páginas) encontrei frases geniais como que plantadas com toda a naturalidade por entre o restante texto. Simplicidade requintada será a antítese apropriada para descrever a forma como este autor escreve. 
Mesmo tendo elevadas expectativas em relação ao autor, creio não ser injusto dizer que ele as superou. Se não contar com pequena desilusão quase implícita em todos os contos bem contados, encontrei em pequenas expressões e em alguns parágrafos a justificação para a sua reputação.

Talvez não seja a forma ideal de conhecer o autor, ou talvez seja. De qualquer das formas, é um livro que recomendo. Um livro que se saboreia, conto a conto, como se de um bom vinho se tratasse.

Vencedores do Passatempo "O Guardião de Livros"

   Foi notório o interesse dos nossos seguidores por esta novidade da Livros d'Hoje. O passatempo contou com 300 participações! De entre tantos, os sorteados foram: 

   Ângela Guilherme - Sobral de Monte Agraço
   Maria Lopes - Vila do Conde

   Muitos parabéns às vencedoras e o nosso muito obrigado a todos os participantes!

   A todos, muito boa sorte nos passatempos que ainda decorrem!
   Boas leituras!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Passatempo "Órix e Crex"

   Numa nova iniciativa com o apoio da editora Bertrand, iniciamos hoje um novo passatempo com o cobiçado título "Órix e Crex" de Margaret Atwood. Temos um exemplar para oferecer!
      Para se habilitarem a receber o livro basta responderem correctamente a todas as questões colocadas no formulário abaixo apresentado. Os resultados serão depois publicados no blogue. O passatempo é válido até dia 17 de Agosto!

   Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

   As respostas poderão ser encontradas aqui no blogue ou com auxílio de qualquer motor de busca. Boa sorte e boas leituras!

Vencedores do Passatempo "Almanaque do Dr. Thackery T. Lambshead de Doenças Excêntricas e Desacreditadas"

   Não foi uma escolha fácil! Entre mais de 4 dezenas de histórias mirabolantes e rocambolescas, escolher as finalistas foi um trabalho árduo e acreditamos que escolher os vencedores não deve ter sido melhor. Entre incredulidade e muito riso, eis que recebemos os nomes dos merecidos vencedores! Aqui ficam:

 Dirigi-me à sala de atendimento ao cliente no Hospital de Santa Maria, onde fui atendido pela Sra. Clotilde que estava atrás de um balcão quase da altura dela e pedi para efectuar um pagamento de uma consulta. Prontamente a senhora disse-me que ali apenas servia para efectuar marcações, que os pagamentos eram na porta ao lado.
 Tendo ficado com a ideia de que aquela era a última sala do corredor, mas quando perguntei novamente, a sra. Clotilde confirmou que pagamenteos só na porta ao lado.
 Saí da sala e reparei que realmente tinha mais uma porta a seguir à por onde tinha entrado, mas... dava para a mesma sala.
 Entrei nessa nova porta e a mesma sra. Clotilde, atrás do mesmo balcão, prontamente me pede os documentos para poder efectuar o pagamento.
 Nota: esta situação é verídica, apenas alterei a localização e o nome da senhora que não me lembro.
Nuno Campos - Lisboa

 Tive um quisto na região do ânus, um pequeno quisto que cresceu 10 cm em uma hora, fui lancetado para drenar o quisto e depois tive de fazer penso durante 1 mês.
 O que é que esta situação tem de caricata, imaginem o constrangimento de ter de baixar as calcas alçar o cu para me limparem o rabo.
 Mas isto não é nada. O pior é que sempre fui atendido por uma enfermeira já com certa idade que me metia a vontade fazia o trabalho dela e eu segui a minha vida, um dia cheguei ao posto de saúde e tinha uma enfermeira da minha idade (por volta dos 28 anos), que me mandou despir, e começa a disparar comentários:
 1º  comentário o senhor e tão peludo, 
 2º  comentário que raio de sitio para apanhar um quisto
 3º comentário o Maria Anda cá ver isto
 e por ai a diante... 
 Resultado da história tanto comentário tanta risota que acabou por ter de chamar mais duas enfermeiras todas elas da minha idade para me examinarem o cu, enquanto uma me afastava as nádegas, a outra rapava-me os pelos todos de uma única nádega, isto sempre a rir e a tecer comentários sobre o meu cu, por fim já sem pelos envergonhado me fizeram o penso..
Paulo Teles - Alverca

 Por entre vários episódios caricatos que já me aconteceram num Hospital, aquele que mais facilmente me vem à memória é o dia em que tive uma actuação onde desempenhava o papel de um leopardo.
 Quis o destino que após tantos desejos que "partisse uma perna", acabasse por fracturar o tornozelo em palco e tivesse de ser levado para o hospital. Foi tal a prontidão de amigos meus em encaminhar-me para as urgências, que todos nos abstraímos das manchas castanhas e da cor amarela que eu, leopardo, tinha pelo corpo todo. Não se tratava de um grande hospital central onde pacientes esperam longas horas pelo atendimento, mas a noite parecia concorrida naquele serviço e pensei ir lá passar o resto da minha animada noite. Mas a verdade é que graças à minha "hiperpigmentação" anormal não me foram feitas quaisquer perguntas e uma funcionária encaminhou-me directamente ao médico mais próximo tal foi o espanto por tal doença. No entanto, o mais interessante é que ter passado à frente de várias pessoas não é o mais caricato desta situação. Ter um médico à minha frente que demorou a perceber que o meu problema estava no pé, foi sim o melhor de tudo.
Tiago Oliveira - Vila Nova de Gaia

   Muitos parabéns aos vencedores! Um especial agradecimento a todos os que participaram. Sabemos, por experiência pessoal, que este tipo de passatempo exige um pouco de dedicação pelo que admiramos e agradecemos com sinceridade todas as participações!

   Continuem a tentar e a participar, especialmente nos passatempos da leitura à criação, para que estes possam continuar a existir!

   Boa sorte e boas leituras!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Entrevista com Teresa Lopes Vieira - autora de "Os Diários da Mulher Peter Pan"

Teresa Lopes Vieira nasceu em Lisboa, em 1984. Licenciou-se em Direito pela Universidade Nova de Lisboa e, desde então, tem vindo a dedicar-se à escrita. Os Diários da Mulher Peter Pan foram escritos enquanto viajava pela Europa e pela América do Sul. É o primeiro livro da autora.

Teresa Lopes Vieira, autora de "Os Diários da Mulher Peter Pan" teve a amabilidade de nos responder a algumas perguntas.

Páginas Desfolhadas: Como surgiu a ideia de escrever este livro?
Teresa Lopes Vieira: Há cerca de três anos fiz uma viagem de vários meses pela América do Sul, que me marcou bastante. Passei, entre outros, pelos países de que trata o livro (Equador, Colômbia, e Venezuela). Quando decidi dedicar-me à escrita, o meu ponto de partida foi justamente essa viagem, uma experiência que me inspirou bastante. Além disso, queria escrever algo que fizesse as pessoas sonhar. Tal como o nome indica, este romance fala de uma mulher que descobre uma segunda juventude, em que tudo lhe pode acontecer. Pareceu-me que isso poderia oferecer aos leitores uma perspectiva nova e interessante sobre a vida.

PD: Diana sofre uma série de peripécias ao longo da narrativa. Estas estavam definidas desde o início, ou foram surgindo ao longo da viagem?
TLV: Algumas foram pensadas e idealizadas previamente, outras começaram a surgir ao longo do processo de escrita. Mas a verdade é que se tratou de evolução constante, em que as personagens determinavam os acontecimentos, e vice-versa.

PD: Descreve, ao longo do livro, lugares belos e recônditos por onde Diana passou. São lugares reais, por onde também a Teresa passou, ou sentiu necessidade de idealizar alguns deles? 
TLV: Os locais geográficos, pelos quais eu própria viajei, são verdadeiros. Foi uma das coisas que mais prazer me deu, dar a conhecer aos Portugueses alguns cenários que eles tão pouco conhecem, e que são absolutamente espectaculares. São-no mesmo, não foram idealizados. 
No entanto, tratando-se de um romance, é inevitável que alguns deles sejam vistos pelos olhos emocionados da personagem, e nesse sentido a sua descrição acaba por conter inevitavelmente uma certa carga subjectiva.

PD: Diana cruza-se, ao longo com viagem, com povos diferentes, com múltiplas origens e hábitos díspares. Esta pluralidade é real? 
TLV: Sim. Equador, Colômbia e Venezuela são três países muito marcados pelo período colonial, e consequentemente a sua população, a nível étnico e cultural, é bastante heterogénea. No Equador nota-se uma dualidade entre os mestiços de espanhóis e ameríndios, e as etnias indígenas, que são predominantemente Quíchua e Huaorari. Na Colômbia e na Venezuela, sobretudo nas zonas das Caraíbas, é patente a mescla entre os descendentes de Espanhóis, de Índios, e de antigos escravos negros. As etnias indígenas, com hábitos e línguas diferentes, são muitas vezes voluntaria ou involuntariamente ostracizadas; vivem nas periferias ou até mesmo nas selvas. 
Para quem visita os países, o contacto com estas realidades é uma experiência extremamente marcante, elucidativa.

PD: Algures no decorrer da viagem, talvez na altura em que esta se torna mais recôndita e afastada da realidade que conhece, Diana redescobre-se. Acha que este tipo de descoberta é, como acontece com a personagem principal, potencializado pela ausência de referências ou poderá acontecer num dia normal? 
TLV: Penso que haverá várias maneiras de uma pessoa se descobrir. Sobretudo se estiver, como Diana estava, a viver numa espécie de bolha, em pleno estado de negação em relação a tudo o que a rodeava. É normal que, face a essas circunstâncias, qualquer coisa que abale o seu equilíbrio seja susceptível de a fazer pôr as coisas em causa, e quebrar certos dogmas pessoais. Neste caso em particular, estamos a falar de uma descoberta fortíssima. A Diana encontra-se, por exemplo, sozinha no meio da selva, muito longe de todas as condicionantes que a faziam viver de uma certa forma em Lisboa. E então sim, a ausência de condicionantes fá-la ver que pode levar uma vida completamente diferente, caso o queira. Pois nesse momento ela é apenas a Diana, e não todos aqueles elementos externos que faziam a vida da Diana (o emprego, a família, e a sociedade em geral).

PD: Sem entrar em pormenores sobre o desfecho do livro, foi a surpresa final intencional ou esta surgiu inesperadamente quando escrevia os últimos capítulos? 
TLV: O desfecho foi mais uma consequência imposta pelas próprias personagens do que uma acção premeditada minha. Temos três personagens em permanente colisão, e nunca percebemos muito bem o porquê de tudo isso, ou onde é que nos estão a querer levar. Penso que o fim oferece uma resposta para esse mistério.

PD: Fala um pouco de política sul-americana e do tráfico de drogas, entre outros lobbies, dos quais só ouvimos falar pelos noticiários. Estas problemáticas estão presentes no dia-a-dia da povoação, ou são empolados pela comunicação social? 
TLV: As imagens que nos passam através dos meios de comunicação são limitadas, e por vezes tendenciosas. Levam-nos a crer por exemplo que a Colômbia é um país terrível, em que a insegurança reina, assim como as desgraças, o que não é de todo verdade. Existe um mundo inteiro para além disso. 
No entanto, a verdade é que esses problemas existem, e estão presentes nas consciências dos habitantes. Sobretudo nos das classes mais baixas, pois eles são as principais vítimas das deslocações consequentes da guerra civil, entre outras questões sensíveis. Contudo, o que acontece muitas vezes é que essa mesma população está empenhada em mostrar tudo o que de maravilhoso tem o seu país, justamente para contrariar essa imagem negativa que muitos estrangeiros têm. Frequentemente são imagens que se constroem em consequência de interesses políticos: lembro-me por exemplo de que ao chegar Venezuela todos pensavam que a Colômbia era um mundo de assassinos e terroristas, mas o mesmo se passava na Colômbia, em relação à Venezuela.

PD: Escrever sobre uma aventura sul-americana sendo uma mulher comum, enquanto viajava pela mesma região, fez com que a obra final fosse de alguma forma auto-biográfica? 
TLV: Penso que eu mesma tive aquela sensação de euforia ao descobrir realidades tão diferentes. Até então sempre vivera em países europeus, nos quais o quotidiano era extremamente previsível. Ali, todos os dias representavam uma aventura nova, e penso que esse sentimento foi transposto para o livro. 
Quanto ao resto, é claro que algumas pequenas peripécias foram inspiradas em coisas que me aconteceram, ou que vi acontecerem, mas depois transformadas de modo a encaixarem na ficção. São essas vivências, mas mais os cenários e as pessoas que se encontram no caminho, que apelam à criatividade.

PD: Trouxe consigo novos projectos? Continuarão ligados a esta área geográfica ou irá levar-nos até outra parte do globo? Poderemos esperar reencontrar algumas das personagens que criou? 
TLV: Tenho um projecto em mente, com o qual estou bastante entusiasmada, mas ainda é cedo demais para o revelar. Posso por enquanto dizer que a acção se passará numa parte muito diferente do globo, se bem que igualmente interessante. 
Quanto ao regresso de personagens, embora por enquanto não haja essa intenção, nunca se sabe onde é que o futuro nos pode levar… 

PD: Muito agradecemos a disponibilidade e oferecemos os nossos parabéns pela sua obra inaugural. Esperamos que muitas mais venham. 
TLV: Obrigada eu, pelo vosso interesse no meu trabalho.

A Viagem do Elefante

Título: A Viagem do Elefante
Autor: José Saramago
Editora: Caminho

Sinopse: 

Em meados do século XVI o rei D. João III oferece a seu primo, o arquiduque Maximiliano da Áustria, genro do imperador Carlos V, um elefante indiano que há dois anos se encontra em Belém, vindo da Índia.
Do facto histórico que foi essa oferta não abundam os testemunhos. Mas há alguns. Com base nesses escassos elementos, e sobretudo com uma poderosa imaginação de ficcionista que já nos deu obras-primas como Memorial do Convento ou O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago coloca agora nas mãos dos leitores esta obra excepcional que é A Viagem do Elefante.
Neste livro, escrito em condições de saúde muito precárias não sabemos o que mais admirar - o estilo pessoal do autor exercido ao nível das suas melhores obras; uma combinação de personagens reais e inventadas que nos faz viver simultaneamente na realidade e na ficção; um olhar sobre a humanidade em que a ironia e o sarcasmo, marcas da lucidez implacável do autor, se combinam com a compaixão solidária com que o autor observa as fraquezas humanas.
Escrita dez anos após a atribuição do Prémio Nobel, A Viagem do Elefante mostra-nos um Saramago em todo o seu esplendor literário.

Opinião:
Quando foi lançada esta "Viagem do Elefante", chegou a ser anunciada como o último romance de Saramago. Ora, para quem escreve de forma tão sublime, a mão nunca encontrará descanso enquanto não pegar na pena (ou, nos nossos dias, encontrar um teclado) e imortalizar as palavras e a vida do seu dono. Então, Saramago continuou, escrevia no seu próprio espaço da Internet, presenteando-nos com o seu "Caderno" e ainda teve fôlego para atiçar algumas labaredas com "Caim", pequeno livro que caiu no país com o peso do próprio elefante Salomão.
Voltando à "Viagem": baseando-se num punhado de factos reais conhecidos sobre a oferenda de um elefante pelo nosso monarca de então ao Arquiduque da Áustria, o autor recria, com a mesma perfeição sarcástica de "O Memorial do Convento", os hábitos sociais do século XVI e o ambiente instável entre as várias monarquias. Cria um tratador de espírito aguçado e, entre outros, vários anónimos que entram em cena, recitam a sua linha magistral e retiram-se sob os nossos sinceros aplausos.
Comum a todos os seus romances, o narrador-personagem, enquanto acompanha os lentos passos da comitiva, tem tempo para cogitações sobre milagres, a relação portugueses-espanhóis, bois, reis, elefantes e os dizeres da língua portuguesa.
Romance com quilómetros de estrada e de escrita, que não se queda nas descrições,atirando-se para as ilações. A capacidade do autor de nos deslumbrar com a atenção a cada detalhe em todo o seu esplendor.
Aguardo, como muitos de vós, os ecos da sua escrita que ainda verão a luz do dia.

Bem haja, Saramago!

Vencedores do Passatempo "Resistir ao Amor"

   Depois de alguma espera, estamos agora em condições de revelar quem foram os 3 felizes vencedores deste passatempo tão aguardado! Entre mais de 350 participações, e apesar de serem apenas 3 os vencedores, temos a agradecer a todos os leitores que tentaram a sua sorte. E quem vai receber um exemplar de "Resistir ao Amor" em casa...

    Marco Miranda - Viana do Castelo
    Ana Rita Borba - Angra do Heroísmo
  Ana Cristina Silva - Viana do Castelo

   Muitos parabéns a todos! Esperamos que este livro seja do vosso agrado e que vos traga horas de pura diversão neste Verão!
   Para quem não teve tanta sorte, não se inibam e continuem a tentar! São várias as oportunidades, para muitos gostos e feitios! 

   Boa sorte e boas leituras!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Os Anões de Ann

Título: Os Anões de Ann
Autora: Kalina Stefanova
Editora: Vogais & Companhia

Sinopse:
Eis um lindo conto de fadas moderno e para adultos. Moderno? Para adultos? Kalina Stefanova explica: «Os contos de fadas dão-nos a mão e levam-nos de volta ao âmago do nosso ser. Revelam-nos as necessidades e os sentimentos esquecidos, ao mesmo tempo que nos e ajudam a descobrir se estas «coisas» foram realmente esquecidas ou tão-só abandonadas. No caso de abandonado, insistem para que encontremos a coragem de identificar, em nome do que já fizemos, as traições ao nosso próprio ser. Revelam-nos o poder da nossa intuição, quando a razão tende a guiar-nos por caminhos errados. Os contos de fadas são como um despertar e um reafirmar do nosso ritmo interior natural - de que tanto precisamos neste tempo de pressa constante. As tecnologias evoluem a grande velocidade mas os maiores acontecimentos da vida humana ainda precisam e demoram o mesmo tempo do «era uma vez». Pelos mesmos motivos, podemos afirmar que os contos de fadas são um grito de protesto contra a superficialidade.»

Opinião:
Este não é um livro infantil. E apesar de alguns comentários da critica o compararem a "O Principezinho", acho que estes não podem ser olhados da mesma forma, pelo que não deviam ser comparáveis.
"Os Anões de Ann" são uma tentativa de adaptar o conto de fadas aos nossos dias. Stefanova criou, de facto, uma história equilibrada entre o mundo real e um mundo de encantar, em que seres humanos e seres "de contos de fadas" convivem, com ou sem conhecimento uns dos outros, segundo regras bem definidas. No início da leitura, esta ideia parecia ter tudo para dar certo, mas algures perdeu potencialidade... Não tardou até que percebesse o que me desiludiu. Stefanova juntou ao conto de fadas uns pozinhos de desenvolvimento pessoal, estragando a magia e transformando a mesma em algo quase forçado.

Sou suspeita no que a textos de desenvolvimento pessoal diz respeito, por não lhes encontrar utilidade. Talvez por isso tenha ficado tão desapontada com o rumo que este livro tomou. A ideia inicial é muito engraçada, bastante bem conseguida, mas falha por excesso de zelo, talvez...

Um livro que agradará, com certeza, a quem o género "desenvolvimento pessoal" disser alguma coisa. Poderá agradar a mais gente. No entanto, é mais provável isso acontecer se não esperarem encontrar uma branca-de-neve entre as suas páginas.