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terça-feira, 13 de outubro de 2015

Howards End

Título: Howards End
Autor: E. M. Forster
Editora: Penguin Books LTD

Sinopse:
As clear-eyed Margaret develops a friendship with Mrs Wilcox, the impetuous Helen brings into their midst a young bank clerk named Leonard Bast, who lives at the edge of poverty and ruin. When Mrs Wilcox dies, her family discovers that she wants to leave her country home, Howards End, to Margaret.

Opinião:
   Ao abrigo do "The OSCARs Project" surge "Howards End" como leitura obrigatória. Sendo E.M. Forster um dos grandes nomes da literatura inglesa, foi com alguma surpresa que não encontramos tradução publicada desta obra. No entanto, não se desiste assim de um livro, pelo que me embrenhei cheia de coragem na versão original, com esperança de que o meu inglês coloquial me permitisse percebê-la.
   Esta obra é um tratado sobre a sociedade inglesa pré-guerra mundial. Com uma mestria admirável, sempre num tom tranquilo e cadenciado, que parece ser o ritmo basal de qualquer gentleman inglês, Forster consegue entrançar com meia dúzia de personagens formas absolutamente contrárias de encarar a vida e estratos sociais totalmente díspares, sem que nunca pareça forçado o encontro ou a relação entre seres tão diferentes.
   É por esta arte que a sua obra é celebrada. E comprovo que realmente a forma como Forster o faz é artística.
   Ler a obra na sua língua original não foi tão difícil como poderia esperar. Tirando algumas expressões que desconhecia, a maior parte do livro é absolutamente percetível. No entanto, é um livro pesado, de ação lenta e cheio de descrições detalhadas. Sendo parte integrante da alma do livro, não torna fácil a sua leitura. Acabei por intercalar a leitura de outros livros com esta, sem no entanto perder noção da ação. Mais um ponto a favor do autor.

   A adaptação cinematográfica é muito fiel ao livro. Mantém a cadência tranquila e cadenciada que o carateriza sem deixar de retratar com algum detalhe as relações que são a alma da obra.
   Não sendo um livro fácil, achei o filme muito agradável, com desempenhos deslumbrantes a merecerem galardões. Merece ser visto.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Minas de Salomão

Título: As Minas de Salomão
Autor: R. Haggard
Editora: Livros do Brasil

Sinopse:
Alão Quartelmar, um experiente caçador de elefantes, é procurado por um barão inglês que lhe pede ajuda para encontrar o seu irmão desaparecido em África quando procurava as lendárias minas do rei Salomão. Quartelmar, o barão e o capitão John enfrentam as feras na selva, atravessam o deserto, transpõem uma barreira de montanhas e descobrem a milenária nação dos Cacuanas, governada por um tirano sanguinário e uma feiticeira que se diz imortal.
A obra aqui apresentada resulta de uma adaptação, feita pelo escritor português Eça de Queirós, a partir do romance original escrito por R. Haggard. Eça confere-lhe um toque pessoal, assente na riqueza descritiva, um atributo inegável da sua escrita. O estilo inigualável do grande escritor português enriquece os relatos de uma aventura em terras africanas.

Opinião:
A leitura deste livro integra-se na nossa rubrica "The OSCARs Project". Foi uma excelente oportunidade de retirar esta clássica edição da prateleira e descobrir Eça de Queiroz por entre as palavras do autor, Haggard.
"As Minas de Salomão" é um daqueles livros intemporais, que vai surgindo e ressurgindo nas prateleiras com a cara lavada, mas que ficou sempre na minha memória ligado a colecção "Obras de Eça de Queiroz".
É um relato apaixonante da saga na África profunda de Quartelmar, um calejado caçador de elefantes. Não é fácil descortinar quanto colocou de si Eça de Queiroz nesta obra, mas o seu sentido de humor discreto e certeiro está bem presente. Há uma leveza na escrita, que contrasta com a seriedade da aventura mas que ajuda o leitor a entrar nos mundos insondáveis que os protagonistas vão atravessando.
Tem um valor cultural inegável, ao qual se acrescenta o valor literário, polido pela destreza de Eça na nossa língua.

Passando ao filme...
A versão que vimos (porque há várias) foi a nomeada aos Oscars em 1950. É uma altura de mudanças no cinema americano, já que se começavam a reunir os meios para realizar grandes produções e deslumbrar as audiências habituadas ao preto e branco, com paletes de cores bem vivas.
E é nesse cenário que surge este filme. É mais uma tentativa de mostrar o que era possível fazer na parte técnica (reunir grandes grupos de atores, filmagens de animais selvagens, um guarda-roupa extraordinário e muita, muita cor) do que propriamente apostar no argumento ou em grandes atuações.
Uma das grandes diferenças é o género do acompanhante de Quartelmar. Um homem no livro, uma mulher no filme. Esta alteração é o suficiente para que o foco passe de uma exploração emocionante para uma história de amor algo forçada.
No geral, é um filme interessante de se ver pelo seu valor histórico, mas não faz juz à qualidade do livro.


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Milionários Acidentais - a criação do facebook: uma história de génios, sexo, dinheiro e traição

Título: Milionários Acidentais - a criação do facebook: uma história de génios, sexo, dinheiro e traição
Autor: Ben Mezrich
Editora: Lua de Papel

Sinopse:
Um pequeno crime, uma ideia genial, um negócio de milhões: toda a história da polémica criação do Facebook, desde o dia em que Mark Zuckerberg invadiu os servidores da Universidade de Harvard até à ruptura definitiva com o seu melhor amigo. Ao contrário do que se pensa, a criação do Facebook é a história de um crime, de dois génios socialmente inadaptados, de uma amizade que acabou na barra dos tribunais. Mas é, também, a empolgante narrativa de um momento mágico, do nascimento de uma ideia, e de como uma série de acasos deram origem a uma das maiores fortunas do planeta. 

Opinião:
"Milionários Acidentais" foi o livro que serviu de percursor ao filme "The Social Network". Se bem me recordo, o livro só ganhou espaço e divulgação devido ao sucesso estrondoso do filme, que foi um dos grandes favoritos a vencer o Óscar de Melhor Filme no seu ano, mas já lá vamos.
Ben Mezrich investigou a história de Mark Zuckerberg e a génese do Facebook. O próprio Zuckerberg recusou-se a contribuir para a obra e julgo que nem chegou a falar com o autor do livro. Assim, o que aqui temos é um misto de factos, suposições, documentos e imaginação, para compor o puzzle da história da mais famosa rede social, com o colorido necessário para atrair o grande público.
Não tenho nada contra introduzir ficção em dados reais para criar um bom livro. Na minha opinião, nos dias que correm, quem quiser conhecer apenas os factos, tem muito onde pesquisar.
Os acontecimentos são realmente interessantes. A criação do Facemash, o desleixo dos estudos para perseguir um sonho, as novas amizades e a sua transformação em processos judiciais... Todo o frenesim que rodeia o crescimento de uma nova ideia que se pode considerar genial, gostando-se ou não do resultado final.
Portanto, a história merecia ser contada, mas o livro podia ser bem melhor. A partir do momento em que o autor decide usar a sua imaginação para preencher os espaços em branco (nada contra, como já disse), teria espaço para bem mais do que o que criou. As personalidades de cada uma das personagens podiam ser mais vincadas e as relações mais intensas, ou seja, mantinha-se na mesma linha, engrossava-se um pouco o traço... 
Grande parte do texto representa as cogitações de cada um, especialmente de Eduardo, tornando-se muito repetitivo e não particularmente interessante.

Passando ao filme... Logo nos minutos iniciais somos brindados com um diálogo entre Mark e a sua namorada, que representa um vislumbre do que irá ser a prestação de Jesse Eisenberg: frenético, genial, antisocial. Brilhante. Se a imagem corresponde ou não à do verdadeiro Mark Zuckerberg, para mim, é indiferente. É uma representação em alta velocidade, capaz de nos fazer torrar os neurónios ao tentar acompanhar o seu ritmo.
Ora, estes primeiros minutos não são tirados do livro, foram exclusivamente escritos pelo argumentista para o filme. Concluí que o argumento conseguiu dar vida ao que no livro está mortiço e este é um dos raros casos (muito raros) em que o filme é melhor que o livro.
A grande força de "The Social Network" é usar uma história interessante e torná-la fascinante sem grandes truques técnicos e de produção, apenas com palavras.

Se não conhecem a história, aconselho o filme. Se já o viram, não acho que o livro valha uma visita pois não acrescentará muito mais.

domingo, 21 de dezembro de 2014

A Oeste Nada de Novo

Título: A Oeste Nada de Novo
Autor: Erich Maria Remarque
Editora: Saída de Emergência

Sinopse:
Nas trincheiras, os rapazes começam a tombar em combate um a um... Em 1914, um professor chauvinista leva uma turma de estudantes alemães - jovens e idealistas - a alistar-se para a «guerra gloriosa». Todos se alistam, movidos pelo ardor e pelo patriotismo próprios da juventude. Porém, o seu desencanto começa durante a recruta brutal. Mais tarde, ao embarcarem no comboio de campanha que os levará à frente de combate, vêem com os próprios olhos as feridas terríveis sofridas na linha da frente... É o seu primeiro vislumbre da realidade da guerra.

Opinião:
A Segunda Guerra Mundial foi e ainda é extremamente fértil na produção de filmes, livros, séries, documentários... Já em relação à Primeira Guerra, o material é bastante menos escasso, pelo menos, aquele que sobreviveu até aos nossos dias. "A Oeste Nada de Novo" é um cujo título ainda desperta alguma familiaridade e é tido por vários como o melhor romance da Primeira Guerra.
A Guerra é contada na primeira pessoa. O soldado que acompanhamos é praticamente anónimo (apesar de lhe conhecermos o nome) e bem que poderia ser qualquer um de nós. Nos capítulos mais intensos, somos de tal forma transportados para as trincheiras que até se sente o cheiro a terra húmida e sangue. Sente-se o medo primitivo e a coragem de quem vê a própria vida prestes a ser-lhe arrancada. Não há qualquer preocupação em descrever o contexto sócio-político por trás da guerra, ou em perceber quais as motivações de cada uma das nações beligerantes, ou a perceber quem são os "bons" e os "maus". Não há descrições de grandes movimentações tácticas, porque não há qualquer táctica quando se está enterrado até ao pescoço, munido de umas granadas e uma baioneta. Só há espaço para o mais simples instinto de sobrevivência. Os soldados não lutam por ideais, lutam apenas para viver mais um dia e talvez chegar à próxima licença. Ou, com alguma sorte, para voltar a casa com um par de muletas.
À medida que os anos passam, estes soldados de 16 anos são despojados de toda a inocência, de toda a alegria e dificilmente terão um lugar na sociedade que sobrar no fim da interminável guerra.
É a guerra despida de Generais e de grandes ideais políticas. É a verdadeira luta pela sobrevivência, daqueles que não percebem como tudo começou nem como poderá eventualmente acabar.
Brutalmente honesto, cru, uma viagem na primeira pessoa ao buraco mais negro que a Humanidade já cavou.

O livro é bastante fragmentado, sem um verdadeiro fio condutor que una os vários episódios, e estes não obedecem a nenhuma cronologia em particular. Depois de o ler, compreendi a dificuldade que seria passá-lo para o Grande Ecrã e fiquei um pouco apreensivo antes de me aventurar no filme, vencedor do Óscar de Melhor Filme em 1930.
O argumento foi adaptado para que a acção levasse um rumo mais definido, desde a motivação juvenil que levou tantos jovens a alistarem-se, até ao desencanto de lutar num conflito interminável em condições sub-humanas. Apesar dos cortes de alguns episódios, foram mantidos quase todos e o espírito do romance está bem patente no filme. Alguns acrescentos já me fizeram torcer o nariz, mas é Hollywood, não se esperava outra coisa...
Não é um filme de grandes performances. Houve maior preocupação em que os soldados fossem efectivamente rapazes na adolescência, do que actores conhecidos a fazerem-se passar por jovens com metade da idade.
Com todas as limitações técnicas da altura, a recriação dos cenários e de várias batalhas é bastante credível, proporcionando uma experiência envolvente, ajudada pela sonografia e cinematografia bem acima da média da altura.
Dada a exigência técnica a que nos habituamos nos dias que correm, dificilmente este filme aguentará a passagem do tempo, mas a adaptação mais recente (de 1979), não parece fazer jus à qualidade do filme. Assim, aconselho que se deixem ficar com estes dois clássicos que bem merecem algumas horas das nossas vidas.


domingo, 16 de novembro de 2014

Rebeca

Título: Rebeca
Autora: Daphne du Maurier
Editora: Círculo de Leitores

Sinopse:
Escrito em 1938, Rebeca é uma obra de fôlego, diversas vezes adaptada ao cinema. Porém, só em 1940, numa versão de Alfred Hitchcock, o filme ganharia protagonismo, chegando mesmo a vencer dois Óscares estando nomeado para nove categorias. Rebeca é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebeca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebeca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebeca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebeca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebeca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.

Opinião:
Não é frequente ter oportunidade de ler um livro assim. Daphne du Maurier terá alcançado fama e glória com este livro e não terá sido por mero acaso. Para além da sua escrita fina, intimista e deliciosamente adequada ao tempo que relata, a autora tem a capacidade de escrever um livro inteiro com uma personagem central inexistente. Rebeca é o coração de toda a obra e, no entanto, está já morta quando a trama se inicia e assim permanece ao longo de todo o livro. De forma fantástica, a autora mantém a primeira esposa de Maxim de Winter omnipresente.
Acompanhamos todo o livro sob a perspetiva da nova esposa de Maxim, da qual nunca conhecemos o primeiro nome. Uma jovem insegura e dedicada, quase sem personalidade distinguível, encurralada entre as recordações de Rebeca, que vai roubando a objetos que encontra e a um ou outro comentário que as várias personagens vão fazendo. A mística em torno de Rebeca nasce desta insegurança e cresce da parca informação que vai sendo disponibilizada. Com a jovem Mrs. de Winter vamos construindo a imagem de Rebeca, que surge magnanimamente, na beleza, na candura, na competência e na crueldade. Em tudo o que vai caracterizando Rebeca, ele é imensa. E é este o maior feito da autora, a sua capacidade de explorar a psique dos que rodearam esta personagem, criando através dela uma presença quase tangível de alguém que não existe, mas que é a peça essencial. Tudo acontece, ou não, por Rebeca. Delicioso!

Depois de uma leitura que me deixou tão impressionada, receei a transposição da obra para o grande ecrã. Nas mãos de Alfred Hitchcock, Rebeca ganhou o Oscar de melhor filme em 1940.
Não se trata de uma reprodução fiel do livro, o que já seria de esperar. No entanto, as adaptações feitas foram bem conseguidas, não tendo subtraído qualquer importância à obra escrita. Um ou outro pormenor poderiam ter sido mais explorados. No entanto, considerando o crescendo necessário para obter uma determinada reação no grande ecrã, sempre atendendo a restrições de tempo, creio tratar-se de um sucesso. As representações de Joan Fontaine, Judith Anderson e George Sanders foram fabulosas, conseguindo que permeasse através da tela a essência de cada uma das suas personagens.

Uma deliciosa inauguração para o nosso OSCARs Project! A não perder, livro e filme!

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

The OSCARs Project


   Para além da paixão pelos livros, desde há cerca de um anos que nos envolvemos num projeto de atualização cinematográfica. À falta de referências específicas, decidimos começar esta nossa descoberta com a referência mais emblemática do mundo do cinema - o OSCAR. Enquanto prémio votado pela academia americana de cinema, assumimos que serviria quase como selo de qualidade anualmente distribuído aos nomeados a melhor filme, sendo a sua expoente máxima verificada a cada ano com o vencedor dessa categoria.
   Assim, decidimos iniciar a nossa descoberta cinematográfica com os vencedores da categoria de melhor filme de cada uma das edições de entrega de prémios, contando já os OSCARs com 86 edições. Rapidamente percebemos que, apenas os vencedores, seriam pouco para representar de forma fiel o cinema, pelo que decidimos alargar este nosso projeto a todos os nomeados à categoria de melhor filme em cada uma das 86 edições já realizadas, assim como nas que estará por vir.
   Variando entre 3 e 12 nomeados ao longo do tempo, estávamos perante um total de 512 filmes (salvo erro).

   Ora já lá vai um ano, e estamos muito contentes com esta empreitada! Surgiu entretanto, a vontade de aliar a cinefilia com a paixão pela leitura, pelo que surge este novo cantinho no Páginas Desfolhadas - The OSCARs Project!
   Propomo-nos a publicar mensalmente a opinião sobre um livro que tenha servido de inspiração a um filme nomeado para a categoria de melhor filme. Para além da opinião literária, faremos a ponte com a sua representação cinematográfica, que agora estamos a descobrir.

   Qualquer participação será bem vinda! Convidamos os nossos leitores a juntarem-se a nós nesta jornada cultural que será cheia de surpresas!

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Por Favor Não Matem a Cotovia

Título: Por Favor Não Matem a Cotovia
Autora: Harper Lee
Editora: Difel

Sinopse:
Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância. Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.

Opinião:
   Aclamado como um dos maiores romances americanos do século XX, "Por Favor, Não Matem a Cotovia", este livro tem espreitado por entre os restantes no meio da estante. Sabendo da sua presença, estava segura de que um dia o teria entre as minhas mão, tendo o prazer de me perder nele, pelo que fui adiando esse momento, para com ele adiar o fim da leitura...
   Recentemente, um projecto caseiro para melhorar o nosso conhecimento cinematográfico, trouxe até nós o filme de 1962 baseado neste romance. Recusei-me a ver o filme sem ler antes o livro, pelo que os seus dias na estante estavam contados!
   Ler este livro é mergulhar de cabeça num mundo completamente novo! Acompanhar Scout no seu mundo e, através dela, conhecer o seu irmão Jem, o seu pai Atticus, os seus amigos de infância e os seus vizinhos, é fantástico! Harper Lee escreve como quem recorda, trazendo a cada nova frase emoções e sensações tão genuínas e tão inocentes que é impossível ficar indiferente. O drama da injustiça motivada por preconceito e a forma como esse é visto pelos olhos de uma criança é refrescante.
   Será, sem dúvida, um dos melhores livros que já li.

   Já agora, o filme é, igualmente, delicioso!