O primeiro amor pode matar...
Durante a adolescência, Poppy Carlisle e Serena Gorringe foram as únicas testemunhas de um trágico acontecimento. Entre aceso debate público, as duas glamorosas adolescentes viram-se a braços com os tribunais e foram apelidadas pela imprensa de "As Meninas do Gelado".
Anos mais tarde, tendo seguido percursos de vida muito diferentes, Poppy está decidida a trazer ao de cima a verdade sobre o que realmente sucedeu, enquanto Serena, esposa e mãe de dois filhos, não pretende que ninguém do presente desvende o seu passado. Mas é impossível enterrar alguns segredos - e se o seu for revelado, a vida de ambas voltará a transformar-se num inferno...
Emocionante e enternecedora, esta história fará com que nos perguntemos se alguma vez poderemos conhecer verdadeiramente aqueles que amamos.«O atractivo era este: em redor de uma rotunda ninguém volta atrás, ninguém se engana, ninguém tem de assumir o erro e fazer inversão de marcha. A vida, apesar de tudo, é fácil. Numa rotunda.»
Mais informações em breve.
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010
Novidades ASA
Em plena Guerra Civil de Espanha, Rogelio – um jovem galego de ideais republicanos – e alguns dos seus companheiros de guerrilha entram em Portugal clandestinamente com o propósito de apanhar, na cidade do Porto, um navio que os leve aos Estados Unidos e os liberte para sempre da ameaça do fuzilamento e da prisão.
Porém, no momento em que Rogelio se afasta do grupo para testar a segurança da próxima etapa da viagem, desconhece que virou do avesso o próprio destino: doravante completamente só num país que desconhece, o jovem sofrerá uma experiência pró-xima da morte que, paradoxalmente, o fará renascer como homem no seio de uma comunidade algo visionária, visitada e admirada por grandes intelec-tuais – a aldeia de Vilarinho da Furna. Aí encontrará o amor, de muitas maneiras.
Exaustivamente investigado, narrado com mestria e beleza e com uma galeria de personagens admiráveis (entre as quais não podemos deixar de reconhecer, por exemplo, Miguel Torga), Rio Homem cruza duas histórias magistrais – a de um refugiado que perdeu todas as suas referências e a da aldeia comunitária que o acolheu e que hoje jaz submersa na albufeira de uma barragem.O tão aguardado regresso ao terno e hilariante mundo d’O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
A época festiva que se aproxima é a altura ideal para a jovem Dakota Walker exibir os seus dotes culinários, isto se não estiver demasiado ocupada a tricotar na Walker & Filha, a mais acolhedora loja de lãs de Manhattan… Graças à família e às amigas do Clube de Tricô, Dakota conhece o verdadeiro valor da amizade. Nos anos que se seguiram à morte da mãe, todos a acarinharam e ajudaram a crescer. Entre confissões, desabafos, novas e antigas paixões, o grupo resiste à dura rotina nova-iorquina e continua a manter os seus hilariantes encontros de sexta-feira. Para Dakota abre-se agora a possibilidade de visitar a família materna, na Escócia, e rever as pessoas e os locais que marcaram a infância e juventude da mãe. Mas algo que pode ser determinante para o seu futuro está a prendê-la a Nova Iorque e a colocá-la perante um dilema que não permite segundas oportunidades…Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém… com excepção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida.
As notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente a possuir. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar… e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!
Uma viagem no tempo até uma era marcada por escândalos, intriga e desejos secretos, no novo e sensual romance de Madeline Hunter: a história de um homem capaz de arriscar tudo pela mulher que ama – até a revelação do seu mais secreto pecadoSmilla Jaspersen tem a neve em muito melhor conta do que o amor. Ela é especialista das propriedades físicas do gelo e vive num mundo de números, ciência e memórias. E, agora, está convencida de que ocorreu um crime terrível cuja vítima é Isaiah, um rapaz de seis anos. Para além da amizade que os unia, Smilla e Isaiah tinham em comum o facto de pertencerem à pequena comunidade de esquimós a viver em Copenhaga. Quando as conclusões do inquérito oficial apontam para acidente, Smilla suspeita. E à medida que reúne informação sobre o caso, apercebe-se das suas sombrias ligações. De uma expedição secreta à Gronelândia a uma estranha conspiração que data da Segunda Guerra Mundial, muito parece estar por explicar. Pelo seu amigo e por si, ela embarca numa jornada arrepiante de mentiras, revelações e violência que a levará de volta ao mundo branco que em tempos deixou para trás e onde um segredo explosivo aguarda debaixo do gelo…Durante os meses sombrios do colapso económico de 2008, quatro jovens ocupam ilegalmente uma casa abandonada em Sunset Park, um bairro perigoso de Brooklyn. Bing, o cabecilha, toca bateria e dirige o Hospital das Coisas Escangalhadas, onde conserta relíquias de um passado mais próspero. Ellen, uma artista melancólica, é assaltada por visões eróticas. Alice está a fazer uma tese sobre a forma como a cultura popular encarava o sexo no pós-guerra. Miles vive consumido por uma culpa que o leva a cortar todos os laços familiares. Em comum têm a busca por coerência, beleza e contacto humano. São quatro vidas que Paul Auster entrelaça em tantas outras para criar uma complexa teia de relações humanas, num romance sobre a América contemporânea e os seus fantasmas.
Porém, no momento em que Rogelio se afasta do grupo para testar a segurança da próxima etapa da viagem, desconhece que virou do avesso o próprio destino: doravante completamente só num país que desconhece, o jovem sofrerá uma experiência pró-xima da morte que, paradoxalmente, o fará renascer como homem no seio de uma comunidade algo visionária, visitada e admirada por grandes intelec-tuais – a aldeia de Vilarinho da Furna. Aí encontrará o amor, de muitas maneiras.
Exaustivamente investigado, narrado com mestria e beleza e com uma galeria de personagens admiráveis (entre as quais não podemos deixar de reconhecer, por exemplo, Miguel Torga), Rio Homem cruza duas histórias magistrais – a de um refugiado que perdeu todas as suas referências e a da aldeia comunitária que o acolheu e que hoje jaz submersa na albufeira de uma barragem.O tão aguardado regresso ao terno e hilariante mundo d’O Clube de Tricô de Sexta à Noite.
A época festiva que se aproxima é a altura ideal para a jovem Dakota Walker exibir os seus dotes culinários, isto se não estiver demasiado ocupada a tricotar na Walker & Filha, a mais acolhedora loja de lãs de Manhattan… Graças à família e às amigas do Clube de Tricô, Dakota conhece o verdadeiro valor da amizade. Nos anos que se seguiram à morte da mãe, todos a acarinharam e ajudaram a crescer. Entre confissões, desabafos, novas e antigas paixões, o grupo resiste à dura rotina nova-iorquina e continua a manter os seus hilariantes encontros de sexta-feira. Para Dakota abre-se agora a possibilidade de visitar a família materna, na Escócia, e rever as pessoas e os locais que marcaram a infância e juventude da mãe. Mas algo que pode ser determinante para o seu futuro está a prendê-la a Nova Iorque e a colocá-la perante um dilema que não permite segundas oportunidades…Christian é excêntrico, enigmático, o mais famoso recluso da aristocracia inglesa. Vive isolado, não tem amigos e o seu coração nunca foi tomado por ninguém… com excepção de Leona, uma mulher determinada, exótica, belíssima. Mas isso aconteceu em Macau, naquela que parece ter sido uma outra vida.
As notícias da chegada de Leona a Londres deixam-no aturdido. Christian decide então que nada o impedirá de finalmente a possuir. Não podia saber que entre as famílias de ambos pulsam segredos impossíveis de ignorar… e que o grande amor da sua vida acalenta um mortal desejo de vingança!
Uma viagem no tempo até uma era marcada por escândalos, intriga e desejos secretos, no novo e sensual romance de Madeline Hunter: a história de um homem capaz de arriscar tudo pela mulher que ama – até a revelação do seu mais secreto pecadoSmilla Jaspersen tem a neve em muito melhor conta do que o amor. Ela é especialista das propriedades físicas do gelo e vive num mundo de números, ciência e memórias. E, agora, está convencida de que ocorreu um crime terrível cuja vítima é Isaiah, um rapaz de seis anos. Para além da amizade que os unia, Smilla e Isaiah tinham em comum o facto de pertencerem à pequena comunidade de esquimós a viver em Copenhaga. Quando as conclusões do inquérito oficial apontam para acidente, Smilla suspeita. E à medida que reúne informação sobre o caso, apercebe-se das suas sombrias ligações. De uma expedição secreta à Gronelândia a uma estranha conspiração que data da Segunda Guerra Mundial, muito parece estar por explicar. Pelo seu amigo e por si, ela embarca numa jornada arrepiante de mentiras, revelações e violência que a levará de volta ao mundo branco que em tempos deixou para trás e onde um segredo explosivo aguarda debaixo do gelo…Durante os meses sombrios do colapso económico de 2008, quatro jovens ocupam ilegalmente uma casa abandonada em Sunset Park, um bairro perigoso de Brooklyn. Bing, o cabecilha, toca bateria e dirige o Hospital das Coisas Escangalhadas, onde conserta relíquias de um passado mais próspero. Ellen, uma artista melancólica, é assaltada por visões eróticas. Alice está a fazer uma tese sobre a forma como a cultura popular encarava o sexo no pós-guerra. Miles vive consumido por uma culpa que o leva a cortar todos os laços familiares. Em comum têm a busca por coerência, beleza e contacto humano. São quatro vidas que Paul Auster entrelaça em tantas outras para criar uma complexa teia de relações humanas, num romance sobre a América contemporânea e os seus fantasmas.
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Maria Teresa Horta vence Prémio Máxima Vida Literária
O Prémio Máxima Vida Literária foi atribuído, ontem, a Maria Teresa Horta pelo livro Poesia Reunida, publicado em Fevereiro de 2009 pela Dom Quixote. Constituído por Maria Helena Mira Mateus, António Carvalho, valter hugo mãe e Laura Luzes Torres, o júri, excepcionalmente, decidiu, deste modo, galardoar a escritora nascida em Lisboa em 1937.
Em Poesia Reunida, prefaciado por Maria João Reynaud, encontra-se coligida toda a obra poética publicada de Maria Teresa Horta, de 1960 (Espelho Inicial) até à actualidade, incluindo, também, obras inéditas, como o livro Feiticeiras, nunca antes editado em Portugal. Trata-se de uma cantata, musicada pelo compositor António Chagas Rosa, que ganhou a Victoire de la Musique, em França, em 2007.Ao longo das 850 páginas de Poesia Reunida são abordados temas como o erotismo e a intervenção social, sempre presentes na obra de Teresa Horta. É, como defende a própria, um testemunho da sua vida para os outros.
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O Guardião de Livros
Título: O Guardião de Livros
Autora: Cristina Norton
Editora: Livros d'Hoje
Sinopse:
Uma escrava muda conta um segredo guardado durante 200 anos; um escravo apaixona-se por quem não deve; uma carioca leva um português a descobrir as delícias do sexo; um cientista judeu a quem são confiados dois livros raros naufraga nas ilhas Malvinas. Estas são algumas das personagens deste romance, que nos narra a vida de Luís Joaquim dos Santos Marrocos, um bibliotecário hipocondríaco que, em 1811, atravessa o Atlântico rumo ao Brasil acompanhado por 76 caixotes cujo conteúdo era verdadeiramente precioso: no seu interior seguia a Real Biblioteca do Palácio de Ajuda, inicialmente esquecida no cais de Belém aquando da saída apressada da Corte portuguesa para o Brasil em 1808. A chegada ao Rio de Janeiro não foi fácil para Marrocos ao deparar-se com uma cidade onde nada o seduzia, - nem a comida, nem os cheiros, nem o calor - e com uma corte endividada, amante de cerimónias grandiosas e grosseira nos seus costumes diários. Mas tudo mudou quando conheceu Ana de Souza Murça. A autora descreve-nos uma vida rica em acontecimentos inesperados, onde a ironia se mistura com momentos comoventes.
Depois do sucesso de O Segredo da Bastarda Cristina Norton volta a deslumbrar-nos com o seu estilo expressivo e inovador assente numa pesquisa histórica séria. Este romance enfeitiçará e prenderá o leitor.
Depois do sucesso de O Segredo da Bastarda Cristina Norton volta a deslumbrar-nos com o seu estilo expressivo e inovador assente numa pesquisa histórica séria. Este romance enfeitiçará e prenderá o leitor.
Opinião:
Um romance histórico, já à partida um género que me atrai, em que uma das personagens é a Real Biblioteca, não me poderia passar ao lado!
Logo nas primeiras páginas me agradou a escrita de Cristina Norton, descritiva, recorrendo a metáforas imaginativas, fluída, mas profunda. E assim, embarquei com Marrocos em direcção ao Brasil, numa época de crescimento à custa do trabalho escravo e de onde a Coroa governava o país estendida ao sol.
Todos os factos curiosos sobre a interacção escravos-senhores me aliciam imenso e me deixam com vontade de ir procurar mais. Especialmente as histórias dos escravos que trabalharam, compraram a sua liberdade e prosperaram no seu negócio naquele clima hostil.
Quanto ao nosso "guardador", é uma personagem riquíssima, que mostra os traços da sua personalidade nos traços da sua escrita nas cartas (verídicas) para a família. Envolve-se numa história amorosa que deveria ser frequente naqueles dias.
Guardo, deste livro, vontade de procurar mais sobre a época, porém tenho alguma pena de a biblioteca não ter sido ainda mais determinante para a acção.
Um romance que desce a sítios negros da nossa história, mas que nos deixa com vontade de nos embrenharmos um pouco mais.
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Romance Histórico
Leonor Xavier vence Prémio Máxima de Literatura 2010
O Prémio Máxima de Literatura foi hoje atribuído a Leonor Xavier pelo livro "Casas Contadas", editado pela ASA em 2009.
O júri, constituído por António Carvalho, Maria Helena Mira Mateus, Valter Hugo Mãe e a directora da revista, Laura Luzes Torres, tomou a decisão por unanimidade.
Uma vida contada através das treze casas a que Leonor Xavier chamou suas. O tema é tanto mais interessante quanto a autora viveu nessas casas experiências marcantes, não só para ela, mas para toda uma geração. Oriunda de uma família da média-alta burguesia, casada cedo com um jurista brilhante, com três filhos pequenos, passa do ambiente protegido de uma família tradicional numa casa da Lapa, para São Paulo, no Brasil, quando, em 1975, ela e o marido decidem começar uma nova vida fora de Portugal. A experiência - que foi certamente vivida por muitos portugueses que abandonaram Portugal nos anos 70 - é muito bem narrada no livro. Tudo é novo: a situação precária em que chegam, os trabalhos ocasionais, a nova escola dos filhos, a empregada brasileira, a solidariedade dos amigos que conhecem no Brasil, a língua diferente, os costumes muito mais livres. Mais tarde, o regresso a Portugal, a adaptação ao país diferente que vem encontrar, o recomeçar de novo,integrando na sua nova vida o espírito optimista, sem preconceitos e convivial que foi talvez, para além dos muitos amigos, o que de melhor lhe ficou da experiência brasileira. Numa escrita colorida e muito pessoal, Leonor Xavier dá-nos o retrato de dois mundos muito diversos que ela conseguiu conciliar como ninguém.
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Prémios
Vencedores do Passatempo "Descalças"
Com um pouco de atraso, iremos hoje anunciar os vencedores do passatempo "Descalças", bastante concorrido (mais de quatrocentas partipações!).
Os três sortudos são:
Francisco Nunes - Santarém
Ana Santos - Figueiró dos Vinhos
Marta Matias - Póvoa de Santa Iria
Muitos parabéns aos vencedores!
A toda a restante multidão que participou, esperamos que a sorte lhes sorria e que consigamos proporcionar mais e mais passatempos....
Boas leituras!
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Passatempo
Novidades Esfera dos Livros
D. Manuel estava nervoso, aquela era a mulher que sempre amara. Que sempre desejara. Já a noiva sentia-se resignada, na verdade, depois de ter ficado viúva de D. Afonso, filho de D. João II e herdeiro do trono de Portugal, sonhara enveredar por uma vida religiosa, ao serviço de Deus e dos mais necessitados. Mas quis o destino que os seus pais a entregassem a D. Manuel I, primo do seu falecido sogro.
Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel, a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel.
Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517.
Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.Na manhã de 5 de Outubro de 1910, em Lisboa, um movimento revolucionário derrubou a Monarquia e proclamou a República Democrática.
Em Nobre Povo – Os Anos da República, Jaime Nogueira Pinto faz a crónica de um dos tempos mais agitados, apaixonantes e trágicos da História de Portugal. Um tempo dominado por líderes fortes, polémicos e carismáticos, como o democrático Afonso Costa ou o popular Sidónio Pais, e por idealistas determinados, como Machado Santos ou Paiva Couceiro.
Um tempo de costumes pouco brandos, mas muito português, animado por uma luta política e ideológica de razões e convicções fortes, entre livres-pensadores e católicos, republicanos e monárquicos, moderados e radicais, e marcado por conspirações, «inventonas», pronunciamentos militares, golpes de Estado, revoltas e revoluções – com marinheiros nas ruas, militares na política, povo nas trincheiras, padres combatentes e civis armados. «A Sociedade Medieval Portuguesa torna-se “uma Bíblia”. Ninguém discorreu sobre as funções e os ritmos de trabalho do homem medieval, sobre as suas condições de habitabilidade, higiene ou saúde, sobre as suas manifestações exteriores de vestuário e mesa, sobre os seus afectos e crenças, sobre os seus valores culturais ou distracções ou sobre os seus modos de encarar a morte, sem recorrer a essa obra fundamental. E nela sempre encontrou - o que é marca identitária do seu autor em toda a sua produção científica - uma clara e sistemática exposição de cada tema, apresentada com clareza e objectividade, suportada por um vocabulário técnico-científico miudamente explicitado, e fundamentada numa ampla e sistemática investigação de fontes, sempre abonadas e em pleno identificadas.»
Isabel de Aragão tornava-se a primeira das damas do novo soberano de Portugal, mas o casamento durou pouco mais de um ano e, para grande tristeza de D. Manuel, a sua doce mulher esvaiu-se em sangue aquando do nascimento do seu primeiro filho, D. Miguel.
Era preciso arranjar uma nova mulher. D. Maria de Aragão, sua cunhada com quem casou em 1500. Mas mais uma vez o fim seria trágico. D. Manuel voltava a cair numa profunda tristeza ao ver a sua amante, fiel companheira e conselheira dar o último suspiro em 1517.
Não era justo passar pelo mesmo sofrimento. D. Manuel ameaçou abdicar em nome do seu filho D. João, retirar-se para um mosteiro, mas para surpresa de muitos, ao olhar para o retrato de D. Leonor de Aragão, prometida do seu filho e herdeiro D. João III, o soberano enamorou-se de novo.Na manhã de 5 de Outubro de 1910, em Lisboa, um movimento revolucionário derrubou a Monarquia e proclamou a República Democrática.
Em Nobre Povo – Os Anos da República, Jaime Nogueira Pinto faz a crónica de um dos tempos mais agitados, apaixonantes e trágicos da História de Portugal. Um tempo dominado por líderes fortes, polémicos e carismáticos, como o democrático Afonso Costa ou o popular Sidónio Pais, e por idealistas determinados, como Machado Santos ou Paiva Couceiro.
Um tempo de costumes pouco brandos, mas muito português, animado por uma luta política e ideológica de razões e convicções fortes, entre livres-pensadores e católicos, republicanos e monárquicos, moderados e radicais, e marcado por conspirações, «inventonas», pronunciamentos militares, golpes de Estado, revoltas e revoluções – com marinheiros nas ruas, militares na política, povo nas trincheiras, padres combatentes e civis armados. «A Sociedade Medieval Portuguesa torna-se “uma Bíblia”. Ninguém discorreu sobre as funções e os ritmos de trabalho do homem medieval, sobre as suas condições de habitabilidade, higiene ou saúde, sobre as suas manifestações exteriores de vestuário e mesa, sobre os seus afectos e crenças, sobre os seus valores culturais ou distracções ou sobre os seus modos de encarar a morte, sem recorrer a essa obra fundamental. E nela sempre encontrou - o que é marca identitária do seu autor em toda a sua produção científica - uma clara e sistemática exposição de cada tema, apresentada com clareza e objectividade, suportada por um vocabulário técnico-científico miudamente explicitado, e fundamentada numa ampla e sistemática investigação de fontes, sempre abonadas e em pleno identificadas.»
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Esfera dos Livros
Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010
Novidade Sextante Editora
Os problemas que antes se adivinhavam, e que infelizmente foram escamoteados, são hoje incontorná-veis. Analisando-os, Manuel Maria Carrilho avança com várias propostas, defendendo uma visão do País e do seu futuro centrada na urgente qualificação do território, das instituições e das pessoas, que lance as bases de uma Nova República.
No meio de uma crise que torna a intervenção pública um imperativo de cidadania, este livro procura, num registo simultaneamente político e pedagógico, estimular um debate fundamental sobre os proble-mas do nosso tempo e do nosso País.
Manuel Maria Carrilho terá sido demitido das suas funções como Embaixador de Portugal na UNESCO devido à publicação deste livro e à entrevista que a propósito dele deu ao semanário Expresso.
No meio de uma crise que torna a intervenção pública um imperativo de cidadania, este livro procura, num registo simultaneamente político e pedagógico, estimular um debate fundamental sobre os proble-mas do nosso tempo e do nosso País.
Manuel Maria Carrilho terá sido demitido das suas funções como Embaixador de Portugal na UNESCO devido à publicação deste livro e à entrevista que a propósito dele deu ao semanário Expresso.
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Sextante Editora
Novidades Papiro Editora
A viagem é uma forma privilegiada de acesso ao conhecimento; possibilita a reflexão e o crescimento pessoal.
Por isso, quem tem alma de viajante procura a diferença, não a semelhança. E ser viajante é muito mais do que ser turista: é percorrer o mundo como uma criança, mastigar devagar alimentos que não se conhecem, experimentar sensações novas, ver tudo como se fosse a primeira vez; é deixar que outras pessoas e outras culturas nos emocionem e nos deixem mais ricos como seres humanos.Este é o testemunho de uma mãe que assistiu à luta da filha contra o cancro.
Margot faleceu a 31 de Agosto de 2007, um dia depois do seu aniversário. Tinha 24 anos.
Ana Paula Pinto não baixou os braços e continua ainda hoje a lutar contra o
cancro.
Esta é uma história de amor que não terminou. E é também uma chamada de atenção para a necessidade de apoiar os doentes oncológicos em Portugal, sobretudo no que respeita aos cuidados paliativos. (O Estado cobra 21% de IVA pelo aluguer de uma cama articulada ou de uma cadeira de rodas. Serão estes artigos de “luxo”?).A obra que aqui se apresenta é resultado de alguns anos de considerações. Não só porque se trata de uma antologia de textos redigidos em momentos distintos que não se deixam arrumar com uma cronologia linear, convidando o leitor a começar a aventura em qualquer ponto que entenda, mas também porque o projecto foi idealizado muito antes, pelo que, muitas das exigências e aspirações que tinha fizeram caminho, tornando-se neste desígnio de escrita.
Em boa verdade, poderia subsumir os meus textos a relatos de surfadas em diversos pontos do país e do estrangeiro, porque já são efectivamente muitos os momentos que registei como surfista. Porém, as reflexões neles inscritas significam que a necessidade de escrever é congénita à minha escrita, dando-lhe contornos que vão além da narrativa de uma prática que considero fabulosa. Seria redutor não atentar nesta faceta, já que muitas são as temáticas tratadas sob a forma de lirismo; muitos os relatos de viagens, lugares e histórias alheias a que senti necessidade de formar assentamento. Depois, a luta pela palavra adequada traduziu-se num duplo crescimento, sempre inacabado – como maturação pessoal e apuramento formal – que julgo ser perceptível ao longo dos textos.Antes de mais é importante referir o triplo prefácio deste livro, coisa nunca antes vista!
Para quem não conhece o João Anjos, autor de “Finalmente Sol” e ainda está a reunir as razões para comprar este livro, sente-se (mesmo) e prepare-se para a longa lista que aí vem. Dono de uma capacidade muito própria de observar o Mundo e as pessoas que nele se passeiam, tenho a certeza que o João fotografou com o seu olhar cada gesto que o marcou. Os textos pulsam momentos passados e criados pelo seu génio no qual sempre acreditei. Os lugares, os olhares e as palavras ficam para sempre guardados pelos devidos intervenientes. As fotografias que dão brilho (e muito!) às palavras são pequenos momentos em que a vida parou para que a pudesses contemplar. À tua maneira.
João, és a recriação diária da tua própria genialidade. Estou certa de que deste brilho à vida de muita gente e que serás sempre o sol de quem te lê.
Ler-te é sentir o que ficou por dizer. De uma forma perfeita.É clara a metáfora alusiva a um mundo que a autora teve o privilégio de viver na sua infância mas porque esse mundo se perdeu no tempo, o seu maior desejo é descrevê-lo "a todas as crianças eternas, seres que tal como a T conseguem voar pela vida e pelo Universo sem fim...
"PARA LÁ DO SOL" é a descrição de uma viagem feita por 2 meninas, a T e a Y a um mundo de seres fantásticos apenas através da imaginação. A T que é mais velhinha, ensinou a Y a não ter medo nem de fechar os olhos nem de sonhar e de voar com o seu pensamento até onde quiser; o percurso é muito bonito, pois encontraram gaivotas, nuvens fofinhas onde pararam para dormir e um lindo castelo com um coração ao alto por onde tiveram de passar para chegar ao outro lado do Universo; O Olho-de-Mar deixou-as entrar e encontraram então o mundo dos Y´s, os seres de luz que não têm forma e não sabem falar em palavras, só em música; os Y´s explicaram-lhes então que todas as crianças eternas da Terra já foram e voltarão a ser como eles um dia e que o seu trabalho é ensinar a essas crianças o caminho de regresso ao Universo.
Claro que a T e A Y assim que chegaram á terra outra vez foram logo contar tudo isto a todos os seus amigos lá da escola que ficaram super entusiasmados e pediram á T para lhes descrever ainda melhor o mundo dos Y´s, o que a T fará então no 2º livro da trilogia "Para lá do Sol".
Por isso, quem tem alma de viajante procura a diferença, não a semelhança. E ser viajante é muito mais do que ser turista: é percorrer o mundo como uma criança, mastigar devagar alimentos que não se conhecem, experimentar sensações novas, ver tudo como se fosse a primeira vez; é deixar que outras pessoas e outras culturas nos emocionem e nos deixem mais ricos como seres humanos.Este é o testemunho de uma mãe que assistiu à luta da filha contra o cancro.
Margot faleceu a 31 de Agosto de 2007, um dia depois do seu aniversário. Tinha 24 anos.
Ana Paula Pinto não baixou os braços e continua ainda hoje a lutar contra o
cancro.
Esta é uma história de amor que não terminou. E é também uma chamada de atenção para a necessidade de apoiar os doentes oncológicos em Portugal, sobretudo no que respeita aos cuidados paliativos. (O Estado cobra 21% de IVA pelo aluguer de uma cama articulada ou de uma cadeira de rodas. Serão estes artigos de “luxo”?).A obra que aqui se apresenta é resultado de alguns anos de considerações. Não só porque se trata de uma antologia de textos redigidos em momentos distintos que não se deixam arrumar com uma cronologia linear, convidando o leitor a começar a aventura em qualquer ponto que entenda, mas também porque o projecto foi idealizado muito antes, pelo que, muitas das exigências e aspirações que tinha fizeram caminho, tornando-se neste desígnio de escrita.
Em boa verdade, poderia subsumir os meus textos a relatos de surfadas em diversos pontos do país e do estrangeiro, porque já são efectivamente muitos os momentos que registei como surfista. Porém, as reflexões neles inscritas significam que a necessidade de escrever é congénita à minha escrita, dando-lhe contornos que vão além da narrativa de uma prática que considero fabulosa. Seria redutor não atentar nesta faceta, já que muitas são as temáticas tratadas sob a forma de lirismo; muitos os relatos de viagens, lugares e histórias alheias a que senti necessidade de formar assentamento. Depois, a luta pela palavra adequada traduziu-se num duplo crescimento, sempre inacabado – como maturação pessoal e apuramento formal – que julgo ser perceptível ao longo dos textos.Antes de mais é importante referir o triplo prefácio deste livro, coisa nunca antes vista!
Para quem não conhece o João Anjos, autor de “Finalmente Sol” e ainda está a reunir as razões para comprar este livro, sente-se (mesmo) e prepare-se para a longa lista que aí vem. Dono de uma capacidade muito própria de observar o Mundo e as pessoas que nele se passeiam, tenho a certeza que o João fotografou com o seu olhar cada gesto que o marcou. Os textos pulsam momentos passados e criados pelo seu génio no qual sempre acreditei. Os lugares, os olhares e as palavras ficam para sempre guardados pelos devidos intervenientes. As fotografias que dão brilho (e muito!) às palavras são pequenos momentos em que a vida parou para que a pudesses contemplar. À tua maneira.
João, és a recriação diária da tua própria genialidade. Estou certa de que deste brilho à vida de muita gente e que serás sempre o sol de quem te lê.
Ler-te é sentir o que ficou por dizer. De uma forma perfeita.É clara a metáfora alusiva a um mundo que a autora teve o privilégio de viver na sua infância mas porque esse mundo se perdeu no tempo, o seu maior desejo é descrevê-lo "a todas as crianças eternas, seres que tal como a T conseguem voar pela vida e pelo Universo sem fim...
"PARA LÁ DO SOL" é a descrição de uma viagem feita por 2 meninas, a T e a Y a um mundo de seres fantásticos apenas através da imaginação. A T que é mais velhinha, ensinou a Y a não ter medo nem de fechar os olhos nem de sonhar e de voar com o seu pensamento até onde quiser; o percurso é muito bonito, pois encontraram gaivotas, nuvens fofinhas onde pararam para dormir e um lindo castelo com um coração ao alto por onde tiveram de passar para chegar ao outro lado do Universo; O Olho-de-Mar deixou-as entrar e encontraram então o mundo dos Y´s, os seres de luz que não têm forma e não sabem falar em palavras, só em música; os Y´s explicaram-lhes então que todas as crianças eternas da Terra já foram e voltarão a ser como eles um dia e que o seu trabalho é ensinar a essas crianças o caminho de regresso ao Universo.
Claro que a T e A Y assim que chegaram á terra outra vez foram logo contar tudo isto a todos os seus amigos lá da escola que ficaram super entusiasmados e pediram á T para lhes descrever ainda melhor o mundo dos Y´s, o que a T fará então no 2º livro da trilogia "Para lá do Sol".
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Vencedores do Passatempo "A Cozinha é um Laboratótio"
E eis que serão revelados os 3 vencedores de um exemplar desde divertido "A Cozinha é um Laboratório"! Com mais de 150 participações somadas, este livro parece agradar a um grupo restrito de leitores. Mesmo assim, não há exemplares para todos, pelo que aqui ficam os nomes de quem foi, desta feita, tocado pela sorte:
Cátia Oliveira - Águeda
Joana Pereira - Lisboa
Eduarda André - Stª Mª da Feira
Muitos parabéns às 3 vencedoras! Que este livro enriqueça a vossa mesa e satisfaça a vossa curiosidade!
Para quem ainda não foi desta, não há muito a dizer a não ser: PARTICIPEM! Temos muitos passatempos a decorrer e mais uns quantos à espera! Boa sorte!
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Gonçalo M. Tavares candidato aos prémios Femina Étranger e Médicis 2010 (França)
Gonçalo M. Tavares é um dos finalistas ao Femina Étranger com o livro Aprender a Rezar na Era da Técnica, anunciou o júri do Prix Femina ontem à noite.
O mesmo autor foi ainda seleccionado , com o mesmo livro, para o Prix Médicis para romances estrangeiros ao lado de autores como Thomas Pynchon, William Boyd ou Per Petterson. Aprender a Rezar na Era da Técnica chegou já às livrarias francesas, juntamente com mais um volume da colecção O Bairro.
Os «Livros Negros» de Gonçalo M. Tavares têm um novo Reino: Aprender a rezar na Era da Técnica.Lenz Buchmann é um homem atroz. Como médico, despreza os doentes. Como político, despreza a sociedade. Como marido..., como irmão... Como filho, enaltece irracionalmente o pai porque é assim que se comportam os homens desprezíveis.
Depois de Um Homem: Klaus Klump, A Máquina de Joseph Walser e Jerusalém, Aprender a rezar na Era da Técnica mantém o mesmo olhar agreste e tantas vezes sombrio sobre a condição humana: «O que vês quando olhas para onde todos olham?».
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Passatempo "Anástasis"
Iniciamos mais um passatempo, e com este mais uma parceria! Inéditamente, temos para oferecer um exemplar de "Anástasis", um livro publicado pela própria autora, tendo sido o exemplar cedido pela mesma. Muito obrigado, Maria Araújo Lima!
Como sempre, para se habilitarem a receber este livro na vossa caixa do correio, basta responderem acertadamente a todas as questões colocadas no formulário abaixo.
O passatempo decorrerá até dia 5 de Outubro e os resultados serão posteriormente publicados no blogue.
Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.
Poderão encontrar as respostas aqui! Boa sorte e boas leituras para todos!
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There Was A Story - uma nova revista online sobre literatura e escrita!
Uma nova revista sobre livros e escrita chegou à web portuguesa! Esta é já a segunda edição de "There Was a Story" que promete crescer e ter muito mais para mostrar! Leia, participem, escrevam! Espreitem a revista aqui e deixem o vosso comentário sobre a mesma!
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Passatempos Portugal
Quem pelos blogues de livros vai passeando, está habituado a que estes organizem muitos e variados passatempos com oferta de livros. No entanto, não é só neste tipo de blogues que podem encontrar novas oportunidades de leitura de graça!
O blogue Passatempos Portugal, de um género completamente diferente, tem vindo a realizar passatempos em colaboração com editoras oferecendo livros, como podem ver aqui e aqui! Aos amantes dos mesmos, e a todos os que por cá participam, não custa participar e sempre é mais uma hipótese de receber um novo companheiro lá em casa! Boa sorte a todos!
E boas leituras!
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Terça-feira, 28 de Setembro de 2010
Novidades BIS
Este romance recupera factos e histórias que Francisco Moita Flores não incluiu na série que escreveu para a RTP com o título A Ferreirinha. Narra a epopeia da luta contra a filoxera, uma praga que, na segunda metade do século XIX, ia destruindo definitivamente as vinhas do Douro. O autor criou um bacharel detective – Vespúcio Ortigão – que, na Régua, persegue um serial killer, confrontando-se com o medo, com as superstições, com as crenças do Portugal Antigo que, temente a Deus e ao Demónio, estremecia perante o flagelo da praga e dos crimes. É uma ficção, é certo, mas também um retalho de vida feita de muitos caminhos que a memória vai aconchegando conforme pode.“ (…) Ouve-se um barco a roncar algures no rio. Nisto, o Corvo salta para um pequeno relvado aos pés dum monumento, e no relvado descobre, o quê?, uma moeda. Prata a luzir, o que ele gosta disso. Rapidamente, deita-lhe o bico e procura um sítio para a enterrar. Um corvo, como qualquer cidadão, tem todo o direito a brincar com o dinheiro, não é assim?”Na obra Da Liberdade de Pensamento e de Expressão, John Stuart Mill defende o direito que o indivíduo tem de pensar e agir. Não preconiza a irresponsabilidade, o pensar e o agir segundo o que aprouver ao indivíduo, e sim a responsabilidade, a liberdade de saber o que pensar e o que fazer. Que cada indivíduo opte, em liberdade, por determinada maneira de pensar e agir – eis o pensamento central do autor.Uma saga que irresistivelmente arrasta o leitor ao longo de cinco mundos, vividos e pensados através da obsessiva busca da felicidade que move os seus protagonistas. Concebida polifonicamente como a descrição dos vários modos de viver a amargura que medeia entre o abandono da terra e o retorno ao domínio do que é familiar, esta peregrinação possível, em tempos de escassez de aventura, é a definitiva lição de que o regresso não se limita a perfazer o círculo e constitui uma visão fascinante do Portugal que todos, de uma maneira ou de outra, conhecemos.O Deus das Pequenas Coisas é a história de três gerações de uma família da região de Kerala, no Sul da Índia, que se dispersa por todo o mundo e se reencontra na sua terra natal. Uma história feita de muitas histórias. As histórias dos gémeos Estha e Rahel, nascidos em 1962, por entre notícias de uma guerra perdida. A de sua mãe Ammu, que ama de noite o homem que os filhos amam de dia, e de Velutha, o intocável deus das pequenas coisas. A da avó Mammachi, a matriarca cujo corpo guarda cicatrizes da violência de Pappachi. A do tio Chacko, que anseia pela visita da ex-mulher inglesa, Margaret, e da filha de ambos, Sophie Mol. A da sua tia-avó mais nova, Baby Kochamma, resignada a adiar para a eternidade o seu amor terreno pelo padre Mulligan. Estas são as pequenas histórias de uma família que vive numa época conturbada e de um país cuja essência parece eterna. Onde só as pequenas coisas são ditas e as grandes coisas permanecem por dizer.Primeiro as Senhoras não é uma continuação da Crónica dos Bons Malandros, o best-seller que revelou Mário Zambujal como um autor de surpreendente originalidade e humor. Mas neste livro voltamos a encontrar um «bom malandro», com as suas aventuras, fantasias e emoções. A história conta-se num depoimento do protagonista a um silencioso inspector da Polícia que, tal como os leitores, página a página, vai conhecendo o currículo da personagem e os passos de um golpe que o levou a passar nove dias sequestrado. Sem perder de vista o destino da viagem, o passageiro é convidado a ir-se demorando em sucessivos apeadeiros, onde não faltam motivos para uma boa gargalhada ou para um gostoso sorriso de cumplicidade.“Descia Mercator umas pequenas escadas quando deparou com o filósofo, pobremente vestido, sentado no chão, contra a parede, a comer lentilhas. Arrogante, mais do que era seu costume, cheio de vaidade pela riqueza que ostentava, e pelo estômago farto, disse, para Diógenes: – Se tivesses aprendido a bajular o rei, não precisavas de comer lentilhas. E riu-se depois, troçando da pobreza evidenciada por Diógenes. O filósofo, no entanto, olhou-o ainda com maior arrogância e altivez. Já tivera à sua frente Alexandre, o Grande, quem era este, agora? Um simples homem rico? Diógenes respondeu. À letra: – E tu – disse o filósofo – se tivesses aprendido a comer lentilhas, não precisavas de bajular o rei."
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Vencedores do Passatempo "Mentiras Cruéis"
Estamos de volta e vamos já recomeçar a distribuir livros! O Passatempo "Mentiras Cruéis", que contou com um pouco mais do que 200 participações, teve 3 vencedoras:
Isa Rodrigues - Avanca
Marta Ambrósio - Caldas da Rainha
Elisa Carvalho - Estarreja
Muitas parabéns às vencedoras!
Os vencedores dos outros passatempos em atraso seguir-se-ão nos próximos dias.
Boas leituras!
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Saída de Emergência
Passatempo Extra - "A Queda dos Gigantes"
Eis que chegámos cansados e deslumbrados pelo que vimos mas, depois de um banho, voltamos ao nosso compromisso com o Páginas Desfolhadas! E que melhor forma para inaugurar o regresso do que dar inicio a um passatempo extra?
Com a preciosa colaboração da Editorial Presença, temos o orgulho de ter para oferecer um exemplar do novíssimo "A Queda dos Gigantes", escrito pela mão do já consagrado Ken Follett.
Para se habilitarem a receber esta preciosidade em casa, basta responderem acertadamente a todas as questões colocadas no formulário abaixo.
O passatempo decorrerá até dia 3 de Outubro e os resultados serão posteriormente publicados no blogue.
Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.
Poderão encontrar as respostas aqui! Boa sorte e boas leituras para todos!
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Domingo, 26 de Setembro de 2010
Novidade Planeta
O novo romance de Barbara Kyle passa-se na Inglaterra dos Tudor, durante o reinado de Maria I, a rainha sanguinária (bloody Mary, em inglês) e apresenta dados inéditos sobre este conturbado período da história europeia.
No livro, a autora levanta a possibilidade da soberana ter queimado os ossos de Henrique VIII, seu pai, criando assim a dúvida se de facto este está sepultado onde se crê estar.
Rico em detalhes de uma época pródiga em episódios e personagens fascinantes, A Filha do Rei não poupa o leitor a imagens cruas e impressionantes sobre o cárcere de famílias inteiras, sobre alianças maquiavélicas em torno do poder e sobre a luta de uma mulher pelo futuro de uma nação… Isabel I.
No livro, a autora levanta a possibilidade da soberana ter queimado os ossos de Henrique VIII, seu pai, criando assim a dúvida se de facto este está sepultado onde se crê estar.
Rico em detalhes de uma época pródiga em episódios e personagens fascinantes, A Filha do Rei não poupa o leitor a imagens cruas e impressionantes sobre o cárcere de famílias inteiras, sobre alianças maquiavélicas em torno do poder e sobre a luta de uma mulher pelo futuro de uma nação… Isabel I.
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Planeta
Sábado, 25 de Setembro de 2010
Passatempo "História Política do Diabo"
Eis que se inicia mais um passatempo com a colaboração da Guerra & Paz, pelo que temos para oferecer 3 exemplares de "História Política do Diabo"! Estes serão sorteados entre os leitores que respondam correctamente às questões abaixo colocadas!
O passatempo decorrerá até dia 01 de Outubro e os resultados serão posteriormente publicados no blogue.
Só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.
Poderão encontrar as respostas às questões colocadas aqui no blogue! Boa sorte e boas leituras para todos!
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Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010
Novidade Booksmile
Vida é o poema motivacional que já percorreu o mundo e inspirou milhões de pessoas. Com um forte carácter sugestivo, Vida é um guia emocional cuja leitura se destina a atrair boas energias e a encarar a vida com ânimo, em todas as situações. As páginas do poema estão ilustradas com fotografias que enfatizam a sua mensagem, que iluminam o espírito e o caminho para a felicidade. Já perdoei erros quase imperdoáveis é o subtítulo que resume a inspiradora mensagem deste poema: a disseminação de amor e tolerância para com o próximo.
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Novidades Cavalo de Ferro
Fugido de casa após ter descoberto que o seu pai, um político conservador irlandês, está para casar com Rose, a jovem professora de piano com quem ele teve uma intensa e passional história de amor, Donal Gore, desiludido pela dupla traição, ruma a Espanha para combater na Guerra Civil do lado do exército republicano. Feito prisioneiro, à espera de ser fuzilado, Donal sobrevive revivendo o seu passado: as noites de pesca com o pai, os seus intermináveis silêncios, o vazio deixado pela morte precoce da sua mãe, a chegada de Rose. Libertado por um oficial alemão que, em troca, pretende que ele se torne no seu informador, Donal regressa à Irlanda. À sua espera encontra Rose e o seu pai, bastante mudado. Algo de terrível deve ainda acontecer na relação deles. A política e a espionagem, que fazem agora parte da vida de Donal, farão precipitar os acontecimentos, mostrando a Donal que, mesmo na complicada reconciliação com o mundo, o seu destino será sempre o da traição.Livro vencedor do prestigiado World Fantasy Award, «A biblioteca» reúne seis histórias fantásticas ligadas à bibliofilia, fazendo-nos pensar em Jorge Luis Borges e na sua biblioteca infinita, mas também no universo de Kafka ou de Umberto Eco. No conto de abertura, um escritor descobre um site onde todos os seus livros, inclusive os que ainda não escreveu, se podem consultar; num outro, uma comum biblioteca transforma-se durante a noite num arquivo de almas; noutro, ainda, o Diabo decide estabelecer os níveis da literacia infernal...O romance, que se situa em inícios do século XX, acompanha a passagem da infância para a vida adulta do jovem Álfgrímur. Abandonado pela mãe em Brekkukot, uma propriedade rural na periferia de Reykjavík – então uma pequena cidade de poucos habitantes e sob o domínio dinamarquês –, a infância de Álfgrímur decorre de forma idílica entre os trabalhos domésticos na quinta, com a avó adoptiva que recita os rímur e as antigas sagas islandesas, a aprendizagem de latim e a audição, à noite, das histórias dos excêntricos habitantes de Brekkukot.
Álfgrímur, que sonha um dia tornar-se pescador, tal como o seu avô, vê no entanto todos os seus projectos de futuro serem abalados pelo regresso a casa do Garõar Hólm. Famoso cantor lírico, orgulho da Islândia, a vida de Garõar está porém envolta num misterioso segredo, que caberá a Álfgrímur desvelar, ligando para sempre a sua vida à desta estranha personagem. Será Garõar a fazer com que Álfgrímur se apaixone pela música, incitando-o a alcançar com o canto da sua voz a «Nota Pura».
Álfgrímur, que sonha um dia tornar-se pescador, tal como o seu avô, vê no entanto todos os seus projectos de futuro serem abalados pelo regresso a casa do Garõar Hólm. Famoso cantor lírico, orgulho da Islândia, a vida de Garõar está porém envolta num misterioso segredo, que caberá a Álfgrímur desvelar, ligando para sempre a sua vida à desta estranha personagem. Será Garõar a fazer com que Álfgrímur se apaixone pela música, incitando-o a alcançar com o canto da sua voz a «Nota Pura».
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