Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Entrevista com Sofia Pinto Coelho - autora de "As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa"

Licenciada em Direito, Sofia Pinto Coelho é jornalista. Começou no Expresso e, desde 1992, trabalha na SIC, onde se especializou em temas jurídicos. Coordenou e apresentou o programa Falar Direito (SIC Notícias), que ganhou o «Prémio Justiça e Comunicação Social Dr. Francisco Sousa Tavares», atribuído pela Ordem dos Advogados. Actualmente coordena o programa «Perdidos e Achados». Especialista em Media and Justice, publicou Jornalistas e Tribunais (Quetzal Editores). Pela reportagem Vinte Anos Depois ganhou o Prémio Especial do Júri no Festival de Cinema de Cartagena de las Índias, Colômbia.

A autora de "As Extraordinárias Aventuras da Justiça Portuguesa" teve a enorme gentileza de responder a algumas perguntas ao Páginas Desfolhadas. Vejam o que a autora e jornalista acrescenta sobre o nosso sistema judicial:

Páginas Desfolhadas: Desde há quanto tempo junta estas pequenas pérolas da nossa justiça? 
Sofia Pinto Coelho: Em 1992 comecei a trabalhar na SIC, onde me especializei em temas jurídicos e, desde então, fui coligindo recortes de imprensa que utilizava como instrumentos de trabalho. Quando a editora “Esfera dos Livros” me propôs este livro, decidi vasculhar o “baú” e apercebi-me que, no meio de estatísticas, entrevistas e relatórios, tinha também recolhido uma dose significativa de “aventuras da justiça”.  

PD: Certamente que ainda ficaram muitas histórias para contar. Será que algumas com final feliz?
SPC: Há, evidentemente, muitas histórias com final feliz mas dessas a imprensa não se ocupa pois não são notícia. 

PD: Depois de ler o seu livro ficamos a pensar que afinal a Justiça não funciona tão mal quanto se diz, funciona muito pior. Era esta a ideia que pretendia passar? 
SPC: Creio que, regra geral, da Justiça ouvimos apenas falar dos casos mediáticos e das “guerras de alecrim e manjerona” em que os dirigentes judiciais se envolvem. O que pretendi foi mostrar casos concretos de pessoas que foram gravemente afectadas pela paralisia e autismo da Justiça.

PD: Qual o episódio que mais a fez rir? E qual lhe deu maior vontade de chorar?
SPC: Não consigo destacar nem um, nem outro. Algumas histórias, de facto, fazem rir mas, quando vemos o efeito trágico que podem ter na vida das pessoas, esse sorriso desvanece-se. A Justiça é um assunto muito sério.

PD: Haverá solução para o caos que está instalado no nosso sistema judicial? Qual será o elo mais fraco desta cadeia? 
SPC: O “caos” reside sobretudo nos vícios burocráticos, na inércia institucional e na desresponsabilização política. Porém, já se percebeu que as corporações – juízes, procuradores, advogados e funcionários – não farão a sua “auto-reforma”. Por outro lado, o poder político - ministro e deputados – sempre se alhearam do funcionamento dos tribunais. Talvez só se consiga a mudança no dia em que os responsáveis políticos forem eleitos através de círculos uninominais (e aí poderem ser responsabilizados individualmente), o ministro da Justiça for responsabilizado quando algum caso prescrever, for adiado por motivos fúteis ou tiver de ser repetido por causa da avaria na gravação do som e quando os magistrados forem mais penalizados pelas decisões absurdas que tomarem.

PD: Acredita que ainda é feita Justiça em Portugal?
SPC: Todos os dias há milhares de processos que decorrem com normalidade, dirigidos por magistrados, advogados e funcionários competentes e dedicados. O problema é que ainda existe uma elevada taxa de “anomalias”.

PD: Para quem, de entre o mundo dos leigos, estiver interessado em ler um pouco mais sobre o funcionamento do sistema judicial, que literatura aconselha?
SPC: Tirando as monografias e estudos técnicos, não conheço, em Portugal, muita literatura sobre o tema. Há algumas compilações de artigos de opinião de dirigentes (casos de António Cluny, Cunha Rodrigues, António Marinho Pinto, José Miguel Júdice). Em relação aos magistrados, destacaria Fátima Mata-Mouros (sobre escutas telefónicas e outro livro sobre a presunção de inocência), Maria José Morgado (sobre corrupção) e José Marques Vidal.
Recentemente, vários jornalistas publicaram livros de casos mediáticos. O advogado Francisco Teixeira da Mota, que mantém uma coluna no jornal “Público”, publicou sobre o caso Alves dos Reis e, recentemente, uma obra sobre liberdade de imprensa. Para quem gosta da “paródia judicial” recomenda-se o “Levante-se o réu” de Rui Cardoso Martins.

PD: Sabemos que tem mais um livro publicado sobre uma temática semelhante. Planeia continuar a trazer a público os meandros obscuros da nossa Justiça?
 
SPC: Escrevi “Jornalistas e Tribunais” (Quetzal Editores), uma espécie de “guia” para os jornalistas que comecem a fazer jornalismo judicial, que contém ainda uma exaustiva compilação de jurisprudência relevante sobre direito ao bom nome, imagem e privacidade.
Sim, tenciono publicar mais um livro sobre esta temática.

PD: Agora um desafio pouco original: consegue definir a Justiça Portuguesa numa só palavra?
SPC: Roleta-russa.

PD: Agradecemos imenso toda a disponibilidade e desejamos-lhe as maiores felicidades! Gostaria de deixar mais alguma mensagem aos nossos seguidores?
SPC: Não merecemos a Justiça que temos, mas contribuímos para que assim seja, através do alheamento. Não podemos abdicar da exigência cívica e acredito que cada um de nós, na sua esfera de influência, tem um papel a desempenhar, nem que seja gritar que o país precisa desesperadamente de uma Justiça segura e eficaz.

Robert Silverberg assina com a Antagonista

No âmbito da Colecção Мир, a Antagonista Editora concretizou a assinatura de um contrato de edição com o veterano autor americano Robert Silverberg, nome já certamente familiar entre os leitores portugueses de ficção científica e diversas vezes galardoado com os prémios Hugo (três vezes premiado) e Nébula (quatro vezes premiado).

Em Portugal já conta com 14 (catorze) obras publicadas, e pelo menos duas já traduzidas mas ainda sem editora, três delas escritas em parceria com Isaac Asimov.

Para os fãs portugueses do autor que queiram ler algo da autoria do mesmo antes do lançamento do livro, prevemos que para antes do Verão, podem sempre consultar o portal da Asimov's Science Fiction Magazine, da qual é um dos colaboradores residentes e onde disponibilizam alguns dos seus textos de não-ficção.

Uma Jangada de Pedra a Caminho do Haiti


  O Grupo Leya, a Editorial Caminho e a Fundação José Saramago lançaram no dia 26 de Janeiro, junto com vários parceiros, a campanha "Uma Jangada de Pedra a caminho do Haiti", acção de solidariedade para com as vítimas do sismo no Haiti. A ajuda será dada através da venda de uma edição especial do livro "A Jangada de Pedra", disponível nas livrarias portuguesas a partir da próxima sexta-feira. Os 15 Euros do valor do livro serão directamente doados, na sua totalidade, para o Fundo de Emergência da Cruz Vermelha Portuguesa.

  No seguimento de uma ideia da Fundação Saramago, a Leya mobilizou a sua estrutura, bem como todo um conjunto de entidades, de modo a tornar possível esta campanha, inédita em Portugal e operacionalizada em tempo recorde. A grande disponibilidade demonstrada pelos parceiros permitiu colocar em marcha esta acção. Estão envolvidos na campanha as seguintes empresas: Agfa, Eigal, Plásticos Pando, JDC, Ibero Fibra, Torras Papel, Inapa, Gráfica 99 e Ideias com Peso. Das entidades que aceitaram prontamente colaborar fazem também parte as livrarias e grandes superfícies que ofereceram os seus espaços para a venda do livro: Almedina, Bertrand, Sonae, Fnac, Auchan e Press linha bem como muitas outras das principais livrarias um pouco por todo o país serão os locais onde o livro poderá ser encontrado. Todos se disponibilizaram para trabalhar gratuitamente em prol do sucesso desta iniciativa.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Passatempo "O Não Também Ajuda a Crescer"

  Começa hoje mais um passatempo, desta feita em colaboração com a Esfera dos Livros. Temos para oferecer três exemplares de "O Não Também Ajuda a Crescer" de María Jesús Álava Reyes! Como sempre os vencedores serão sorteados de entre todos aqueles que responderem correctamente às questões que colocamos. O passatempo é válido até dia 5 de Fevereiro de 2010 e a lista de vencedores será publicada no blogue.
   Para não variar, só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

As respostas poderão ser encontradas no site da editora.

Novidade Guerra & Paz

A Guerra e Paz lança, especialmente para o dia dos namorados, o novíssimo Atreva-se! Caderno de Mensagens para Casais. Único e original no conceito, este pequeno livro é a prenda ideal para oferecer à sua cara-metade no dia de São Valentim.
Autora de vários bestsellers, dos quais se destaca Caderno de Rabiscos para Adultos que se Chateiam no Escritório (Guerra e Paz, 2007) com mais de 400.000 exemplares vendidos em todo mundo, Claire Faÿ regressa para levar a boa-disposição e o humor irreverente aos casais portugueses.

Vencedoras do Passatempo "O Cuco"

Este passatempo contou com mais de 250 participações! É fantástico ver a atenção que os autores nacionais atraem por entre os nossos seguidores. Os três vencedores, neste caso, vencedoras, de um exemplar de "O Cuco" são:

  Sónia Marques - Vila Nova da Barquinha
  Ana Mendes - Lisboa
  Maria José Novais - Macieira de Rates

  Muitos parabéns às vencedoras!
  Não se esqueçam de participar no Passatempo "O Pavilhão das Peónias". Boa sorte e boas leituras!

Novidades Quetzal

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Charlaine Harris em terra Lusa!

 
  Sim, está confirmado! No próximo dia 12 de Março, pelas 18 horas, Charlaine Harris estará no Maxime, em Lisboa (sim, em Portugal), a convite da Saída de Emergência, numa visita integrada na sua tournée Europeia.

A Opinião do Vencedor: "4 & 1 Quarto"

Título: 4 & 1 Quarto
Autora: Rita Ferro
Editora: Dom Quixote

Sinopse:
4 & 1 QUARTO conta a história de um casal que, num momento de desejo ou tédio, esquece as convenções para atrair à intimidade um homem e uma mulher. São quatro numa cama, como se fosse natural.
Mas não será sempre natural, o sexo? E mesmo que fosse: brutalizará ele o amor? Aqui, as duas mulheres revivem um segredo da puberdade, os dois homens descobrem-se e atrevem-se, e, embora extraviando-se da identidade e da pertença, jamais se perdem do Amor.

Um romance simultaneamente cru, humano, brutal e perverso, que aborda questões sensíveis como a tentação homossexual, a ambiguidade da amizade entre mulheres, as tensões sociais entre pessoas de diferentes origens e a persistência do contencioso feminino, apesar da evolução dos homens. E não só: insinua que os pecados da carne, com a sua presunção de culpa ou inocência, gozam de menos impunidade do que quaisquer outros. Como se a moral respondesse a quem a desafia, a Natureza não perdoasse a quem a subverte e a sociedade actual, parecendo moderna, permissiva e livre, se conservasse tão inclemente como deuses no paraíso.

Opinião da Vencedora:
Confesso que foi com alguma expectativa que comecei a ler "4&1 quarto" de Rita Ferro. Nunca tinha lido nada da autora e este título já me tinha despertado alguma curiosidade.

Achei a estória muito boa. Um envolvimento sexual de uma terceira e uma quarta pessoa numa relação a dois, cujo casamento parecia bem estável. A forma como esse envolvimento vai mudar para sempre as suas vidas, trazendo à tona um conflito de sentimentos como as inseguranças e dúvidas, mostra como o ser humano é frágil, vulnerável e inconstante. E mostra também que muitas vezes é necessário passarmos por certas situações para termos alguma ideia daquilo que queremos na vida. Ou, pelo menos, daquilo que não queremos. Pessoalmente não gostei do final da estória. Achei-o descontextualizado. Um tanto ao quanto descabido. Mais apropriado para um livro de suspense ou um romance mais dramático. Mas isso é só uma opinião pessoal.

A estória é visualmente bem contada, com linguagem fluída, coisas que acho muito importantes. Torna a leitura agradável, e nem um pouco cansativa. O que me incomodou um pouco foi, e aqui mais uma vez é um gosto pessoal, a narrativa. Prefiro ler livros com narradores não participantes. Quando os narradores são participantes prefiro que seja só um. Este livro é um conjunto de textos em que o narrador muda frequentemente. As várias personagens vão contando a história mostrando a sua visão das coisas e mostrando o que sentem e o que pensam. Acho que por vezes se torna confuso. Às vezes não se compreende bem quem está a narrar e, sendo narrado assim, torna-se complicado simpatizar com esta e com aquela personagem porque elas são interpretadas de forma diferente pelas diferentes personagens, sendo complicado compreender verdadeiramente as suas personalidades.
À parte este factor gostei bastante do livro. Talvez tente ler outro da Rita Ferro.

por Cátia Gomes

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Novidade Colecção 11/17 da Bertrand Editora

Colecção 11/17: "Mais por Menos"


Outros lançamentos recentes:

  A Interpretação do Crime, de Jed Rubenfeld
  A Catedral do Mar, de Ildefonso Falcones
  O Último dos Padrinhos, de Mario Puzo

Novidade Esfera do Caos


Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Passatempo "O Pavilhão das Peónias"

  Juntamente com a Editora Bizâncio, o blogue Páginas Desfolhadas tem para oferecer três exemçares de "O Pavilhão das Peónias" de Lisa See! Os vencedores serão sorteados de entre todos aqueles que responderem correctamente às questões que colocamos. O passatempo é válido até dia 2 de Fevereiro de 2010 e a lista de vencedores será publicada no blogue.
  Para terminar, temos a acrescentar que só aceitamos uma participação por pessoa e, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.

  As respostas poderão ser encontradas no site da editora.

Vencedores do Passatempo "A Gente de Smiley"

Ultrapassando novamente a barreira das 300 participações, terminamos um dos passatempos mais concorridos dos últimos tempos! Os três vencedores de um exemplar de "A Gente de Smiley" são:

  Ana Costa - Mangualde
  Armanda Santana - Lisboa
  Filipa Vitorino - Vale de Cambra

  Muitos parabéns às vencedoras! Aguardaremos a vossa opinião!

  Não se esqueçam que está ainda a decorrer o Passatempo "O Cuco". Boa sorte e boas leituras!

Novidade Porto Editora


Disponível em pré-lançamento a partir de 4 de Fevereiro!

Novidade Gailivro


Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

O Ano de 1993

Título: O Ano de 1993
Autor: José Saramago
Ilustrações: Graça Morais
Editora: Caminho

Sinopse:
«Editado pela primeira vez em 1975, a reedição da Caminho, doze anos depois, vem acompanhado pelos desenhos da pintora Graça Morais. São pequenas histórias a formarem uma só. Una e intacta. Poesia a lançar já pontes para a ficção. Sem rima, fraseada, falando do futuro da própria escrita do autor. Poemas de alerta, mas de esperança, também, apesar do desespero que reside no seu fundo ainda lírico e iniciático. ""O interrogatório do homem que saiu de casa depois da hora de recolher começou há quinze dias e ainda não acabou / Os inquiridores fazem uma pergunta em cada sessenta minutos vinte e quatro por dia e exigem cinquenta e nove respostas diferentes para cada uma / É um método novo / Acreditam que é impossível não estar a resposta verdadeira entre as cinquenta e nove que foram dadas / E contam com a perspicácia do ordenador para descobrir qual delas seja e a sua ligação com as outras / (...) / O homem que saiu de casa depois da hora de recolher não dirá porque saiu / E os inquiridores não sabem que a verdade está na sexagésima resposta / Entretanto a tortura continua até que o médico declare / Não vale a pena.""» (Diário de Notícias, 9 de Outubro de 1998).

Opinião:
Foi este o primeiro livro de José Saramago que li. De entre toda a sua obra, foi um dos títulos mais atípicos que escolhi para conhecer o nosso Nobel e devo dizer que foi... surpreendente! A leitura, como estava à espera, não é fácil. Apesar de ser um livro pequeno, para ler pausadamente, foi demasiado pausado no seu início, enquanto tentava encontrar o ritmo do autor. Depois de uns capítulos esse esforço passou a estar implícito na forma como lia e creio que foi aí que consegui entrar verdadeiramente no texto.
Este é um livro enigmático, que nos vai dando respostas com o folhear das páginas. Esta é uma história crua que relata o retorno às origens mais selvagens do homem como arma de luta pela sobrevivência. Fala de retrocesso e de avanço, dos primeiros passos dados na direcção de uma nova aprendizagem, de um novo crescimento. Este é um conto sobre renascimento.
Depois de o terminar, consigo perceber o seu real valor (para o qual as expressivas ilustrações contribuem fortemente) e antecipar o que este autor tão falado (para o bem e para o mal) tem para me oferecer.

Este não será, com certeza, o último livro que lerei do autor. Uma obra a ler, para apreciar ou criticar!

Novidades Planeta para Janeiro



Novidades Caminho




Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Sugestão Planeta


Já nas bancas!

Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Novidades Bizâncio para Janeiro



Novidades Esfera dos Livros


Convite - "Quando Eu For Grande..."


Acerto de Contas

Título: Acerto de Contas
Autor: George Pelecanos
Editora: Editorial Presença

Sinopse:
Numa tarde quente do Verão de 1972, em Washington, três adolescentes de raça branca, aborrecidos e bastante bêbedos, metem-se num carro roubado e vão à procura de sarilhos num bairro de negros que conhecem mal. Nesse bairro cruzam-se com três outros adolescentes, igualmente aborrecidos. Gritam insultos racistas, confiantes na protecção que lhes confere o carro. Infelizmente para todos, aquela rua não tem saída e o violento confronto é inevitável.

Opinião:
Não lia um thriller há já algum tempo e devo confessar que me senti surpreendida pelo prazer que ler este me deu. A história é contada em tom de relato, ricamente preenchido com detalhes como cores, marcas ou sabores do que as personagens vestem ou comem. Este tipo de descrição fez-me lembrar os policiais antigos, com a diferença de que este é contado pela voz de um narrador e não pela voz de um polícia ou um detective privado.
Achei a história deliciosa. Pela abordagem directa de algumas das feridas que os EUA mais tentam esconder; pelo relato despretensioso e sem juízos de valor que se desenrola por si só, sem confrontos forçados... E também, pela exploração da natureza humana de forma coloquial, apresentando-a ao autor como uma realidade nua e crua, deixando que sejamos nós a julgar os personagens.

Recomendado!

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Novidades Presença