A Papiro Editora vai promover, dia 3 de Outubro pelas 17h, o lançamento do livro O Estripador à moda do Porto, a decorrer na livraria Trama, em Lisboa.
Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009
Passatempo "Um Leão Chamado Christian"
O blog Páginas Desfolhadas tem o prazer de anunciar o seu terceiro passatempo, desta vez em colaboração com a Editorial Presença! Vamos sortear 2 exemplares do livro "Um Leão Chamado Christian", que sairá nas bancas a 7 de Outubro!Os 2 vencedores serão sorteados entre os seguidores visíveis do blog (chamamos a atenção dos nossos seguidores anónimos para o facto de ser necessário tornarem-se identificáveis para que a vossa participação seja válida) que respondam correctamente às perguntas que propomos enviando um e-mail para paginasdesfolhadas@gmail.com, com o assunto "Passatempo Um Leão Chamado Christian", indicando o nick utilizado como seguidor do blog, nome completo e localidade. O passatempo é válido até dia 9 de Outubro e a lista de vencedores será publicada no blog. Resta dizer que, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.
As perguntas são:
1. Como se chamava o leão da história antes de ser baptizado como Christian?
2. Por que preço, em Euros, estava o leão disponível para venda?
3. Em relação ao título "Ricardo Coração de Leão" da Editorial Presença, indique o número que lhe está atribuído na colecção a que pertence.
As respostas poderão ser facilmente encontradas no site da editora, e neste excerto do livro.
Boa sorte a todos!
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O primeiro Selo - Uma doçura!
;) Um grande muito obriga também para o Pedacinho Literário que nos presenteou com mais um docinho!
2. Indicar 9 blogues para receber o selinho: Chocolate para a Alma; Joanne Harris; Leituras e Devaneios; Planeta Márcia; Marcador de Livros; Leituras das Marias; Pedacinho Literário; N Livros e Refúgio dos Livros.
3. Enumerar 9 características minhas (nossas, neste caso): Com vontade de crescer, muita vontade de aprender e ainda mais vontade de novas coisas ler. Preguiçosos q.b.; persistentes; apaixonados; +/- arrumados; raramente amuados e no Páginas Desfolhadas bastante empenhados.
4. O meu (nosso) doce preferido: Morangos com chantili :).
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Selos e outras prendas
Terça-feira, 29 de Setembro de 2009
As Terças com Morrie
Título: As Terças com MorrieAutor: Mitch Albom
Editora: Sinais de Fogo Publicações
Sinopse:
O diálogo, durante 14 Terças-feiras, entre um velho professor que morre e um seu antigo aluno proporciona-nos a todos uma última e comovente lição sobre as coisas mais simples e mais importantes da vida – e da morte. Um fenómeno editorial em todo o mundo.
Opinião:
A história deste livro foi adaptada em 1999 para tele-filme. Foi esse o meu primeiro contacto com Morrie e, sem ter que pensar muito, coloquei o filme na lista dos que mais me tocaram e iniciei a busca desenfreada pelo livro.
Li-o de uma ponta à outra na mesma tarde em que o encontrei!
A história é, basicamente, a descrita na sinopse. Em cada uma das terças-feiras, se aprende com Morrie uma pequena lição, através da forma como vai encontrando a vida na sua inevitável morte. São pensamentos simples, puros, capazes de trazer uma lágrima ao olho mais empedrenido.
A verdade é que as lições aprendidas não se guardarão na memória; ficarão imbutidas no nosso sub-consciente à espera de nos alertarem quando nos desviarmos dos seus princípios.
Um testemunho lindíssimo para quem não se importa de ficar embevecido!
Já agora, vejam também o filme! Foi a melhor adaptação que jamais vi de qualquer livro, não ficando a dever nada às palavras escritas.
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Novidades Esfera dos Livros
Poucas figuras históricas marcaram tão profundamente a existência de Portugal na sua configuração e na sua relação com o mundo e de forma tão radical e transformadora como o infante D. Henrique.
Esta original biografia procura fugir às polémicas ideológicas que marcaram muitos dos estudos sobre o infante, dando a conhecer um impressionante percurso biográfico que mostra o carácter complexo de uma personalidade com as suas luzes e as suas sombras. Um retrato completo deste homem egocêntrico, implacável, obstinado, com muitas falhas e facetas imperscrutáveis no seu carácter, mas que foi também um visionário do seu tempo.
Despojado do mito, D. Henrique não é apenas o Navegador, mas é antes um príncipe preocupado com o seu senhorio e com a sua influência política; um cortesão que sabia influenciar e enlear as demais figuras da corte, através de uma simpatia que o colocou sempre acima das divergências que dividiam os membros da família real; um guerreiro que desejava ardentemente participar na guerra santa; que se cobriu de glória em Ceuta mas que enfrentou o desastre em Tânger.
Acompanhar a vida de D. Henrique permite-nos observar o país no momento extraordinário da sua refundação – o pequeno e periférico reino peninsular que se tornou numa potência marítima. E ele, D. Henrique, o duque de Viseu, senhor da Covilhã, governador da Ordem de Cristo, senhor dos arquipélagos da Madeira e dos Açores e do barlavento algarvio, mas também o detentor do monopólio das saboarias, da pesca do atum, da produção do pastel ou da pesca do coral, príncipe cioso de todos estes domínios foi o agente decisivo na evolução política do reino. Um homem que, afinal, ficaria famoso por ter provocado um movimento novo e transformador da Humanidade, os Descobrimentos.
Uma alimentação correcta é fundamental para a saúde e desenvolvimento dos nossos filhos. Mas sabemos no que consiste uma alimentação adequada para as crianças?
De um modo prático, completo e pensado para os pais de hoje, este livro, que nasce da experiência de dois grandes profissionais portugueses com uma larga experiência clínica - um nutricionista e uma pediatra - acompanha o processo da alimentação infantil desde o início da gravidez até aos cinco anos de idade e responde às dúvidas sobre educação alimentar que assaltam a maioria dos pais:
* Podem consumir-se alimentos light durante a gravidez (adoçantes, produtos magros, etc.)?
* Que alimentos são proibidos durante a amamentação?
* Posso por sal no puré do meu filho de 6 meses? E azeite?
* Em vez de fruta ou puré, posso usar os boiões próprios para bebés?
* O meu filho acorda durante a noite e só volta a adormecer se lhe der leite. Que devo fazer?
* Que carnes são mais saudáveis para uma criança? E que peixes são mais nutritivos?
* Como posso saber se o meu filho é alérgico a alimentos?
* Dizem que o leite de soja é melhor, é verdade?
Esta obra oferece-lhe conselhos práticos sobre a amamentação, como conseguir uma alimentação infantil saudável e equilibrada, sobre a introdução de novos alimentos, controlo da higiene alimentar e vigilância de peso, truques para ensinar a comer e comportar-se à mesa e informações sobre doenças relacionadas com a alimentação como a diabetes, a obesidade e a doença celíaca. Para além de nos apresentar casos reais, analisa e desvenda erros e tabus mais comuns sobre o tema e inclui uma grande variedade de planos alimentares, menus, receitas e curiosidades.
Esta original biografia procura fugir às polémicas ideológicas que marcaram muitos dos estudos sobre o infante, dando a conhecer um impressionante percurso biográfico que mostra o carácter complexo de uma personalidade com as suas luzes e as suas sombras. Um retrato completo deste homem egocêntrico, implacável, obstinado, com muitas falhas e facetas imperscrutáveis no seu carácter, mas que foi também um visionário do seu tempo.
Despojado do mito, D. Henrique não é apenas o Navegador, mas é antes um príncipe preocupado com o seu senhorio e com a sua influência política; um cortesão que sabia influenciar e enlear as demais figuras da corte, através de uma simpatia que o colocou sempre acima das divergências que dividiam os membros da família real; um guerreiro que desejava ardentemente participar na guerra santa; que se cobriu de glória em Ceuta mas que enfrentou o desastre em Tânger.
Acompanhar a vida de D. Henrique permite-nos observar o país no momento extraordinário da sua refundação – o pequeno e periférico reino peninsular que se tornou numa potência marítima. E ele, D. Henrique, o duque de Viseu, senhor da Covilhã, governador da Ordem de Cristo, senhor dos arquipélagos da Madeira e dos Açores e do barlavento algarvio, mas também o detentor do monopólio das saboarias, da pesca do atum, da produção do pastel ou da pesca do coral, príncipe cioso de todos estes domínios foi o agente decisivo na evolução política do reino. Um homem que, afinal, ficaria famoso por ter provocado um movimento novo e transformador da Humanidade, os Descobrimentos.
Uma alimentação correcta é fundamental para a saúde e desenvolvimento dos nossos filhos. Mas sabemos no que consiste uma alimentação adequada para as crianças?
De um modo prático, completo e pensado para os pais de hoje, este livro, que nasce da experiência de dois grandes profissionais portugueses com uma larga experiência clínica - um nutricionista e uma pediatra - acompanha o processo da alimentação infantil desde o início da gravidez até aos cinco anos de idade e responde às dúvidas sobre educação alimentar que assaltam a maioria dos pais:
* Podem consumir-se alimentos light durante a gravidez (adoçantes, produtos magros, etc.)?
* Que alimentos são proibidos durante a amamentação?
* Posso por sal no puré do meu filho de 6 meses? E azeite?
* Em vez de fruta ou puré, posso usar os boiões próprios para bebés?
* O meu filho acorda durante a noite e só volta a adormecer se lhe der leite. Que devo fazer?
* Que carnes são mais saudáveis para uma criança? E que peixes são mais nutritivos?
* Como posso saber se o meu filho é alérgico a alimentos?
* Dizem que o leite de soja é melhor, é verdade?
Esta obra oferece-lhe conselhos práticos sobre a amamentação, como conseguir uma alimentação infantil saudável e equilibrada, sobre a introdução de novos alimentos, controlo da higiene alimentar e vigilância de peso, truques para ensinar a comer e comportar-se à mesa e informações sobre doenças relacionadas com a alimentação como a diabetes, a obesidade e a doença celíaca. Para além de nos apresentar casos reais, analisa e desvenda erros e tabus mais comuns sobre o tema e inclui uma grande variedade de planos alimentares, menus, receitas e curiosidades.
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Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009
Novidade Saída de Emergência
Há pessoas que passam no mundo como cometas brilhantes, e as suas existências nunca serão esquecidas. Aristides de Sousa Mendes foi uma dessas pessoas. Cônsul brilhante, marido feliz, pai orgulhoso, teve a sua vida destruída quando, para salvar 30.000 vidas, ousou desafiar as ordens de Salazar.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade
indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.
Cônsul em Bordéus durante a Segunda Guerra, é procurado por milhares de refugiados para quem um visto para Portugal é a única salvação. Sem ele, morrerão às mãos dos alemães. Infelizmente, Salazar, adivinhando as enchentes nos consulados portugueses, proibira a concessão de vistos a estrangeiros de nacionalidade
indefinida e judeus.
Sob os bombardeamentos alemães, espremido entre as ameaças de Salazar, as súplicas dos refugiados e sua consciência, Aristides sente-se enlouquecer. E então toma a grande decisão da sua vida: passar vistos a todos quantos os pedirem. Salvará 30.000 inocentes mas destruirá irremediavelmente a sua vida.
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Saída de Emergência
Vida Amorosa de Uma Mulher
Autor: Zeruya Shalev
Editora: Editorial Presença
Sinopse:
A obra «Vida Amorosa de Uma Mulher» relata a tempestuosa e angustiante relação entre uma jovem mulher e um homem com o dobro da sua idade, em que o amor e a paixão assumem a forma de um terrível vício.
Yaará nunca havia sentido aquele misto de intensa atracção e de profunda repulsa que assaltava agora todo o seu ser, o seu corpo, subitamente desperto, a sua vida, monótona e descolorida à luz impúdica daquela nova paixão. Não conseguiria dizer o que a mantinha cativa de Arieh – amigo de juventude de seu pai -, do seu inexplicável magnetismo, da sua atitude displicente, rude, deliberadamente ambígua na estranha forma de manifestar os sentimentos. E, no entanto, sabia que o seu amor por ele se tornaria, fatidicamente, obsessivo, desesperado, destruidor. Num minuto vagava no mais luminoso mar de felicidade e, no momento seguinte, descia ao inferno, submersa nas dúvidas, nos ressentimentos, no jogo mórbido da subjugação afectiva e sexual. A doentia fascinação que sentia por aquele homem desencadeara a derrocada do seu quotidiano – a carreira académica – e, ironicamente, desvelara os contornos ocultos dos muitos ódios, culpabilidades e renúncias que povoavam o passado de seus pais e, até, a sua própria infância. No decorrer desta história, Yaará atravessa um período de grande sofrimento que acaba por despoletar um processo de maturação e crescimento interior, passando de um estado de dependência e culpabilidade para a conquista da independência psicológica e física e do amor-próprio. Uma narrativa ousada, de contornos nitidamente eróticos, inquietante e profunda, de uma beleza crepuscular, prenúncio dos insondáveis mistérios da noite que, por vezes, envolve o universo do desejo, da dependência, da obsessão sexual, no que ele tem de mais sublime e de mais grotesco, de sagrado e de profano.
Yaará nunca havia sentido aquele misto de intensa atracção e de profunda repulsa que assaltava agora todo o seu ser, o seu corpo, subitamente desperto, a sua vida, monótona e descolorida à luz impúdica daquela nova paixão. Não conseguiria dizer o que a mantinha cativa de Arieh – amigo de juventude de seu pai -, do seu inexplicável magnetismo, da sua atitude displicente, rude, deliberadamente ambígua na estranha forma de manifestar os sentimentos. E, no entanto, sabia que o seu amor por ele se tornaria, fatidicamente, obsessivo, desesperado, destruidor. Num minuto vagava no mais luminoso mar de felicidade e, no momento seguinte, descia ao inferno, submersa nas dúvidas, nos ressentimentos, no jogo mórbido da subjugação afectiva e sexual. A doentia fascinação que sentia por aquele homem desencadeara a derrocada do seu quotidiano – a carreira académica – e, ironicamente, desvelara os contornos ocultos dos muitos ódios, culpabilidades e renúncias que povoavam o passado de seus pais e, até, a sua própria infância. No decorrer desta história, Yaará atravessa um período de grande sofrimento que acaba por despoletar um processo de maturação e crescimento interior, passando de um estado de dependência e culpabilidade para a conquista da independência psicológica e física e do amor-próprio. Uma narrativa ousada, de contornos nitidamente eróticos, inquietante e profunda, de uma beleza crepuscular, prenúncio dos insondáveis mistérios da noite que, por vezes, envolve o universo do desejo, da dependência, da obsessão sexual, no que ele tem de mais sublime e de mais grotesco, de sagrado e de profano.
Opinião:
Como se percebe pela sinopse, este livro é... agreste! Comecei a sua leitura na expectativa de encontrar uma história de sexo, amor e submissão, tal como é descrito na sinopse, mas nunca pensei que ela fosse contada com a intensidade e vivacidade que encontrei! A autora descreve uma relação que cresce na direcção da pura dependência, com degradação progressiva da personagem principal, entre cenas de sexo (e não só) relatadas de forma tão clara que parece que as estamos a ver acontecer. O declínio de Yaará que se afunda numa esfera de submissão, vai leva-la a reduzir-se a quase nada perante os nossos olhos...E isto não facilita a leitura, apesar da forma fluída como está escrito o livro.
O relato deixou marca. O livro leva-nos a pensar... Em quem não quer deixar uma relação infeliz, mesmo que isso signifique manter-se como vítima de maus tratos (psicológicos e/ou físicos); e em quem é capaz de maltratar sem se cansar...
Deve ser lido com cuidado. Há períodos da narrativa menos bonitos, outros mesmo desagradáveis... Vale muito pelo alerta que lança e, como tal, chega a ser essencial para quem convive com casos semelhantes. E são tão mais do que admitimos...
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Zeruya Shalev
Domingo, 27 de Setembro de 2009
Dulce Maria Cardoso - Prémio da União Europeia para a Literatura 2009
Dulce Maria Cardoso nasceu em Trás- os - Montes, em 1964, na mesma cama onde haviam nascido a mãe e a avó. Tem pena de não se lembrar da viagem no Vera Cruz para Angola. Da infância guarda a sombra generosa de uma mangueira que existia no quintal, o mar e o espaço que lhe moldou a alma. Regressou a Portugal na ponte aérea de 1975. Licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, escreveu argumentos para cinema, gastou tempo em inutilidades. Também escreveu contos. Tem fé, uma família, um punhado de amigos, o Blui e o Clude. Continua a escrever e a prezar inutilidades. Vive em Lisboa. O seu romance de estreia, "Campo de Sangue", publicado em 2002 e escrito com o apoio de uma Bolsa de Criação Literária do Ministério da Cultura, foi distinguido com o Grande Prémio Acontece de Romance. Em 2008 publicou “Até Nós” colectânea de contos, sempre pela ASA. Os seus romances estão editados em França, Brasil, Argentina, Espanha, Itália e Holanda e têm sido objecto de estudo em várias universidades. A autora publica, em Outubro, o seu terceiro romance, “O Chão dos Pardais” que estará nas livrarias a partir do dia 20 de Outubro.
A escritora vai receber na próxima segunda-feira, dia 28 de Setembro, o Prémio da União Europeia para a Literatura 2009. Este prémio foi atribuído à escritora portuguesa pelo livro “Os Meus Sentimentos”, publicado pela ASA em 2005 e recentemente reeditado.
O homem não sabe como gastar os dias. Alguém o avisa de que o tempo é um material perigoso nas mãos de quem não o sabe usar.A mulher propõe-se comprar o amor do marido que abandonou. Afirma que tudo tem um preço, apesar de nunca ter pensado que o preço pode ser o da traição.
A mãe garante que não tem culpa de ter gerado um assassino, ninguém tem mão no futuro. Tem o coração tão adormecido que nem a dor e a vergonha são capazes de o acordar.
A dona da pensão quer salvar o negócio a todo o custo, pelo que não se importa de perder a alma. Só a televisão lhe valerá e por ela dará graças.
Uma grávida com cabelos louros de menina e sandálias de cabedal não quis o filho que, alheio à sua vontade, se completa, segundo a segundo, na sua barriga. Dela se diz que não tem capacidade para distinguir o bem do mal.
As crianças procuram tesouros nas paredes dum prédio que se esboroa. Os velhos roubam flores para as venderem no passeio ao fim da tarde. A cidade, uma teia de olhos e passos, apanha quem nela cai.
E o mar sempre tão perto.
A beleza pode ser um pretexto para se enlouquecer. A beleza e a solidão.
Mas é o desespero que faz acreditar que se pode roubar o coração de quem se ama. É uma noite de temporal. A noite do acidente. Há uma gota de água suspensa num estilhaço de vidro que teima em não cair. Há um instante que se eterniza.
Reflectida na gota, Violeta mergulha nessa eternidade e recorda o que pode ter sido o último dia da sua vida, e nesse dia, toda a vida, e nessa vida, os pais, a filha, a criada, o bastardo, e em todos, a urgência da vida que prossegue indiferente como a estrada de onde ainda agora se despistou. Nessa posição instável, de cabeça para baixo, presa pelo cinto de segurança, parece que tudo se desamarra. O presente perde a opacidade com que o quotidiano o resguarda e Violeta afunda-se nos passados de que é feita, uma espiral alucinada de transparências e ecos.
Violeta vira uma esquina (ou será uma página?) e a revolução de Abril irrompe, empunhando a raiva do bastardo. Abre uma porta (talvez um parágrafo) da casa vazia e a mãe chama por ela enquanto o pai enlouquece lá fora, no quintal. Um homem afoga o desejo no corpo dela (vírgula, de certeza) e a menina dos patins desliza à frente da filha que perde a vida como caixa de hipermercado. A criada, como sempre, está calada (ponto final).
Para onde foi o futuro? «Tu, leitor, vem cá, caminha comigo na berma desta estrada…»
O farol revela e esconde amores e crimes; um casal viaja para adoptar o menino trazido de longe; a boleia desesperada e fatal; imparável, o esventrar da terra e do pânico cronometrado letra a letra; a familiaridade do gesto brutal a que a faca obriga o braço ao matar; enlaçados um no outro, a velha e o cão são um corpo só, ensanguentado; o regresso impossível, ainda que a casa permaneça.
Histórias e personagens vêm até nós. Histórias e personagens que conhecemos, muitas vezes sem saber que conhecemos. Histórias e personagens que nos recriam. Que criam nós.«A família é uma casa em ruínas. Mas tudo está perfeito na festa dos sessenta anos de Afonso. Antes e depois dessa festa, antes e depois da tragédia que a estraga, o romance dá conta das forças que atiram umas personagens contra outras. Seja para se amarem ou para se odiarem. E, vertical, por entre todas as forças, a força da gravidade que estatela no chão os corpos que caem.»
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Sábado, 26 de Setembro de 2009
Vencedores do Passatempo "Pandemia de Gripe"
É com grande prazer que anunciamos os vencedores do primeiro passatempo realizado pelo "Páginas Desfolhadas":Maria Major - Amora
Raquel Lima - Guimarães
Muitos parabéns aos vencedores!
Quem não venceu desta vez, não desespere pois terá novas oportunidades (temos mais uns passatempos programados para os próximos tempos)!
Entretanto, até 8 de Outubro, ainda está em curso o Passatempo "Alex 9 - A Guardiã da Espada"!
Continuem a passar por cá, comentem, sugiram, sintam-se em casa! Afinal, este nosso espaço é também um vosso espaço!
Continuem a passar por cá, comentem, sugiram, sintam-se em casa! Afinal, este nosso espaço é também um vosso espaço!
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Centro Atlântico,
Passatempo
Novidades Caminho
E se todos tivéssemos o dom de mudar de corpo ao longo da vida? E se voar fosse mesmo possível para todos os que sempre desejaram ter asas? Esta é a estória de um golfinho que queria ser passarinho… Uma estória sobre a liberdade, para crianças a partir dos quatro anos. O Teatro Moderno de Lisboa (1961-1965), no seu curto, mas marcante, percurso, foi a obra corajosa e inovadora de actores e demais gente de teatro que soube tomar o futuro em suas mãos, constituindo uma sociedade artística para fazer o Teatro de que gostavam e achavam necessário. Tarefa bem difícil num Portugal do início da década de 60 em que a contestação político-cultural à ditadura do Estado Novo se tornara mais forte e constante e em que a repressão da Censura oficial, sempre vigilante para com as manifestações artísticas heterodoxas, se fazia sentir de uma forma asfixiante.
Devido à sua acção, princípios fundamentais e prática, o TML lançaria as sementes do riquíssimo movimento dos Grupos de Teatro Independentes, tendo iniciado o caminho de um Teatro interventivo e actual que estes, mais tarde, se encarregaram de continuar.
O que este livro, fruto de dois anos de pesquisa, pretende, na sua peculiaridade, mostrar.
Devido à sua acção, princípios fundamentais e prática, o TML lançaria as sementes do riquíssimo movimento dos Grupos de Teatro Independentes, tendo iniciado o caminho de um Teatro interventivo e actual que estes, mais tarde, se encarregaram de continuar.
O que este livro, fruto de dois anos de pesquisa, pretende, na sua peculiaridade, mostrar.
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Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009
O Retrato
Autor: Nikolai Gógol
Editora: quasi
Sinopse:
O Retrato conta-nos a história de um agiota que, prestes a morrer, pede a um pintor o seu retrato, de forma a permanecer vivo. Quando o retrato se encontra terminado, o efeito da corrupção e miséria que o agiota tivera sobre as pessoas é, miraculosamente, transposto para a pintura.
Tchartkov, um pintor pobre, jovem e desconhecido, será, anos mais tarde, uma das vítimas do retrato, iniciando uma vida de corrupção, luxos e inutilidades que o conduz à miséria interior.
E à semelhança das personagens deste livro, impelidas à miséria e, mais tarde, à sua introspecção através do retrato, os leitores serão certamente conduzidos à reflexão sobre si mesmos e sobre as suas ambições.
Em O Retrato, o último dos cinco Contos de Petersburgo, o fantástico e o real confundem-se, numa reflexão wildeana sobre arte e vida.
Tchartkov, um pintor pobre, jovem e desconhecido, será, anos mais tarde, uma das vítimas do retrato, iniciando uma vida de corrupção, luxos e inutilidades que o conduz à miséria interior.
E à semelhança das personagens deste livro, impelidas à miséria e, mais tarde, à sua introspecção através do retrato, os leitores serão certamente conduzidos à reflexão sobre si mesmos e sobre as suas ambições.
Em O Retrato, o último dos cinco Contos de Petersburgo, o fantástico e o real confundem-se, numa reflexão wildeana sobre arte e vida.
Opinião:
Foi a primeira obra que li de Gógol e parece ser uma boa escoha para estreia, já que se trata de um conto curto, de leitura fácil. Este é um daqueles livros que nos leva, muitas vezes, a pousá-lo e olhar para o tecto pensando em como nos identificamos com o percurso de vida do protagonista.
A mensagem que o livro guarda está muito para além das palavras escritas. Penso que este conto será uma experiência individual e única, dependendo muito de como o leitor olhar para si próprio durante a leitura.
Já agora, deixo a minha experiência pessoal. O que me fica é que o caminho aparentemente mais fácil e mais abastado poderá ser o menos artístico e, no fim de contas, o mais vazio.
Mais um bom exemplo de como não se deve ter medo dos clássicos! Experimentem! Mesmo que não agrade, enriquece!
Foi a primeira obra que li de Gógol e parece ser uma boa escoha para estreia, já que se trata de um conto curto, de leitura fácil. Este é um daqueles livros que nos leva, muitas vezes, a pousá-lo e olhar para o tecto pensando em como nos identificamos com o percurso de vida do protagonista.
A mensagem que o livro guarda está muito para além das palavras escritas. Penso que este conto será uma experiência individual e única, dependendo muito de como o leitor olhar para si próprio durante a leitura.
Já agora, deixo a minha experiência pessoal. O que me fica é que o caminho aparentemente mais fácil e mais abastado poderá ser o menos artístico e, no fim de contas, o mais vazio.
Mais um bom exemplo de como não se deve ter medo dos clássicos! Experimentem! Mesmo que não agrade, enriquece!
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Clássico,
Nikolai Gógol,
Opinião
Novidade Editorial Presença
Nas bancas a 7 de Outubro!
Quando em 1969 Anthony Bourke e John Rendall decidiram comprar uma cria de leão nos armazéns Harrods, em Londres, não imaginaram que, décadas depois, a sua extraordinária história continuasse a comover gerações de leitores e espectadores. Publicado pela primeira vez em 1971, Um Leão Chamado Christian retrata o percurso desta amizade invulgar, desde os primeiros meses de vida em Londres, até ao reencontro inesquecível no Quénia. Esta nova edição, completamente revista e actualizada e contendo ainda diversas fotografias enternecedoras, tornou-se um bestseller do New York Times.
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Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009
Morte Em Viena
Título: Morte em VienaAutor: Daniel Silva
Editora: Bertrand Editora
Sinopse:
Restaurador de arte e espião ocasional, Gabriel Allon é enviado a Viena para desvendar a verdade por trás de um bombardeamento que deixou um velho amigo gravemente ferido. Entretanto é surpreendido por algo que vira o seu mundo do avesso - um rosto pertubadoramente familiar, um rosto que o gela até aos ossos. Na sua busca desesperada por respostas, Allon vai pôr a descoberto um modelo de maldade que se estende por sessenta anos e milhares de vidas - e no interior dos seus próprios pessadelos...
Opinião:
Como não podia deixar de ser, e porque 'amei' o primeiro livro que deste autor li, tive que comprar mais, que ler mais! E o escolhido foi este 'Morte em Viena', não menos espetacular que 'O Confessor', mas diferente no que à trama principal diz respeito.
Neste livro somos levados a conhecer mais do personagem principal, mas nem por isso a história base é deixada de lado. De forma muito bem equilibrada, Daniel Silva explora os horrores do Holocausto através de uma morte recente, numa acção incessante e sempre empolgante!
Mais uma vez, recomendo! Mas eu já sou suspeita... ;)
Sinopse:
Restaurador de arte e espião ocasional, Gabriel Allon é enviado a Viena para desvendar a verdade por trás de um bombardeamento que deixou um velho amigo gravemente ferido. Entretanto é surpreendido por algo que vira o seu mundo do avesso - um rosto pertubadoramente familiar, um rosto que o gela até aos ossos. Na sua busca desesperada por respostas, Allon vai pôr a descoberto um modelo de maldade que se estende por sessenta anos e milhares de vidas - e no interior dos seus próprios pessadelos...
Opinião:
Como não podia deixar de ser, e porque 'amei' o primeiro livro que deste autor li, tive que comprar mais, que ler mais! E o escolhido foi este 'Morte em Viena', não menos espetacular que 'O Confessor', mas diferente no que à trama principal diz respeito.
Neste livro somos levados a conhecer mais do personagem principal, mas nem por isso a história base é deixada de lado. De forma muito bem equilibrada, Daniel Silva explora os horrores do Holocausto através de uma morte recente, numa acção incessante e sempre empolgante!
Mais uma vez, recomendo! Mas eu já sou suspeita... ;)
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Daniel Silva,
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Policial
Novidade Esfera dos Livros
«Pela primeira vez na minha vida, estou a ver a lua aos quadradinhos. É mesmo como nos filmes. Sentado no parapeito da janela, olho para o céu e penso em como tudo podia ter sido tão diferente. Só me apetece chorar. Estou a aguentar as lágrimas desde esta manhã.»
Assim se inicia o relato deste ex-aluno da Casa Pia de Lisboa. Abandonado pela família aos 11 anos, Bernardo é entregue aos cuidados desta instituição. «Não te preocupes», dizem-lhe, «nunca te vão fazer mal». Os primeiros tempos são difíceis. Loiro, franzino e sensível, o rapaz é gozado pelos colegas mais velhos. Isola-se, não confia em ninguém, só no diário que escreve à noite às escondidas. Até que faz um amigo mais velho, o motorista. Caetano dá-lhe boleias, presentes e carinho. Promete ser o pai que Bernardo nunca teve. Mas pede algo terrível em troca. Seguem-se tempos de dor, de vergonha e de solidão, que por pouco não acabam da pior maneira.
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Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009
Passatempo "Alex 9 - A Guardiã da Espada"
O blog Páginas Desfolhadas, em colaboração com a editora "Saída de Emergência", vai sortear 3 exemplares do livro "Alex 9 - A Guardiã da Espada", do qual muito se tem falado na blogosfera!Os 3 vencedores serão sorteados entre os seguidores visíveis do blog (chamamos a atenção dos nossos seguidores anónimos para o facto de ser necessário tornarem-se identificáveis para que a vossa participação seja válida) que respondam correctamente às perguntas que propomos enviando mail para paginasdesfolhadas@gmail.com, com o assunto "Passatempo Alex 9 - A Guardiã da Espada", nick utilizado como seguidor do blog, nome completo e localidade. O passatempo é válido até dia 8 de Outubro e a lista de vencedores será publicada no blog.
As perguntas são:
1. Qual será o título do segundo volume de "Alex 9"?
2. Qual o próximo título a ser lançado no âmbito da colecção TEEN?
3. Que artes marciais praticou Bruno Martins Soares?
As respostas poderão ser facilmente encontradas no site da editora, na entrevista que realizámos com o autor e na página de facebook do livro.
Boa sorte a todos!
A caminho da frente de batalha contra os invasores, o Príncipe Dael de Brodom descansava com a sua guarda junto às margens de um lago quando um estranho fenómeno aconteceu: uma estrela despenha se no lago, e das águas emerge uma mulher quase nua que cai inconsciente nos seus braços. Será este o sinal de que uma antiga profecia se está a realizar? Sem saber porquê, a Tenente Coronel Alex 9, da 3ª Unidade de Comandos de Elite, é projectada para um planeta muito parecido com a Terra, onde uma guerra entre impérios medievais se está a travar. Aparentemente, a chegada de Alex à Segunda Terra despoletou uma miríade de consequências políticas que estão ainda longe de fazer sentido. Ao longo deste volume, repleto de batalhas com espadas e armas magnéticas, as linhas de trama começam a cruzar se e descobrimos um conflito que se prepara há séculos. Mas onde levará?
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Passatempo,
Saída de Emergência
Novidade ASA
De 1875 a 1975 o tempo suspende-se na vila. Adia-se na brancura silenciosa e fria em que imergem as meninas, no dobrar ininterrupto dos sinos, nas fitas cor-de-rosa que as mulheres guardam nas malas de mão, na vacuidade antiga do seu olhar.
As conversas volteiam ao sabor do chá e das bolachinhas de manteiga, mas não iludem o dobrar omnipresente dos sinos. A dor é um bloco de granito que não se estilhaça e não há palavras para dizê-la. As palavras de Lia adiam-se ante a máquina de escrever, até ao momento da revelação.
Em cadernos pautados, a voz de Sara. O retrato de Sara, bisavó de Lia, velado pelo fumo do cachimbo do avô Abraão; o casarão onde Sara toca piano, a sua música a adiar o tempo em que fará o gesto sacrílego. O rasto desse gesto, até à remissão.
A voz eterna do mar, num búzio que Lia encontra na praia. Na praia o pai espera uma revolução que o há-de espoliar; a mãe só conhece a ausência das palavras, a ausência do avô Abraão. Na praia Lia já espera Tomás; depois o tempo adia-se na clausura do dobrar dos sinos. Lia perscruta metáforas e adia-se na brancura fria que paira sobre a vila, no espectro que é o casarão. Até às palavras de Sara, chegadas em cadernos pautados. E sobre as ruínas do casarão novamente Sara nas palavras reencontradas, no silenciar dos sinos.
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Terça-feira, 22 de Setembro de 2009
Novidades Papiro - Apresentações
A Papiro Editora vai promover, dia 23 de Setembro pelas 21h00m, a apresentação do livro acama, a decorrer na Fnac CascaiShopping.
O evento contará com a presença de diversas personalidades públicas e contará com a apresentação de Pedro Miguel Ramos.
A mesma editora vai ainda promover, em conjunto com a Câmara Municipal de Viseu, no dia 23 de Setembro pelas 21h00m, o lançamento do livro Rascunhos de Chuva, a decorrer na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu.
A partir daquele ano era tudo diferente. Uma rapariga insegura e um rapaz bonito eram o início de uma "estória" que galgando tempos e espaços se resumiria à pergunta "o que é que a vida vai fazer de mim". Sempre ancorado em músicas o caminho deles foi-se desenhando, ora a par, ora em direcções opostas.
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Papiro Editora
Novidade Gailivro - Hoje nas bancas!
Da infância como membro de uma família unida de nómadas Edema Ruh até à provação dos primeiros dias como aluno de magia numa universidade prestigiada, o humilde estalajadeiro Kvothe relata a história de como um rapaz desfavorecido pelo destino se torna um herói, um bardo, um mago e uma lenda. O primeiro romance de Rothfuss lança uma trilogia relatando não apenas a história da Humanidade, mas também a história de um mundo ameaçado por um mal cuja existência nega de forma desesperada. O autor explora o desenvolvimento de uma personalidade enquanto examina a relação entre a lenda e a sua verdade, a verdade que reside no coração das histórias. Contada de forma elegante e enriquecida com vislumbres de histórias futuras, esta "autobiografia" de um herói rica em detalhes é altamente recomendada para bibliotecas de qualquer tamanho.
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Gailivro
Novidade Esfera dos Livros
António nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra, junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro. Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.
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Esfera dos Livros
Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009
Passatempo "Pandemia de Gripe"
Relembramos os nossos leitores que está a decorrer um passatempo que terá como prémio 3 exemplares do referido livro.Para se habilitarem a ganhar um deles basta responderem correctamente às seguintes questões:
1. Como ficou conhecida a Pandemia de Gripe de 1918?
2. A que colecção da Centro Atlântico pertence o livro "O Vírus do Ano 2000"?
3. Quem é o autor da foto com o título "Aaaaaaaaaatchim! Saúde? Gripe!", que figurará numa das páginas do livro?
Devem enviar as respostas para o e-mail paginasdesfolhadas@gmail.com juntamente com o vosso nome, localidade e nick utilizado como seguidor do Páginas Desfolhadas (a participação só será considerada válida para seguidores identificados). Resta dizer que, por questões relacionadas com o envio do prémio, só aceitamos participações de residentes em Portugal.
Muito boa sorte para todos e toca a participar! Já só têm até dia 25 de Setembro!
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Passatempo
O Caso das Mangas Explosivas
Autor: Mohammed Hanif
Editora: Porto Editora
Sinopse:
No dia 17 de Agosto de 1988, o presidente paquistanês Zia ul-Haq morreu num acidente aéreo. No avião presidencial viajavam igualmente o chefe dos serviços secretos e o embaixador dos Estados Unidos. Não houve sobreviventes e, ainda hoje, a razão que levou à queda do avião continua envolta em mistério. O acidente ficou a dever-se a:
Falha mecânica?
Falha humana?
Impaciência da CIA?
Maldição de uma cega?
Generais descontentes com as suas pensões de reforma?
A estação das mangas?
Ou o responsável terá sido o próprio narrador, Ali Shigri, um jovem cadete da Força Aérea, que nos relata a sua participação nos acontecimentos?
Com um humor ácido e um ritmo trepidante, digno dos melhores thrillers políticos, Mohammed Hanif retrata sem contemplações os aspectos mais absurdos da vida militar durante os últimos dias de vida do cruel ditador Zia ul-Haq, expondo as manipulações de todos os implicados que, com a sua miopia política, contribuíram para o auge do fanatismo radical.
Um primeiro romance brilhante e audaz, que valeu ao autor ser nomeado para o Booker Prize e para o Guardian First Book Award e vencer, mais recentemente, o Commonwealth Writers' Prize para a primeira obra.
Falha mecânica?
Falha humana?
Impaciência da CIA?
Maldição de uma cega?
Generais descontentes com as suas pensões de reforma?
A estação das mangas?
Ou o responsável terá sido o próprio narrador, Ali Shigri, um jovem cadete da Força Aérea, que nos relata a sua participação nos acontecimentos?
Com um humor ácido e um ritmo trepidante, digno dos melhores thrillers políticos, Mohammed Hanif retrata sem contemplações os aspectos mais absurdos da vida militar durante os últimos dias de vida do cruel ditador Zia ul-Haq, expondo as manipulações de todos os implicados que, com a sua miopia política, contribuíram para o auge do fanatismo radical.
Um primeiro romance brilhante e audaz, que valeu ao autor ser nomeado para o Booker Prize e para o Guardian First Book Award e vencer, mais recentemente, o Commonwealth Writers' Prize para a primeira obra.
Opinião:
Política paquistanesa, teorias da conspiração, a CIA à mistura... Parece aliciante? Se pensam que não, certamente que a leitura de "O Caso das Mangas Explosivas" os vai surpreender.
Quando iniciei este livro não imaginava deparar-me com um humor negro tão requintado! As descrições dos pequenos dramas de um ditador fanático, das suas relações políticas e pessoais e, principalmente, da vida no exército do Paquistão estão recheadas de reparos mordazes dignos de vários sorrisos e uma ou outra gargalhada!
A história é contada através de fragmentos de lugares e tempos distintos. As peças deste puzzle unem-se num final engenhoso, surpreendente e intenso!
Se, posteriormente à leitura, se interessarem pelo tema, existem diversas teorias ao redor deste acidente, fáceis de encontrar numa pesquisa rápida. Verão que o autor tomou diversas liberdades na construção do enredo, que, na minha opinião, nos aproximam da verdade e aumentam o colorido dos acontecimentos.
É um livro excelente para quem aprecia uma boa dose de humor negro e também para quem não se assusta com política internacional!
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Opinião
Domingo, 20 de Setembro de 2009
Entrevista com Martin S. Braun - autor de "Alex 9"
Bruno Martins Soares nasceu em Lisboa a 5 de Agosto de 1971. Passou metade da sua vida no Funchal e a outra metade na capital - que continua a ser a sua cidade de eleição. Escreve ficção desde os 12 anos e em 1994 ganhou uma menção honrosa no Concurso Nacional de Jovens Criadores, tendo vencido a edição de 1996 do mesmo concurso. Este prémio levou-o a Turim, onde representou Portugal na Bienal de Jovens Criadores da Europa e do Mediterrâneo de 1997, e onde o seu conto «Mindsweeper», publicado originalmente em «Contos Inéditos - Selecção dos Concursos Jovens Criadores ‘96» pelo Clube Português de Artes e Ideias em 1996, foi traduzido e publicado em italiano na colectânea «Quattordici Giovani Narratori Dei Mediterraneo», pela editora Lindau.
Participou ainda nas Bienais de Roma em 1999 e na de Sarajevo em 2001. Entretanto, e em colaboração com a Associação GEIC (Grupo Experimental de Intervenção Cultural), criou uma colecção de livros de jovens autores inéditos denominada «O Homem do Saco», que deu a conhecer nomes como os de Rui Pires Cabral e Possidónio Cachapa, e onde publicou a sua primeira colectânea de contos, «O Massacre», em 1996.
Profissionalmente, é licenciado em Gestão de Empresas pela European University e é actualmente Practice Leader de Change & Internal Communications na Hill & Knowlton Portugal. A sua carreira também o levou à imprensa: colaborou regularmente com jornais e revistas tanto nacionais como estrangeiros, entre os quais o Diário de Notícias, a Ideias & Negócios, o Washington Post e a Jane's Defence Weekly (de quem foi correspondente em Portugal durante três anos).
Martin S. Braun (pseudónimo de Bruno Martins Soares), autor do mais recente título da colecção TEEN, aceitou responder a algumas perguntas do "Páginas Desfolhadas" sobre "Alex 9"!
Páginas Desfolhadas: Quais os principais motivos que o levaram a criar um protagonista do sexo feminino? Alguma inspiração em particular?
Martin S. Braun: Freud explicaria melhor, suponho. LOL.
Acho que às vezes nos esquecemos que as heroínas de ação estiveram muitos séculos afastadas da ficção. Só muito recentemente, nas últimas décadas, é que começámos a ver com normalidade personagens femininas a enfrentarem diretamente, no mesmo pé, o inimigo. Isto terá a ver também com um novo papel que as mulheres têm ganho na sociedade. Existe, de facto, uma maior igualdade de papéis.
Há também uma ideia de casal, uma ideia de casal equiparado e harmonioso, que se completa nas mesmas tarefas e competências, e não em tarefas e competências diferentes, que eu quero refletir em «Alex 9». O Príncipe Dael também cresce no texto e vai crescer ainda mais. Julgo que no final verão um casal de iguais, que será, provavelmente, um choque para toda a Segunda Terra, que tem uma cultura que não está habituada a isso.
Mas, para ser franco, acho que a principal motivação foi inconsciente. Apeteceu-me. Não sei bem porquê.
PD: As descrições das batalhas corpo-a-corpo são bastante pormenorizadas. Necessitou de investigar sobre a técnica das diversas artes marciais (praticar até, quem sabe)?
MSB: Pratiquei Esgrima e Aikido durante vários anos. Ganhei com isso uma perspetiva que me foi muito útil, nomeadamente que se ganha ou perde um combate, muitas vezes, pela atitude mental e presença de espírito e não pela técnica. Se reparar, em especial no final da «Alex» , a presença de espírito e a atitude dela são o suficiente para lhe dar vantagem nos combates. Este tipo de insight pareceu-me interessante. Quando fazia Aikido aprendi que um principiante respira de uma certa maneira para fazer uma técnica, mas que um mestre faz uma técnica porque respira (vai ficar a pensar nisto, não vai? Hi,hi.).
Mas a fonte talvez seja outra. Quando comecei a escrever, lá pelos meus doze anos, queria escrever romances de espionagem. Comecei a interessar-me por aviões e helicópteros de guerra e armas de fogo. Ainda hoje consigo identificar imediatamente a maior parte dos modelos que surgem nos filmes e na TV... As artes marciais fizeram parte dessa curiosidade e interesse. Ou seja, investigo há muitos anos o assunto, por prazer, e não especificamente para escrever este ou aquele livro.
O mesmo se passa com os estilos de guerra. Os vários exércitos que combatem em «Alex 9» têm formas de combater que ganharam influências de vários exércitos ao longo da história. Deu-me um certo gozo compor essas influências.
PD: O novo mundo que criou é rico em novos nomes, sejam de pessoas ou lugares, ou mesmo de armas... Como vão surgindo as ideias para a criação de cada um deles?
MSB: Confesso que os nomes são um dos pontos que me deixa mais inseguro. A minha técnica preferida (nem sei se lhe devia chamar técnica – truque talvez seja mais adequado), é olhar para as lombadas dos livros no meu escritório e mudar as letras dos nomes ou trocar as sílabas. Mas não diga isto a ninguém, está bem?
Claro que também tenho algumas características nacionais que associei a cada país da Segunda Terra. «Remmon», por exemplo, é um pouco afrancesado, de modo que as cidades têm nomes como «Casselet» ou «Brilant». E os tshiu são achinesados, e assim os nomes de «Wa-Tsu» ou «Tchi-Mu».
Quanto às armas, fui, parece-me, menos original. A «shifa» de Garic de Cary talvez seja a mais original, mas inspirada nalgumas armas medievais.
Não tenho dúvida que as armas magnéticas e os lasers serão o futuro das armas de mão. Hoje já se projetam armas magnéticas, o que eles chamam «rail guns», parece-me, para colocar em navios, etc. Os projéteis são «espremidos» como uma banana a sair da casca por forças magnéticas e são projetados a uma velocidade muito maior e com muito maior alcance que os projéteis modernos, sem necessidade de qualquer cartucho, e com um impacto muito mais forte. Os escafandros-armaduras e os tanques pessoais são influências clássicas do Manga.
PD: Que títulos e autores dentro do género escolhe como inspiração para a criação do enredo? E para si, algum autor de referência?
MSB: Tarefa ingrata, esta de escolher inspirações... Deixe-me lá ver... Não tenho dúvidas que o cinema, o Anime e o Manga, bem como a BD americana dos anos 90 são grandes inspirações. Sou um fã da «Canção do Gelo e do Fogo» de George R.R.Martin e também tenho de referir Anne Bishop, que só conheci mais recentemente mas que me impressionou imenso. Gosto muito de Bernard Cornwell, também, mas não de tudo.
Se olhar para a página da «Alex 9» no Facebook talvez fique mais elucidado quanto às inspirações do que propriamente com a resposta que lhe dei. Estas novas plataformas dão essa oportunidade, de nos expressarmos com filmes e citações, não é verdade?
PD: Obviamente que estamos ansiosos pela continuação da história de "Alex 9". Já existe data prevista para lançamento do segundo volume?
MSB: Não. Sorry...
PD: Talvez seja cedo para esta pergunta, pois "A Guardiã da Espada" foi editada muito recentemente, mas pode levantar já um pouco o véu do próximo livro?
MSB: Posso. The plot thikens, como dizem os americanos. Começa a perceber-se melhor a magnitude do impacto da chegada de Alex à Segunda Terra e dos enormes estratagemas criados por vários intervenientes que levaram a todos os acontecimentos do primeiro livro. Mas, claro, o evento central será o re-encontro de Alex com Dael, que, julgo, terá contornos inesperados.
Deixe-me voltar um pouco atrás, a outras perguntas que me fez. Tanto George Martin como Anne Bishop escrevem sobre personagens femininas muito fortes. Mas Martin fá-lo de forma manifestamente masculina e Bishop de forma manifestamente feminina. Basta comparar Daenerys com Jaenelle. Martin escreve deliciosamente, e Daenerys é muito feminina, mas age pela força das armas e das decisões perentórias. Ou seja, tem uma força masculina. Por seu lado, Jaenelle age pela força das relações e das emoções. É mais feminina.
Sem dúvida que Alex surge no primeiro volume com uma força muito masculina. Ela enfrenta as situações com a atitude: «Meteram-se com a miúda errada.» Tem, inclusive, pelo seu caráter, uma certa dificuldade em lidar com as relações humanas. Ela nunca vai mudar a sua personalidade, mas ao longo do próximo livro gostava de desvendar um pouco mais as suas vulnerabilidades, que depois se tornarão em forças no terceiro livro. Pelo menos esse é o plano.
PD: A história de Alex 9 está pensada para quantos volumes?
MSB: Seis ou sete... Mas recentemente vingou o bom senso de a tornar uma trilogia que, a verdade seja dita, melhorou consideravelmente a história. Quando estamos tão imersos num mundo e tão apaixonados pelas personagens, por vezes corremos o perigo de nos perdermos e estarmos a dar importância a coisas que não têm importância nenhuma. Quando reduzimos o espaço de escrita, obrigamo-nos a focar, e esse processo foi ótimo! Hoje, o projeto é uma trilogia e estou muito contente com isso.
PD: A Internet é, cada vez mais, o meio privilegiado de divulgação. Sabemos que tem usado o Facebook. Como tem sido o contacto com a comunidade on-line?
MSB: Muito estimulante! Julgo que ainda será mais, agora que o livro saiu. Mas a possibilidade de trocar impressões com as pessoas sobre influências e juntar imagens às ideias que associei à «Alex» é bastante interessante!
Ao mesmo tempo, consegue-se um feedback muito mais rápido sobre os estímulos que disparamos para o exterior, como o próprio livro. E isso é ótimo.
A página do Facebook da «Alex» dá-me muito gozo e convido-vos todos a tornarem-se fãs. Para lá chegarem basta pesquisarem «Alex 9» no Facebook ou no Google que logo encontram.
Tenho algumas cartas na manga para o Facebook que, se se concretizarem, vão ser muito divertidas.
E estou muito impressionado com a energia do Fórum Bang! da Saída de Emergência.
PD: Poderemos contar com Martin S. Braun para mais "Fantasia", depois de "Alex 9"? Será este o seu género de eleição?
MSB: O Martin S. Braun só vai escrever scifi-fantasy e tem muito que escrever ainda! Tenho ideias muito preliminares para uma segunda trilogia da «Alex 9» e para um romance chamado «Tar-Kur». É trabalho para vários anos. Se tudo correr bem...
Mas o Bruno Martins Soares também vai escrever outras coisas.’ Não-escrever ‘ é impensável para mim. Com um pouco de sorte, terei a oportunidade de publicar de vez em quando.
PD: Pensa que a colecção TEEN poderá ser um novo fôlego na literatura fantástica nacional e na divulgação de autores portugueses para o público em geral?
MSB: A TEEN é uma pedrada no charco, o que é algo que a Saída de Emergência nos tem vindo a habituar. Acho que esta é uma aposta ganhadora, sim! E estamos todos na expectativa quanto ao verdadeiro impacto que poderá ter, suponho. O pouco que já li dos meus colegas de coleção deixa-me muito otimista.
PD: Muito obrigados pela disponibilidade! Se houver alguma coisa que queira acrescentar, esteja à vontade!
MSB: Obrigado eu. E espero que toda a gente goste de ler a «Alex 9 – A Guardiã da Espada» pelo menos tanto quanto eu gostei de a escrever. Se quiserem deixar-me a vossa opinião, sugestão ou simplesmente contactar comigo, venham ao Facebook e procurem «Alex 9». Não é difícil!
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Entrevista,
Martin S. Braun
Sábado, 19 de Setembro de 2009
Fica Comigo Esta Noite
Título: Fica Comigo Esta NoiteAutor: Inês Pedrosa
Editora: Dom Quixote
Sinopse:
"Fica Comigo Esta Noite", pede um pai ao filho que lhe escapa por entre os dedos, numa de catorze histórias de pessoas normais subitamente surpreendidas pela constelação de desencontros a que chamamos vida. Histórias de mulheres e homens perdidos na infinita noite do desejo, histórias de traições e cumplicidades sem fronteiras.
Opinião:
Antes de mais, devo dizer que admiro a capacidade que Inês Pedrosa tem para arranjar títulos sugestivos! Depois, há que dizer que as qualidades desta autora não se ficam pela capa...
Este é um livro de contos, de pequenas histórias, muito íntimas e dolorosas. Um livro da vida, sobre a vida que sentimos acontecer à nossa volta, mas que nem sempre tentamos compreender. E é impressionante a forma como Pedrosa nos consegue fazer sentir na pele das personagens... Como se algures, nesta vida ou noutra, já tivéssemos sido aquele alguém...
Não é um livro alegre, mas é, por excelência, um livro de emoções! Um bom livro para quem não teme chorar. Um bom livro para quem tem máguas a purgar. Um bom livro. Para todos.
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Drama,
Inês Pedrosa,
Opinião
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009
Novidade Esfera dos Livros
Durante os cerca de 200 anos que durou a dinastia de Avis, que teve início com D. João I, Mestre de Avis, Portugal esteve na vanguarda da História Mundial. Neste período sentaram-se no trono português oito reis e o país conheceu nove rainhas consortes, mulheres que, muitas vezes na sombra, definiram também elas o rumo da História do reino.
Filipa de Lencastre, a mãe da Ínclita Geração; Leonor de Aragão, a Triste Rainha, que foi obrigada a fugir para Castela após a morte do marido; Isabel de Lencastre, que assistiu impotente ao confronto entre o seu pai e o seu marido; Joana de Castela, conhecida como a Excelente Senhora, que, por questões políticas e dinásticas, foi enclausurada num convento; Leonor de Lencastre, que mandou construir o Convento de Madre Deus em Lisboa; Isabel de Castela, filha dos Reis Católicos de Espanha, que morreu ao dar à luz; Maria de Castela, consorte de D. Manuel I, com quem teve uma relação de cumplicidade; Leonor de Áustria, peça fundamental no jogo político do seu irmão, o imperador Carlos V; Catarina de Áustria, avó de D. Sebastião.
A partir do olhar destas rainhas, a historiadora Joana Bouza Serrano dá-nos a conhecer os seus casamentos, que representavam verdadeiros trunfos nos jogos de poder político, os partos sucessivos para garantir a sucessão, a sua dedicação à cultura e às artes, as tradições e costumes da corte e os diferentes acontecimentos políticos que marcaram a dinastia de Avis.
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Esfera dos Livros
Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009
A Química da Morte
Título: A Química da Morte
Autor: Simon Beckett
Editora: Editorial Presença
Sinopse:
Ao fim de trinta segundos, a sua pele começa a arrepiar-se.
Ao fim de um minuto, o bater do seu coração ter-se-á tornado audível.
Ao virar a última página, dará graças por se tratar de uma obra de ficção.
Simon Beckett é um autor que rapidamente mobilizou a atenção de um público internacional com este seu primeiro thriller protagonizado por um especialista em antropologia forense. Após a perda da mulher e da filha de seis anos, David Hunter escolhe refugiar-se numa aldeia isolada de Norfolk, a tratar dos vivos, tentando esquecer a sua tragédia pessoal. Mas, mesmo aí, o destino obriga-o a lidar com aquilo de que ele pretende fugir...
A Química da Morte foi finalista do mais importante prémio deste género literário, o Duncan Lawrie Dagger Award de 2006.
Opinião:
Um bom thriller é um tipo de leitura que aprecio e que, infelizmente, não é assim tão fácil de encontrar. Mais uma vez, este livro foi-me oferecido. Pela sinopse não achei que fosse fantástico, mas à falta de alguma coisa verdadeiramente interessante na estante, comecei a ler. Como me enganei!!!
Não foi propriamente a história de crimes e mistério sobre quem terá sido o responsável que me agradou mais (embora deva reconhecer que é uma história original e extrememente bem contada). O que mais gostei no livro foram as descrições técnicas de investigação forense, assim como as suas explicações... Fenomenal!
Devo acrescentar que o culminar da história é inesperado, e que esta mantém o leitor em suspenso de tal forma que é impossível largar o livro.
Ideal para todos os fãs de séries de TV como Bones ou a Patologista. Perfeito para quem prefere as emoções escritas!
Autor: Simon Beckett
Editora: Editorial Presença
Sinopse:
Ao fim de trinta segundos, a sua pele começa a arrepiar-se.
Ao fim de um minuto, o bater do seu coração ter-se-á tornado audível.
Ao virar a última página, dará graças por se tratar de uma obra de ficção.
Simon Beckett é um autor que rapidamente mobilizou a atenção de um público internacional com este seu primeiro thriller protagonizado por um especialista em antropologia forense. Após a perda da mulher e da filha de seis anos, David Hunter escolhe refugiar-se numa aldeia isolada de Norfolk, a tratar dos vivos, tentando esquecer a sua tragédia pessoal. Mas, mesmo aí, o destino obriga-o a lidar com aquilo de que ele pretende fugir...
A Química da Morte foi finalista do mais importante prémio deste género literário, o Duncan Lawrie Dagger Award de 2006.
Opinião:
Um bom thriller é um tipo de leitura que aprecio e que, infelizmente, não é assim tão fácil de encontrar. Mais uma vez, este livro foi-me oferecido. Pela sinopse não achei que fosse fantástico, mas à falta de alguma coisa verdadeiramente interessante na estante, comecei a ler. Como me enganei!!!
Não foi propriamente a história de crimes e mistério sobre quem terá sido o responsável que me agradou mais (embora deva reconhecer que é uma história original e extrememente bem contada). O que mais gostei no livro foram as descrições técnicas de investigação forense, assim como as suas explicações... Fenomenal!
Devo acrescentar que o culminar da história é inesperado, e que esta mantém o leitor em suspenso de tal forma que é impossível largar o livro.
Ideal para todos os fãs de séries de TV como Bones ou a Patologista. Perfeito para quem prefere as emoções escritas!
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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Colecção TEEN - Tonifica E Estimula Neurónios
A Saída de Emergência faz uma forte aposta na sua mais recente colecção voltada para um público jovem-adulto amante do fantástico: a TEEN (Tonifica E Estimula Neurónios).
Com a pretensão de publicar um novo volume cada mês, esta é uma colecção que marca não só pela qualidade e variedade de autores, mas também pelo grafismo e pela apresentação (livros em formato A5, de capa dura). Sendo uma colecção voltada para um público mais jovem, respeita já o acordo ortográfico.
Conta, actualmente, com 3 títulos, e um quarto a publicar:
Esta é a história de uma princesa sem trono. Daenerys é uma menina de treze anos e a última descendente da dinastia Targaryen, antigos monarcas dos Sete Reinos. Exilada pelo Usurpador, Daenerys terá que crescer bem depressa para recuperar o seu trono. E ter muita coragem para enfrentar o que aí vem: as privações constantes, o casamento com um bárbaro das estepes, as tentativas de assassinato, a morte de amigos. derradeiro teste. O teste do fogo. Em graças a si, os dragões, desaparecidos séculos, poderão voltar a rugir... e voar.
Margarida não era feliz. Tudo o que desejava era fechar os olhos e acordar longe de casa e da sua família. E um dia o seu desejo realizou-se... Uma caixa negra com sete misteriosas canetas chegou-lhe às mãos. Canetas reclamadas por um velho ameaçador e uma pequena criatura alada. Canetas com o poder de desenhar e abrir portas para outro mundo. Levando os seus amigos consigo, Margarida prepara-se para a maior aventura da sua vida. O que ela não podia prever é que em vez de uma viagem à aventura, irá encontrar uma corrida pela sobrevivência!
A caminho da frente de batalha contra os invasores, o Príncipe Dael de Brodom descansava com a sua guarda junto às margens de um lago quando um estranho fenómeno aconteceu: uma estrela despenha se no lago, e das águas emerge uma mulher quase nua que cai inconsciente nos seus braços. Será este o sinal de que uma antiga profecia se está a realizar? Sem saber porquê, a Tenente Coronel Alex 9, da 3ª Unidade de Comandos de Elite, é projectada para um planeta muito parecido com a Terra, onde uma guerra entre impérios medievais se está a travar. Aparentemente, a chegada de Alex à Segunda Terra despoletou uma miríade de consequências políticas que estão ainda longe de fazer sentido. Ao longo deste volume, repleto de batalhas com espadas e armas magnéticas, as linhas de trama começam a cruzar se e descobrimos um conflito que se prepara há séculos. Mas onde levará?
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Saída de Emergência
Terça-feira, 15 de Setembro de 2009
Alex 9 - A Guardiã da Espada
Título: Alex 9 - A Guardiã da Espada
Autor: Martin S. Braun
Editora: Colecção TEEN - Saída de Emergência
Sinopse:
A caminho da frente de batalha contra os invasores, o Príncipe Dael de Brodom descansava com a sua guarda junto às margens de um lago quando um estranho fenómeno aconteceu: uma estrela despenha se no lago, e das águas emerge uma mulher quase nua que cai inconsciente nos seus braços. Será este o sinal de que uma antiga profecia se está a realizar? Sem saber porquê, a Tenente Coronel Alex 9, da 3ª Unidade de Comandos de Elite, é projectada para um planeta muito parecido com a Terra, onde uma guerra entre impérios medievais se está a travar. Aparentemente, a chegada de Alex à Segunda Terra despoletou uma miríade de consequências políticas que estão ainda longe de fazer sentido. Ao longo deste volume, repleto de batalhas com espadas e armas magnéticas, as linhas de trama começam a cruzar se e descobrimos um conflito que se prepara há séculos. Mas onde levará?
Opinião:
Apesar de já não ler nada dentro deste género há bastante tempo, confesso que li A Guardiã da Espada num breve dia de férias. Não por o livro ser curto, mas pela excelente capacidade do autor em criar suspense. Desenrolam-se simultaneamente três ou quatro pequenas narrativas e os saltos entre elas são realizados nas fases mais intensas. Isto leva ao conhecido síndrome "Só mais um capítulo...".
O enredo é muito engenhoso, diferente de tudo o que tenho lido dentro do género, misturando harmoniosamente vários temas recorrentes (viagens no tempo e no espaço, artes marciais, batalhas épicas...). E se, à partida, parece complicado entrarmos nos dois mundos retratados, não tarda em ficarmos familiarizados com os diversos nomes de pessoas, lugares, armas... As descrições das lutas corpo-a-corpo e das grandes batalhas (ilustradas por mapas elucidativos) são um dos pontos fortes da narrativa, sendo que as imagens se montam na nossa imaginação como se assistíssemos a cinema em câmara lenta.
O principal problema é que não sei quanto falta para sair o próximo volume...
O principal problema é que não sei quanto falta para sair o próximo volume...
Em resumo, este título encaixa bem na faixa etária alvo (jovens adultos), mas não desapontará aqueles que, de entre os mais velhos, forem mais... "fantásticos"!
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Opinião
Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
O Confessor
Título: O Confessor
Autor: Daniel Silva
Editora: Bertrand Editora
Sinopse:
Gabriel Allon, restaurador de arte, tenta esquecer o seu passado nos serviços secretos. Mas Benjamin Stern, seu amigo, um professor que se tornou muito conhecido com o seu trabalho sobre o Holocausto, é assassinado em Munique. Allon volta a ser chamado. A Polícia alemã parece certa de que Stern foi morto por extremistas de direita. Allon duvida. Sobretudo porque desapareceu tudo o que fazia parte da investigação de Stern para o livro que estava a escrever. Entretanto, o novo Papa, em Roma, passeia pelo jardim enquanto refelecte num plano perigoso que tenciona accionar. Se for bem sucedido, revolucionará a Igreja. Mas se falhar, poderá destruí-la. Segredos há muito enterrados, feitos impensáveis, virão à superficie. Daniel Silva foi jornalista, tendo trabalhado primeiro em Washington e depois como correspondente no Cairo. O 'Washington Post' coloca-o «entre os melhores jovens autores de literatura de espionagem norte-americanos» e é com frequência comparado a Graham Greene e John Le Carré.
Opinião:
Foi mais um livro oferecido. Não conhecia o autor, nem sabia nada sobre a história, de forma que as expectativas eram nulas.
Ao folhear o livro, percebi que a acção decorre em várias cidades Europeias, o que me agradou bastante. Assim, iniciei a leitura imediatamente e... não parei!
Percebi que o personagem principal vem já de outros livros, com uma história que ficou por conhecer (até que estes pertençam à minha biblioteca :) ), mas nem por isso deixa de nos interessar. A trama mexe com o Vaticano, e outras melindrosas questões com ele relacionadas, numa história de acção muito bem pensada e extremamente bem contada! Poderá mexer com algumas convicções, mas isso só a torna mais interessante.
Se gostaram de Dan Brown, acho que gostarão de Daniel Silva. Mesmo que não tenham gostado, vale muito a pena tentar. Viajar com Gabriel Allon é de perder o fôlego do inicio ao fim!
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